sexta-feira, 30 de maio de 2014

Na calada da noite, Dilma doa R$ 239 milhões para Cuba. O dinheiro surrupiado dos brasileiros construiria 6.000 casas do Minha Casa, Minha Vida. Ou 120 UPAs.


Dilma e Pimentel, zombando da cara dos brasileiros, 
dando dinheiro para a ditadura assassina de Cuba.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), por ordem de Lula e Dilma, repassou recursos a fundo perdido, sem obrigação de ser pago, para o governo de Cuba construir o moderníssimo porto de Mariel. Fez isso na calada da noite, escondido dos brasileiros. Alegando sigilo, o ministério não revela o total gasto pelo Tesouro na operação. Entretanto, valores do programa que usa recursos públicos para incentivar exportações brasileiras mostram que Cuba recebeu US$ 107 milhões (o equivalente a R$ 239 milhões) no período da reforma do terminal.

Além disso, o único porto construído pelo PT (em Cuba, não no Brasil!) teve um financiamento de US$ 692 milhões (R$ 1,5 bilhão) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, o porto custou US$ 957 milhões. Um documento inédito, assinado pelo ex-ministro Fernando Pimentel (hoje candidato do PT ao governo de Minas) e revelado pelo site Congresso em Foco esta semana, mostra que, quando o Brasil fez acordo com Cuba, em 2008, o combinado era emprestar US$ 600 milhões, que seriam “utilizados durante quatro anos”.

Pimentel, para não ter que dar explicações, decretou sigilo de 15 a 30 anos para a negociata. Chaveou a falcatrua.  Pela mesma razão, o petista se nega a explicar se os quatro anos se referem ao prazo de pagamento por Cuba ou ao período em que o BNDES fará os desembolsos.

Dilma erguendo a bandeira da Cuba comunista e torturadora, ao lado do ditador Raul Castro, 
na inauguração do porto pago com o suor dos brasileiros.
Nos últimos quatro anos, período que coincide com a construção do porto de Mariel, Cuba tornou-se o terceiro país beneficiado com recursos públicos do Programa de Financiamento à Exportação – Equalização (Proex), atrás de EUA e Angola. Entre 2001 e 2009, antes do início da modernização do terminal, o governo da ilha dos irmãos Castro só tinha sido destino de US$ 2,2 milhões, segundo dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC. Em alguns anos, nada se recebia. Na maioria deles, valores abaixo de um milhão de dólares.

Mas com o porto, tudo mudou: o valor foi elevado em mais US$ 107 milhões entre 2010 e 2013. Ou seja, tudo indica que, se não foi exatamente esse o valor da ajuda do governo brasileiro para Cuba pagar prestações mais baratas ao BNDES pelo porto construído pela Odebrecht, as cifras devem ser bem próximas disso. Nesse caso, significaria que, na prática, Dilma tirou do bolso dos brasileiros 16% dos US$ 692 milhões para financiar uma ditadura assassina como a de Cuba.

Triangulação com empreiteiras

Para a oposição, há fortes suspeitas de caixa dois para campanhas eleitorais. “Nossa preocupação é a triangulação de quem está recebendo, como exportador, esses empréstimos ser doador de campanha de quem libera essa taxa do fundo perdido”, afirma o deputado Fernando Francischini (SD-PR).

Um tumor inserido por decreto

Por Fabio Blanco

Serão os grupos organizados, quase todos em consonância ideológica com o atual grupo no poder, quando não submetidos diretamente a ele, que definirão os rumos da administração federal.

A disputa pelo poder não é brincadeira de crianças. Os personagens que se envolvem nela querem, a todo custo, alcançar seus objetivos de domínio e, para isso, não medem esforços e não se limitam por qualquer rigor ético na consecução de seus planos. Os outros, aqueles que apenas observam tudo de fora, ingênuos que são, analisam as coisas apenas pela formalidade da lei ou pelos objetivos declarados pelos políticos. Dessa forma, não conseguem perceber a movimentação sorrateira que acontece, normalmente sem pressa, com o intuito de tomar as mais altas instâncias da nação de assalto. Quando esses objetivos ficam claros, muitas vezes já é tarde e resta apenas o lamento e a murmuração.

É preciso sempre considerar que quando há grupos encrustados nos escalões do poder de um país que, sabidamente, pretendem implantar uma ditadura, todo cuidado é pouco, até mesmo com as linhas normativas que pareçam mais irrelevantes, das leis que aparentam ser as mais desimportantes.

Pois foi assim que, em uma lei que trata meramente de organização de ministérios, foi traçado o caminho para, mais tarde, quando parecesse propício para os grupos ideológicos envolvidos no governo, usá-la para desferir sobre a nação um golpe dos mais sujos e malignos que se tem notícia na história das nações democráticas.

Na Lei Federal 10.683 de 2003 fora dada à Secretaria-Geral da Presidência da República a incumbência de articular as relações entre a sociedade civil e o gabinete do governo federal. Nada de mais, em princípio. Porém, quando a sede pelo domínio é grande, qualquer brecha pode ser vista como uma chance e implementar os sonhos totalitários mais alucinantes. E foi assim que a Presidente da República fez ao promulgar o Decreto 8.243/14. Lançando mão de uma sutil abertura, dada por uma lei de mais de 10 anos antes, tenta impor sobre o país uma forma de governo que, se colocada em prática, apesar de se apresentar com a desculpa de ampliar as instâncias democráticas, na verdade as solapará de vez.

Por este decreto, a presidente criou um sistema de participação civil nos órgãos e entidades da administração pública federal que coloca nas mãos das ONG’s e representantes das minorias organizadas os rumos a serem dados a todas as esferas da administração federal. Isso significa, nada menos, que serão os grupos organizados, quase todos em consonância ideológica com o atual grupo no poder, quando não submetidos diretamente a ele, que definirão os rumos da administração federal. Melhor dizendo, serão os grupos organizados de orientação esquerdista que passarão a mandar na máquina pública brasileira.

Alguém ainda tem dúvida disso? Veja como o próprio decreto se refere aos grupos representantes da sociedade: movimentos sociais (alcunha típica de comunista), redes e organizações. Ora, são esses os representantes da sociedade civil? São esses grupos, por acaso, que representam o cidadão ordinário (ops! essa palavra também está proibida no Brasil), aquele que trabalha todo dia e não tem tempo para ficar fungando no cangote do governo? O homem comum não participa de movimento social algum, pois não tem sequer tempo para isso. “Movimentos sociais” não são nada menos que os “sovietes” da velha URSS, e existem simplesmente para facilitar a implementação do socialismo no país.

Serão, sim, esses grupos, que há anos ficam babando em volta das delícias da mesa do Planalto, que, na prática, terão domínio efetivo sobre as instituições. Isso porque o cidadão comum, por seu lado preocupado com os problemas imediatos do seu cotidiano, sem organização e sem financiadores, simplesmente ficará observando os representantes das minorias forjadas mandarem e desmandarem em todos os níveis da administração federal.

Analisando bem, esse decreto, além de uma monstruosidade ética, é também uma aberração jurídica!

Para quem não sabe, um decreto existe ou para a execução atos específicos, como uma desapropriação, por exemplo, ou para regulamentar leis. No caso presente, ele vem com a desculpa que está regulamentando uma lei, porém, de fato, apenas a usa como pretexto para obrigar o país a engolir uma forma de governo que apenas obedece aos desejos de uma turma que sonha com um Brasil cada vez mais vermelho. Diante disso, fica evidente que o decreto citado é uma mentira, pois a lei 10.683/03 não requer regulamentação. Ela apenas afirma que a Secretaria-Geral tem como atribuição “costurar” as relações entre a sociedade civil e o governo. O decreto, por seu lado, cria a forma de participação da sociedade civil no governo, o que extrapola em muito o que está na lei. Apenas por isso, ele já pode ser considerado ilegal.

Mas ele contém outro problema jurídico sério: mesmo sendo um decreto, que tem como principal função regulamentar, não faz isso de maneira satisfatória, pois, apesar de prever a participação dos grupos representativos da sociedade civil, não determina quem são esses grupos, como serão eleitos, como serão conduzidos à participação e o que farão exatamente. Nada disso o decreto prevê, tornando-o, portanto, como norma regulamentadora, inútil. Isso significa que esse decreto, na verdade, precisaria de outras regulamentações que explicassem melhor como essas situações seriam resolvidas. Então, uma nova forma de ato administrativo seria necessário ser criada: o decreto do decreto – a regulamentação de um ato regulamentador.

Porém, permanecendo como está, se não for derrubado como ato ilegal, o decreto abrirá as portas para que os movimentos organizados invadam o governo federal a seu bel-prazer, sem regras, sem barreiras, mas conforme o conluio com os governantes lhes permitir.

Na verdade, esse ato da Presidência da República é um cancro, um tumor inserido no seio da nação, com o objetivo único de destruir suas células já enfraquecidas, levando-a até a morte. O que virá depois disso, eles sabem muito bem e desejam com todas suas forças.




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Fábio Blanco, advogado e teólogo, dirige o NEC – Núcleo de Estudos Cristãos.

O Ministro com M Maíúsculo

Por Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz

Certamente o Brasil, o Povo e o Direito Brasileiro acabam de perder, o luminar Ministro Joaquim Barbosa, o Maior dos Brasileiros, para a sua merecida aposentadoria. Todos nós operadores do Direito estamos nos sentindo desamparados e preocupados com os destinos e as decisões que, doravante, emanarão do STF, que será presidido pelo ministro lewandowski (com letra minúscula), prócere do Partido Trambiqueiro e protetor do governinho da Dilma e que deve, muito, mas muitos favores, mesmo, ao ex-presidente Lula, por tê-lo nomeado para o cargo. 

Não será nenhuma surpresa se o José Dirceu, o Genoino, o Delúbio, o Waldemar e outros prisioneiros do mensalão do PT,  conseguirem uma autorização especial, dele, para assistirem a sua posse. Está tudo dominado. O TSE nas mãos do ministro, tófoli, outro prócere do mesmo partido e protetor do mesmo governinho da Dilma e o STF nas mãos do lewandowski, com as incoerências e absurdos jurídicos cometidos pelo ministro teori (que soltou por ordem superior do planalto o maior bandido do processo Lava Jato) e do ministro barroso, que decide, mas não decide, e, às vezes ajudado pela ministra rosa weber, não falta mais nada para que o Partido Trambiqueiro domine o Brasil.

Agora nós já somos uma Venezuela. Deixamos a Argentina para traz. E viva o Brasil varonil... Brasil um pais de tolos e ignorantes... Pais rico é pais sem safadeza... Os PeTralhas e o Partido Trambiqueiro são o cavalo de Troia dos brasileiros. É tudo mentira. É tudo enganação. É tudo corrupção...

Acorda povo brasileiro vote certo na oposição e defenestre, definitivamente, esses salafrários do poder e coloque-os todos na cadeia a iniciar pelo chefão e mentor de toda a corrupção que grassa pelo Brasil...


Fonte: Alerta Total


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Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz é Advogado.

O que mais precisamos saber ou dizer?

Por PChagas

Caros amigos

Quem não sabe que a situação do Brasil, em todos os campos do poder, é muito ruim, caminhando para o caos? Quem não sabe que o mau exemplo das autoridades, particularmente das autoridades governamentais, estimula a desordem, a desobediência e a indisciplina? Qual é a novidade em dizer que a proximidade da Copa do Mundo - enlameada por mazelas, malfeitos e roubalheira - e a certeza da impunidade estimulam o oportunismo de classes, grupos, movimentos, sindicatos e até de instituições que impõem à Nação a condição de refém e estabelecem como resgate o atendimento de seus interesses corporativos, justos ou não?

Quem, no mundo, ainda não sabe que a Cavalaria da Polícia Militar da Capital Federal foi recebida a flechadas e a golpes de borduna por índios amotinados da tribo dos ridículos, patrocinados pelas ONG que se apoderam da Amazônia e de suas riquezas sob a custódia da ONU e a conivência de políticos e diplomatas brasileiros?

O que mais falar sobre a situação da outrora rica, pujante e orgulhosa Petrobras, hoje pobre, depauperada e desmoralizada? O que resta falar sobre Pasadena e Abreu e Lima? Quem ainda não sabe que foram e ainda são péssimos negócios para a empresa e falcatruas para encher, descaradamente, os bolsos da “corruPTralha” e seus aliados, dentro e fora do Brasil?

Quem ainda não se deu conta da manobra da “base aliada” no Congresso para “melar” a CPI e a CPMI instauradas para investigar as causas e as responsabilidades pela queda de mais de 50% do valor de mercado da Empresa Brasileira de Petróleo? Só não sente nojo quem é causa da nojeira ou não tem mais estômago!

Dizer mais o quê sobre a falência da saúde pública e o engodo do “mais médicos”? O que mais comentar, denunciar e lamentar sobre a péssima qualidade do ensino público no Brasil, em todos os níveis?

Quem ainda não tomou conhecimento de que mais de 50 mil brasileiros são assassinados por ano, ou que a lei do desarmamento dos cidadãos de bem estimula o alargamento desse número? Quem ainda não sabe que para a Comissão Nacional da Verdade e suas congêneres esses 50 mil não têm nenhum significado?

Quem não sabe que a incompetência e a desonestidade campeiam no governo e que a inflação está sendo escamoteada e reprimida para enganar os trouxas que ainda pensam em votar no PT?

Quem não põe em dúvida a lisura com que se desenrolará a apuração das eleições de outubro, quando a Justiça Eleitoral, entregue aos cuidados de um Juiz petista, insiste em não agregar à auditagem do resultado final a simples impressão do voto?

O que mais falta dizer sobre a importância do “endireitamento do rumo sinistro” que tem sido dado à Nação, haja vista a novíssima Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) a serem impostos, goelas abaixo, por decreto da Governanta?

O que mais precisamos saber ou dizer?

A Nação está ciente de tudo isto e de muito mais, resta saber é se está ou não conivente e contente com a situação em que vive e com o futuro que lhe reserva o atual governo!

Em outubro, apesar das urnas, saberemos...



"Aviso o Brasil que é só o começo": profecia de Joaquim Barbosa se realiza antes da sua saída do STF.



O debate aqui não é o fim do foro privilegiado. Leiam, com atenção e alguma malícia, a notícia abaixo, publicada hoje na Folha de São Paulo. No contexto da mesma, imaginem o julgamento de algum petista por acusação de quadrilha, por apenas três ministros do STF. Digamos: Teori, Toffoli e Lewandowski. Ou que no lugar de Teori, esteja Mendes. Pelo histórico do Mensalão, alguém tem dúvida do resultado? 2 x 1 para o petista, tudo longe das câmeras da TV? Em fevereiro passado, quando o plenário do STF absolveu os mensaleiros do crime de quadrilha, Joaquim Barbosa profetizou: "aviso o Brasil que é só o começo". Tem toda a razão de ir embora, o ministro Joaquim, o ministro que prendeu gente que nunca mais irá para a cadeia neste novo STF. Leiam abaixo a matéria da Folha.

O ministro Luís Roberto Barroso disse nesta quinta-feira (29) que a mudança feita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento de congressistas e ministros de Estados representa uma "revolução" e deve acelerar no Legislativo o debate sobre o fim do foro privilegiado.

Os ministros aprovaram na quarta-feira (28) uma alteração no regimento interno do STF que fará com que julgamentos de políticos não sejam mais transmitidos pela TV Justiça e permitirá que deputados e senadores sejam condenados ou inocentados em processos com só dois votos.

Na prática, a modificação transferiu do plenário do STF para suas duas turmas, colegiados com metade do total de ministros da corte, o julgamento de processos contra congressistas e ministros. Antes todas as autoridades com o foro privilegiado respondiam diretamente no plenário, que conta com 11 ministros e que pode funcionar com o mínimo de seis presentes.

"É uma revolução para o bem. A turma tem julgamento mais ágil e eu espero que isso inclusive acelere o debate do fim do foro por prerrogativa. Na medida em que o Supremo consiga julgar mais rapidamente, eu acho que a gente consegue colocar isso na agenda do Congresso", afirmou o ministro.

Barroso disse que lançou a discussão no ano passado e defendeu que as turmas tratam do recebimento da denúncia contra os políticos. Depois o ministro Teori Zavascki teria apresentado a sugestão de que todas as fases do processo fossem nas turmas, o que foi acolhido.

O Supremo tem duas turmas, sendo que cada uma conta com cinco ministros. Como o quórum mínimo para a deliberação é de três ministros, um placar de 2 a 1 poderá, a partir de agora, levar congressistas à prisão.

Os defensores da mudança alegam que haverá um grande ganho em celeridade e na organização interna do tribunal, que se dedicará mais àquilo que é sua competência original: o controle da constitucionalidade das leis.

Os julgamentos nas turmas devem garantir ainda mais privacidade aos ministros, pois as sessões não são transmitidas pela TV Justiça --hoje, as sessões do plenário passam pela TV do Supremo. Alguns ministros defendem sessões mais reservadas.

Pra que serve a Bancada Evangélica?

Por Thiago Cortês

“O governo ideal de qualquer homem dado à reflexão, de Aristóteles em diante, é aquele que deixe o indivíduo em paz — um governo que passe quase desapercebido” – H.L. Mecken.

A Lei da Palmada pouca ou nada tem a ver com palmadas. Ou com os direitos das crianças. Ou com educar pais estúpidos. Ou com a paquita velha Xuxa. Ou com o menino Bernardo.


Ela tem mais a ver com a heresia dos que pretendem substituir Deus pelo Estado, nossa consciência pela legislação, nossas referências morais por burocratas arrogantes.

Somos humilhados, subestimados, roubados, vilipendiados, reduzidos a pagadores de impostos, tratados como bestas de cargas e idiotizados, dia após dia, por um Estado que pretende ser nosso pai, nossa mãe, nossa religião e, no limite, “nosso” deus.

A Lei da Palmada é mais um instrumento nas mãos daqueles que desejam bisbilhotar nossa privacidade, controlar nossas famílias, “corrigir” nossos hábitos e destruir a confiança que temos na nossa bússola moral interior que nos foi concedida pelo próprio Deus.

Querem substituir nossa bússola moral pelas leis dos homenzinhos que sonham com um Estado babélico que atinja as esferas divinas, impondo-se como Guia Moral Absoluto.

Aliados

Os babélicos de Brasília estão construindo, lei após lei, mentira depois de mentira, tragédia em cima de tragédia, o seu gigantesco Estado babélico. Uma vez que ele esteja erguido, qual um Guia Moral Absoluto, nenhum reles mortal aqui embaixo achará errado ou contraditório que a proibição das palmadas venha acompanhada da legalização do aborto.

Mas que ninguém se engane! O Estado babélico é obra feita em parceria. Nos momentos em que alguns cristãos, aqui embaixo, ameaçam derrubar o ídolo dos babélicos, ocorre uma rápida e engenhosa operação de apaziguamento por parte da Bancada Evangélica.

Os membros da Bancada Evangélica passam o tempo inteiro esbravejando contra o ídolo em construção, ganhando apoio da multidão aqui embaixo, mas nos momentos cruciais, quando há uma fagulha de resistência, reagem como exemplares agentes de pacificação.

Quando um deputado resolveu questionar no Congresso a hipocrisia dos defensores do Estado babélico, em sua maioria defensores do assassinato de bebês, e o marketing vulgar da paquita chorosa, os demais membros da Bancada Evangélica o repreenderam, cassaram sua voz e expulsaram do recinto sua moralidade cristã “incorreta” em favor decoro dos imorais.

Radical expulso, os babélicos rodearam a alma pornográfica que desfilou lágrimas televisivas, em puro êxtase demagógico. É sempre um espetáculo, a hipocrisia líquida.

Os membros da Bancada Evangélica passam quatro anos esperneando contra a idolatria do Estado. Mas no ano em que tudo pode mudar eles resolvem fechar acordos com os babélicos.

Tiram fotos com líderes babélicos, discursam e choram em favor deles e sua idolatria.

Os deputados evangélicos anestesiam a multidão de cristãos com garantias de que os idolatras em Brasília são sensíveis à lei moral de Deus e que eles até oram, lá de cima, como os cristãos aqui embaixo, o que seria uma prova de que no fundo também são cristãos.

Fomos derrotados pelos idolatras — mais uma vez. Mas eles tiveram a ajuda fundamental de deputados evangélicos — mais uma vez. Os idolatras não poderiam ter aliados melhores.

Da próxima você que você olhar para o horizonte tente imaginar o tamanho que o abominável ídolo já ganhou. A sua herética altura agora só poderá ser contida pelo próprio Deus.

Pense nos idólatras invadindo nossos lares para educar nossos filhos sobre a superioridade da ideologia babélica. Imagine isso e reflita: pra que serve a Bancada Evangélica?



Fonte: Julio Severo

REFAÇO O CONVITE: Vamos fugir! Deixemos o Brasil para os peles vermelhas de Carvalho, os peles verdes da Marina e os padres de tacape. Que as vastas solidões de Banânia se inundem de sapos, pererecas e ongueiros comendo larva de mosca


Pois é, pois é… José Eduardo Cardozo recebeu as lideranças indígenas um dia depois de um policial militar ter sido ferido por um flechada num dos infindáveis protestos dos silvícolas que tomam conta da Esplanada dos Ministérios. Pois é… Daqui a pouco, nesse processo regressivo que toma conta do Brasil, sob o comando da presidente Dilma Rousseff, os caetés ainda pedirão um novo bispo para deglutir, reavivando o sabor da carne certamente já tenra do bispo Sardinha. Não lhe bastou um naufrágio na costa de Alagoas em 1556, ainda teve de topar com “os verdadeiros donos do Brasil” cheios de fome… Desta feita, sugiro Gilberto Carvalho com batatas coradas.

Sim, senhores! Cardozo, aquele que garantiu que o Brasil é um país seguro para os estrangeiros — os 56 mil brasileiros assassinados em 2012 que se danem! — seguiu o padrão deste governo: bata, faça escarcéu, arranque sangue, mande a lei às favas e seja recebido pelo governo, com o tapete vermelho estendido.

O ministro recebeu uma comissão de 18 indígenas, entre eles, informa a Folha, o cacique Uilton Tuxá, da Bahia, que classificou o encontro como “o pior” de que já participou. “Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Que vai insistir na tentativa de construir mesas de diálogo”. Um dos silvícolas ameaçou: “Por culpa dele, muitos fazendeiros vão morrer”. Índios amarrados ao mastro da bandeira se soltaram e tingiram “o símbolo augusto da paz” de vermelho, o que significa, no simbolismo dos povos primitivos da floresta, uma “declaração de guerra”. Então vou de outro índio: “Ai, que preguiça!”.

Números

Querem números? Eu dou. Há 359 territórios indígenas completamente definidos no país, e outros 45 já foram homologados pela Presidência. Estão em discussão mais 212 áreas. Paramos por aí? Não! Há mais 339 pedidos de demarcação. Veja bem, leitor amigo: aquelas 359 áreas já resolvidas correspondem a 13% do território brasileiro. Caso se façam todas as vontades, a elas se acrescentariam, por enquanto, outras… 596!!! Depois falta resolver o problema dos quilombolas… De novo: o Brasil já destina hoje aos pouco mais de 500 mil índios que moram em reservas (de um total de pouco mais de 800 mil) uma área correspondente a 26,6 Holandas, 11 Portugais ou duas Franças.

O governo do PT reencruou a questão indígena, especialmente na gestão Dilma Rousseff. O encarregado da área é Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência. Seu braço-direito é um tal Paulo Maldos. Eles é que incendeiam as aldeias com a sua “política”. Esses dois respondem pela destruição de uma vila chamada Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. A turma de Carvalho e Maldos destruiu um povoado de quatro mil pessoas. É que ficou decidido que ela estava no meio da reserva Suaiá-Missú, dos xavantes. Nada ficou de pé. Nem a escola. Só restou uma igrejinha em meio a escombros. Se vocês querem saber do que é capaz a política humanista de Carvalho, vejam este filme.


Refaço o convite

Refaço um convite que já fiz aqui há quase um ano, no dia 1º de junho de 2013, relembrando, antes, mais um número.

Descontadas as áreas de preservação permanente — sim, também será preciso contemplar a fúria demarcatória dos ambientalistas —, toda a pecuária e toda a agricultura brasileira são produzidas em 27,5% do território brasileiro — pouco mais do dobro do que se destina hoje às reservas indígenas, onde não se produz um pé de mandioca. Quem frequenta praias do Litoral Norte, em São Paulo, passa à beira de uma reserva indígena, às margens da rodovia Rio-Santos. Os guerreiros estão com suas barraquinhas armadas à beira da estrada, vendendo palmito, ilegalmente extraído, e bromélias… É o que a Funai entende por preservação dos povos tradicionais…

Vamos fechar Banânia! Os brancos voltamos para a Europa; os amarelos, para a Ásia, os negros, para a África. Os mestiços podem tentar negociar — talvez servir de mão de obra escrava aos “racialmente puros”, sei lá… Vamos devolver o Brasil aos índios, deixando as vastas solidões para os 800 mil indígenas e para os sapos, as pererecas e os bagres da Marina Silva. A propósito: por que os ambientalistas fazem questão de ignorar a óbvia degradação do meio ambiente nas reservas indígenas? Já sei: ambientalista bom é aquele que briga com o agronegócio — ou não aparece nenhuma ONG estrangeira, geralmente ligada a produtores rurais americanos ou europeus, para financiá-los, né? Como, em regra, os índios não produzem nada e não precisam competir com ninguém — vivem de cesta básica, Bolsa Família e extração ilegal de madeira e minérios —, por que mexer com eles?

Chega de Banânia! Vamos embora deste lugar, gente! Não é que não haja por aqui um povo empreendedor. Mas é chato esse negócio de tentar produzir comida tendo de enfrentar os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau.

Requião assume os ataques a Gleisi Hoffman e avisa que mandará a petista de volta a Brasília


gleisi_requiao_01Artilharia pesada – Continua acirrado o cabo de guerra que se formou no Paraná entre o PT e o PMDB, para saber que disputará, no segundo turno, a corrida ao palácio Iguaçu contra o governador tucano Beto Richa. O destemperado senador Roberto Requião (PMDB) deixou de usar intermediários para fustigar Gleisi Hoffmann, sua adversária direta na briga, e assumiu os ataques à petista.

Nesta sexta-feira (30), no microblog que mantém no Twitter, Requião ironiza a incapacidade administrativa de Gleisi e sua inquestionável vocação para trapalhadas, o que ficou evidente nos três anos em que a senadora esteve à frente da Casa Civil da Presidência da República. “Que seria da tia Dilma sem a Gleisi?”, indagou o irônico Requião, para, na sequência, avisar seus seguidores que pretende derrotar as pretensões da petista de disputar o segundo turno com Richa. “Vamos mandá-la de volta à Brasília”, escreveu.

As relações de Gleisi com Requião há muito se desenrolam no palco das agressões, mas sempre por meio de prepostos, mas agora a guerra ficou direta e subiu de tom. Ex-governador do Paraná e conhecido por seu comportamento histriônico e nada diplomático, Requião avisou nas redes sociais, através de seus “braços avançados”, que teria um documento demonstrando que Gleisi fora alertada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) que não poderia contratar o pedófilo Eduardo Gaievski como assessor na Casa Civil, porque o mesmo era investigado pela prática de três dezenas de estupros de menores no Paraná. Gleisi teria ignorado o alerta e nomeou Gaievski para cuidar de políticas federais dedicadas a menores, mas a polícia acabou entrando no Palácio do Planalto para tentar capturar o delinquente sexual.

Gleisi Hoffmann, por sua vez, tem dado o troco à altura. Tem mirado os escândalos de corrupção que marcaram os governos de Requião, em especial o caso dos dólares de Eduardo Requião. Irmão do senador peemedebista e conhecido no Paraná como “Vovó Naná”, Eduardo Requião foi nomeado para comandar o Porto de Paranaguá. “Naná” foi um dos integrantes do esdrúxulo governo familiar que Roberto Requião impôs aos paranaenses, tamanho foi o número de parentes empregados na máquina estatal.

A senadora petista também tem atacado o estilo de vida luxuoso do adversário, que volta e meia alega em seus discursos ser um adepto confesso da Carta de Puebla, que praga a preferência pelos mais pobres. De acordo com os aliados de Gleisi, a opção do senador peemedebista é pela mordomia e o desfrute do luxo, tudo regiamente bancado com o suado dinheiro do contribuinte. Requião costuma viajar mundo afora sempre na primeira classe e sob as expensas do Senado. Fora isso, enquanto governador do Paraná, Roberto Requião vivia como verdadeiro aristocrata rural na Granja do Canguiri, residência oficial do chefe do Executivo paranaense.

Na medida em que as eleições se aproximam, a tendência é que a troca de chumbo entre petistas e peemedebistas cresça em termos de covardia e virulência, pois é grande o arsenal de acusações em ambos os lados.


Um dos mais importantes estados da federação, o Paraná não merece essa disputa rasteira e pífia pelo poder, assim como não permanecer como refém de políticos que só conseguem enxergar os próprios interesses e de seus respectivos partidos. Como o cenário aqui analisado não é dos mais animadores, que em outubro próximo, diante das urnas, os paranaenses escolham o menor dos males que se apresentam no momento.

Suprema injustiça

Por Luiz Holanda
                                                                        
Quem conhece o ministro Teori Zavascki, nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF) pela presidente Dilma Rousseff, sabe que ele integra, juntamente com o seu colega Luís Roberto Barroso, a maioria circunstancial do governo naquela corte.

Após o Supremo absolver oito réus do mensalão da acusação de formação de quadrilha, o presidente Joaquim Barbosa alertou a nação sobre essa decisão, que, segundo ele, teria sido apenas o primeiro passo “dado por uma maioria circunstancial formada sob medida para lançar por terra todo o trabalho primoroso levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012”.

Teori Zavascki e o seu colega Barroso contribuíram para uma reviravolta no julgamento dos mensaleiros, agraciados com os seus votos com a absolvição do crime de formação de quadrilha.  Até o ministro Celso de Mello, mentor intelectual do recebimento dos embargos infringentes, entendeu que os mensaleiros eram membros de uma quadrilha que se apoderou do governo para enriquecer, agindo “com dolo de planejamento, divisão de trabalho e organização, além de desrespeitadores das leis criminais do país”.

Não é sem razão, pois, o alerta de Joaquim Barbosa quanto a estratégia montada para garantir essa maioria circunstancial, juridicamente armada nos bastidores políticos e idealizada para que o Supremo passe um rodo nos processos envolvendo alguma das mais importantes figuras da base aliada do governo.

A liberdade dos 12 presos da Operação Lava Jato, concedida pelo ministro Zavascki, amorteceu as investigações do esquema de lavagem de dinheiro envolvendo doleiros, empresários- laranjas e contratos da Petrobrás, principalmente depois da notícia de que o ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa, estava prestes a fazer um acordo de delação premiada.

A tese do ministro de que só o STF pode decidir pelo desmembramento de processo é falha. As ações são diferentes. O que há é um claro plano para se preparar a tradicional pizza do nosso Judiciário. Afinal, os envolvidos são, todos, “gente grande”. O juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, informou que os congressistas envolvidos na Operação Lava Jato não eram indiciados, pelo menos até o momento.

Ao reconsiderar sua decisão anterior para manter 11 réus presos e afirmar que, por enquanto, Paulo Roberto não voltará à prisão, o ministro deu azo à especulação de que o ex-diretor só foi solto por causa da ameaça de delação premiada. Sim, pois ninguém, em sã consciência, é capaz de entender por que somente ele, o principal elo entre o doleiro, a Petrobrás e os partidos políticos permanece em liberdade. As trapalhadas do ministro foram tantas que agora ele só tem um jeito: soltar todo mundo ou prender novamente Paulo Roberto Costa, já que deixá-lo solto pode afetar, ainda mais, sua combalida credibilidade.

O ministro poderia ter requisitado os autos na justiça federal sem libertar nenhum dos prisioneiros. Em vez disso, mandou soltar todo mundo e avocar o processo para o STF. Sua decisão protagonizou uma das cenas mais patéticas da história do judiciário pátrio (patética e confusa), além de imprimir uma forma muito particular de insegurança jurídica. Paulo Roberto Costa foi preso no momento em que destruía provas. Agora livre, terá tempo para destruir outras, se ainda as tiver.

A suprema injustiça praticada pelo ministro contra o povo brasileiro é um estímulo à inspiração maléfica para a delinquência, a corrupção e à impunidade. Nossa sorte é que a Polícia Federal está se tornando cada vez mais independente e trabalhando em defesa do interesse nacional. Se o Judiciário funcionasse assim, não haveria tantos corruptos em todos os poderes da nação, inclusive no próprio. Que o diga o CNJ.

O próximo a ser solto será o doleiro Alberto Youssef, que já se comprometeu com a delação premiada. Por enquanto ele resiste, imaginando ser libertado. Se isso não acontecer, o Brasil saberá quem são as autoridades e os políticos envolvidos nas tramoias financeiras que patrocinou em seu escritório situado numa área nobre na Zona Oeste de São Paulo.


Fonte: Alerta Total


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Luiz Holanda é advogado, professor universitário e conselheiro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/BA. Originalmente publicado na Tribuna da Bahia em 27 de maio de 2014.

O QUE DESEJAM?

Por Aileda de Mattos Oliveira

Ruir o Estado! Eis a meta dos arquitetos da demolição, doutorados na universidade das ideias monolíticas e sombrias dos teóricos comunistas, com prática nos campos de treinamento de Cuba.

Prostituir a Educação; degradar as organizações exemplares do país; manter na várzea núcleos sociais por meio do assistencialismo sem perspectiva; objetivos já atingidos sem que haja reação dos contrários, o que permite o domínio dos órgãos públicos, e, nas fraudulentas licitações, o harmonioso conchavo com as megaempresas, tudo em marcha batida pelos ávidos usufruidores da miséria humana.

É fato de que o povo, avesso ao trabalho, à atividade mental, distanciado dos estudos que lhe dariam independência na escolha de seu destino, não pode, por incapacidade perceptiva, avaliar o rendoso butim oficial pela prática diabólica do contínuo mergulho do governo nos mananciais da fazenda inundados com a arrecadação tributária.

Arrecadação oriunda da classe média, torturada pela voz tresloucada da pseudofilósofa uspiana, parte integrante da usina petista de produção de energia negativa que atinge, há doze anos, esse território, sem que haja, até agora, reação energética equivalente, que elimine, de vez, o infecto gás que escapa do lixo governamental.

Esses são fatores do engessamento do País, o cadeirante Brasil, empurrado por mãos apátridas, sem rumo, paralítico pela falta de altivez dos brasileiros que sustentam a corja de ociosos políticos.

Os partidos, siglas dissimuladas de uma mesma ideologia, estão a serviço da ilha-prisão, pela submissão às exigências da pusilânime presidente. A rubrica dos párias da Nação é o agir no desmoronamento do patrimônio institucional erguido com o denodado esforço dos bons brasileiros no decorrer da história nacional.

Transformou-se a máfia congressista em desprezível conjunto de títeres do assassino cubano, desde que as portas das facilitações e dos favores foram-lhes escancaradas.

Não representam esta Nação, mas a de criminosos governantes estrangeiros; as das inúmeras ONG que dominam partes do território, signatários que foram da divisão do país; as das instituições transnacionais, diante das quais vergonhosamente se ajoelham; em suma, criminosos lesas-pátrias que, em outras épocas, seriam sumariamente fuzilados.

O Brasil está sob os desvarios de uma presidente afásica*, incapaz, saída do domínio da luta armada para o campo da habilidade política, assunto que não lhe é familiar pela grosseira concepção do que seja governar; sob o cinismo dessa impune guerrilheira, proporcional à estupidez do povo sem brio; sob o provincianismo peculiar dos anões da politicagem nacional; sob a ‘ratanização’ do erário.

Como anestesistas da Nação, inoculam a inércia, o horror ao trabalho no povo, por natureza, movido a funk, futebol e carnaval.

Esses espécimes, saídos dos livros de Cesare Lombroso**, devem para lá retornar, fixarem-se em cada página, como exemplos de excrescências, aberrações da natureza, incapazes de conviverem em sociedade, mesmo nesta tacanha sociedade brasileira.



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Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa e membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.

*Que tem dificuldade em expressar o pensamento por meio das palavras
**Criminologista italiano, século XIX, criador da Antropologia Criminal.

OAB entra na guerra suja da internet para limpar o nome do PT.

Presidente da OAB com a cartilha do PT: relembre aqui o post do Aluizio Amorim
Não há nada contra o PSDB ou contra o PSB na guerra suja da internet. Quem está sendo pego em flagrante é o PT, com denúncias comprovadas de uso de instituições públicas (dinheiro público) para espalhar calúnias contra adversários nas redes sociais. Agora a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que virou uma entidade chapa-branca, quer fazer reunião e pactos entre os partidos. Isso vem do PT. Que o PSDB não volte atrás nos processos. Quem faz oposição dura, mas honesta na internet, não teme. Os bandidos estão pedindo trégua porque estão cercados. E a OAB, novamente, está limpando o nome do PT. Uma coisa é publicar o resultado de uma enquete do SBT ou compartilhar uma peça de facebook que afirma que o filho do Lula é sócio da Friboi. Não há ataque algum a honra e a imagem de candidato. O que é isso perto de uma acusação vinda de um perfil oficial da PT, chamado Dilma Bolada, que é recebido pela presidente da República, sugerindo que um candidato é viciado em drogas? Que o PSDB não seja inocente e banana como um tucano, ontem, que resolveu passar a mão na cabeça de um deputado petista notoriamente ligado ao PCC. OAB? Mandem o Jurídico!  Clique aqui para ler a matéria do Estadão.

PGR envia parecer a favor do Programa Mais Médicos ao STF


Ação proposta pela Associação Médica Brasileira será julgada em breve

Brasília - Em dois pareceres enviados ao Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (29), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se pela constitucionalidade do Programa Mais Médicos. As manifestações são referentes a ações de inconstitucionalidade propostas pela Associação Médica Brasileira (Adin 5.035), junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (Adin 5.037). Elas foram propostas em agosto do ano passado e já foram objeto de audiência pública. O relator de ambas é o ministro Marco Aurélio.

O programa Mais Médicos foi instituído por medida provisória, transformada na Lei 12.871/2013, com o objetivo de formar recursos humanos na área médica para o Sistema Único de Saúde (SUS). A Constituição exige como requisitos para edição de medidas provisórias relevância e urgência na matéria, o que, segundo as ações, não foi observado pelo programa. No entanto, para o PGR, os requisitos foram atendidos. "A realização do direito constitucional à saúde é indubitavelmente relevante. A urgência é comprovada pelos dados alarmantes da precariedade do atendimento médico em milhares de municípios brasileiros", escreveu Janot nos pareceres.

MPF a favor

As entidades autoras das ações alegaram uma série de inconstitucionalidades na lei de conversão. No entanto, o procurador-geral entende não ter havido ofensa à Constituição, já que programa "não fere os princípios do concurso público e da legalidade, nem macula a obrigatoriedade de licitação, por tratar-se de contratação temporária". Ainda conforme os pareceres, não há lesão à autonomia universitária e ao regime jurídico dos servidores públicos, nem se trata de "exercício ilegal da medicina".

Quanto ao desrespeito ao princípio da isonomia, as ações alegam que os médicos estrangeiros não precisam se submeter aos mesmos requisitos e procedimentos exigidos para os profissionais brasileiros. Contra isso, o PGR argumenta: "Identificam-se grandes desigualdades na promoção da saúde no Brasil, o que justifica a adoção de política pública tendente a corrigir ou ao menos reduzir essa distorção. Essa circunstância fática justifica um modelo diferenciado de seleção de profissionais formados no exterior, com regime jurídico e direitos específicos, distinções quanto à possibilidade de atuação profissional e diretrizes para o trabalho a ser desempenhado."

Falta de legitimidade

No entanto, no caso da Adin proposta pela CNTU, Rodrigo Janot entende que a confederação não possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade, razão pela qual a ação não deve ser conhecida. Segundo o PGR, "em razão da amplitude das profissões liberais com nível superior reconhecido, admitir a legitimidade ativa da CNTU significaria conferir-lhe legitimação quase universal, em sobreposição às confederações sindicais e entidades de classe, cuja legitimidade é expressa na Constituição."

Finalmente, Janot argumenta não competir ao STF discutir o acerto da política pública implementada pelo Estado. "O Estado adotou e implementou uma política pública de saúde conforme determinadas diretrizes, cujo mérito envolve opções políticas discricionárias'.

Ele conclui pela aceitação da ação da AMB (Associação Médica Brasileira), intimando-a, contudo, a regularizar a petição inicial e documentação de ordem processual.

Mas, no mérito, a PGR conclui "pela improcedência total do pedido, declarando-se a constitucionalidade da Lei 12.871, oriunda da conversão da MP 621, de 8/7/2013".

Nós, os ordinários


O sujeito não pode, na TV, em uma evidente troça, chamar uma mulher de "ordinária" – mas está livre para (a sério, a trabalho) fazê-la rebolar quase nua, na mesma TV, no meio da tarde de domingo, para toda família ver.

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Somos nós, brasileiros, um povo sentimental, epidérmico e, por isso mesmo, raso, superficial. (Tanto que o termo “epidérmico”, que em seu sentido derivado primeiro possui as descrições negativas “sem profundidade” e “superficial”, derivou para um uso positivo, sendo ora sinônimo de reação inconformada.)Mas somos gente boa. Boa até demais, ao ponto de os aproveitadores deitarem e rolarem por aqui, aplicando sobre nossa superficialidadeuma engenharia social muito bem calculada.O resultado é um teatro dos absurdos continental.

Na última quarta-feira, 28 de maio de 2014, o Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) considerou “desrespeitoso” o uso do termo “ordinária” em uma peça para a televisão. Querem proteger o povo de uma linguagem supostamente ofensiva, mas não foi o povo quem se ofendeu com isso, assim como não é o povo quem defende o aborto, a leniência oficial para com a bandidagem e a injeção de milhões de reais por ano em cursos de pós-graduação sobre a etnografia desconstrutivista pós-hipermoderna das tribos oprimidas do su-sudoeste africano. Mas somos nós, o povo, quem dá condições para que boa parte dos magistrados, legisladores, administradores, reguladores e auto-reguladores imponham sobre nós, o povo, suas concepções distorcidas de mundo.

O circuito é este: a beautiful people (a elite do jornalismo, da publicidade, da academia, do judiciário e da política) decide o que é e o que não é aceitável, impondo suas diretrizes sobre as ações de seus subordinados (a massa do jornalismo, da publicidade, da academia, do judiciário e da política); estes, nas editorias, nos escritórios, nas universidades, nos tribunais e nas casas legislativas e repartições absorvem e divulgam o discurso pré-moldado (não raro, sem nem perceberem), ignorando solenemente o que nós, o povão, pensamos; nós, por fim, seguimos silentes e, por isso, sem representação em nenhuma esfera de poder deste país. Pouco importa, por exemplo, que a ampla maioria dos brasileiros queira ver a bandidagem quebrando pedra em presídio; quem toma as decisões no Brasil decide pelo oposto disso porque leu no jornal ou viu na TV que bandido bom é bandido adulado, acarinhado, massageado.

Por aqui, então, o sujeito não pode, na TV, em uma evidente troça, chamar uma mulher de "ordinária" – mas está livre para (a sério, a trabalho) fazê-la rebolar quase nua, na mesma TV, no meio da tarde de domingo, para toda família ver. Falo do protagonista da propaganda censurada, o Compadre Washington, que, com seu grupo “É o Tchan!”, nos anos 90 invadiu os lares brasileiros com um exército de bundas e muita música ruim. [A culpa não era só do tal Compadre, mas de quem o levava ao ar (entre eles, alguns publicitários que hoje hão de estar no Conar). “Manifestações artísticas” de péssima qualidade sempre existiram, ainda mais por aqui, onde qualquer sacolejar de chocalho é considerado arte. O problema é dar notoriedade a isso.]

Não surpreende. Por aqui, grupos muito mobilizados e engajados regulamentam a educação parental, com a pretensão de impedir que pais dêem palmadas em seus filhos para ensiná-los a ter modos e a respeitar os mais velhos. Por outro lado, é possível pleitear, com a ajuda dos mesmos grupos, o assassinato do filho ainda no ventre materno. E nós, o povo, o que pensamos disto? Bem, em geral, somos contra, mas, porque não queremos perder amigos e tempo com discussões, deixamos para lá. Ademais, a palmada é dada a olhos vistos, o que fere nossos sentidos, enquanto o aborto é feito às escondidas, por debaixo dos panos. “O que o coração não vê os olhos não sentem” – deveria ser esta a inscrição da bandeira nacional.

Piada, não; exposição extremada, sim. Palmada, não; morte, sim.

Por aqui, enfim, são atacadas as sensações, as manifestações mais superficiais do comportamento, cujas conseqüências, em verdade, são inócuas; contudo, ações realmente graves são liberadas e, pior, até mesmo estimuladas.

É por isso que choramos de emoção quando uma faxineira devolve uma bolsa com 10 mil reais a seu dono (somos gente boa, lembra?), mas damos de ombros quando o presidente da república, outrora sindicalista humilde, transforma-se num dos homens mais ricos da corte (não vamos perder tempo nem amigos discutindo, lembra?). É por isso que há comoção nacional quando vem a público algum vídeo de algum maluco espancando um animal, mas há indiferença quando sabemos que 50 mil pessoas morrem por ano em função da violência. De fato, somos muito ordinários.


Baderneiros do Movimento Passe Livre protestam em SP porque são contra o cumprimento da lei


constituicao_01Sem limite – O momento de crise política e institucional que emoldura o Brasil coloca em risco a democracia nacional, diuturnamente vilipendiada por aqueles que defendem o contínuo desrespeito às leis e à ordem. Por isso a aposentadoria antecipada do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, é uma perda enorme para um país que ao longo da última década passou a conviver de forma pacífica com a impunidade.

Na manhã desta sexta-feira (30), integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) decidiram protestar em frente ao prédio onde funciona a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, no centro da capital paulista. Os baderneiros de aluguel, que se alimentam no cocho da anarquia, querem explicações do secretário Fernando Grella Vieira sobre o inquérito policial em que são investigados alguns integrantes do movimento.

Responsáveis pela onda de vandalismo que marcou a vida da maior cidade brasileira em junho de 2013, os integrantes do MPL alegam que o inquérito é ilegal e que não atenderão às intimações da autoridade policial para depor no mencionado inquérito. Por questões óbvias, porém utópicas, os anarquistas entendem ser ilegal tudo aquilo que é ilegal. Desconhecem esses obtusos que uma nação só existe debaixo do manto de um conjunto legal, sem o qual institui-se a baderna generalizada, terreno fecundo para a instalação de um regime totalitarista, nesse caso específico de esquerda, a mesma que financia o movimento.

A suposta ilegalidade de inquérito policial deve ser contestada na Justiça, não com protestos que ferem o direito dos cidadãos de ir e vir, como determina com plena clareza a Constituição Federal. Esse grupelho de baderneiros há muito buscava uma oportunidade de retornar ao noticiário, acreditando na possibilidade de serem tratados como representantes da sociedade, o que nem de longe conseguem ser. A sociedade brasileira clama por ordem e paz, não por bagunça e depredação de patrimônio público.

Se o secretário Fernando Grella Vieira (Segurança Pública) ceder à pressão pífia dos integrantes do MPL estará atirando contra o próprio pé, pois não se pode dar ouvidos a quem insiste em desrespeitar a lei. Protestar é um direito de qualquer cidadão, previsto na Carta Magna, desde que a manifestação ocorra de forma ordeira e pacífica. Do contrário, os agentes do Estado devem aplicar a lei com o devido rigor para garantir a manutenção da ordem.


Em relação ao não atendimento à intimação da autoridade policial que preside o inquérito, que o Estado escore-se no Código Penal e lance mão da condução coercitiva, tecnicamente chamada de condução sob vara. Não é possível que no momento em que o Brasil precisa ser passado a limpo, já com muito atraso, alguns quadrilheiros decidam afrontar a lei e desrespeitar as autoridades. Se esses párias discordam das acusações, que constituam advogados para defendê-los. Quem os financiou por certo viabilizará a contratação dos defensores. Simples assim!

PSDB desanca ministra terrorista do PT.


O PSDB rebateu nesta quinta-feira, em tom duro, as declarações da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, com críticas ao projeto do senador tucano Aécio Neves (MG) com mudanças no Bolsa Família. Ontem, a ministra afirmou que a proposta de Aécio “ não tem pé nem cabeça", afirmou que o projeto foi aprovado de forma “atabalhoada, açodada e leviana” por este ser um ano eleitoral. Na nota, o PSDB faz críticas ao governo petista e afirma que o senador esteve, nos últimos 11 anos, “lutando contra a corrupção que toma conta do governo do PT” no Senado.

Segundo os tucanos, a ministra misturou propostas e colocou sob autoria de Aécio propostas de outros parlamentares. Para o questionamento de Tereza Campello “onde estava o senador Aécio Neves nestes 11 anos que não tratou do Bolsa Família?”, o partido contra-atacou, afirmando que “nos últimos 11 anos, o senador Aécio Neves estava governando Minas”, e passando a listar feitos do governo dele no estado.

Na nota, o PSDB também afirma que Aécio Neves estava no Senado Federal nesse período, onde estava, de acordo com a nota, “Debatendo com os senadores a melhoria do Bolsa Família; lutando contra a corrupção que toma conta do governo do PT; defendendo que a linha de extrema pobreza no Brasil respeite as Metas do Milênio e a promessa feita pelo governo federal a milhões de brasileiros; e propondo que a extrema pobreza seja tratada num campo mais amplo e que abranja as privações sociais que ultrapassam a questão da renda”.

O projeto do PSDB foi aprovado com um voto de diferença em comissão. Ele altera a lei que criou o programa Bolsa Família e propõe duas mudanças: garante por mais seis meses o pagamento do benefício quando os chefes de família conseguirem emprego com carteira assinada e exige a revisão da lista dos beneficiários a cada dois anos (revisão já prevista em Portaria do Ministério do Desenvolvimento Social). A proposta foi aprovada por 10 votos a favor e nove contra, numa votação apertada. O PT votou contra, alegando que isso afetaria o Bolsa Família. (O Globo)

Lula revela que só não foi Cabral porque nasceu no século 20. Sorte dele: já no dia do Descobrimento teria virado comida de índio



Até virar passarinho, Hugo Chávez se apresentou como a reencarnação de Simón Bolívar. Sem compromisso com qualquer tipo de fidelidade, Lula é mais versátil. Já foi Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas e Dom Pedro II. Na semana passada, a metamorfose delirante informou que apenas quatro séculos impediram que fosse também Pedro Álvares Cabral.

O vídeo de 16 segundos registra a novidade, revelada neste 16 de maio na escala feita em Sorocaba pela caravana que zanza pelo interior paulista tentando cumprir a missão urgentíssima e complicada: curar o raquitismo que afeta os índices atribuídos a Alexandre Padilha por todos os institutos de pesquisa. Principal atração da trupe, o palanque ambulante entrou em ação logo depois do almoço. E achou uma boa ideia usar o passado remoto para ajudar o futuro imediato do candidato a governador.

No meio do falatório, o fabricante de postes se dirige a um certo Hamilton para lembrar que “eles ficam muito nervosos”. Sem esclarecer quem são “eles” nem explicar as razões do nervosismo, decola rumo a 1500. “Ficam dizendo que o Lula pensa que é ele que descobriu o Brasil. Se eu existisse na época eu teria descoberto mesmo. É que eu não existia”, delira o recordista mundial de bravata & bazófia sob risos e aplausos da plateia amestrada.

Sorte dele. Se Lula estivesse no lugar de Cabral, não haveria uma Primeira Missa, mas um Primeiro Comício de curtíssima duração. Mesmo sem saber o que dizia aquela figura estranha, os donos da terra logo entenderiam que era tudo vigarice. A troca de espelhinhos por pedras preciosas comprova que eram tão ingênuos quanto os milhões de modernos primitivos que mantêm o PT no poder. Mas não sofriam de abulia paralisante, disfunção epidêmica no Brasil do século 21. E achavam que tapeação tem limite.

Depois de cinco minutos de discurseira insuportável, até uma tribo de vegetarianos estaria transformada num bando de antropófagos ansiosos pelo começo do banquete. E já no dia 22 de abril de 1500 o descobridor do Brasil viraria comida de índio.

Irene Ravache e sua decepção com a traição do PT

Programa Roda Viva


"Evidentemente que quando namorei, devo ter sido traída. Mas tive a sorte de que meus namorados foram inteligentes e elegantes porque eu não descobri nenhuma delas. Eu nunca tinha passado por uma traição e o PT me traiu. Me senti traída, mas isso foi desde muito cedo com Valdomiro, Celso Daniel. Eu queria uma explicação. Sabe que uma mulher que recebe uma explicação até aceita de volta. Eu me senti traída como geração, cidadã. Fiquei no chão. Fiquei mal" - Irene Ravache

"Nunca tinha passado por uma traição e o PT me traiu", disse Irene Ravache - São Paulo 20/05/2014

Em entrevista ao programa da TV Cultura "Roda Viva", nesta segunda-feira (19), a atriz Irene Ravache falou sobre suas afinidades e desavenças políticas. Ela afirmou que votou em José Serra em 2003 -- ano em que Luiz Inácio Lula da Silva conquistou a presidência do país pela primeira vez --, criticou o governo da presidente Dilma Rousseff e disse que se sentiu traída pelo PT (Partido dos Trabalhadores).

"Quando surgiu o PT, eu achei que o gigante finalmente ia acordar. Um partido novo, que é um sucesso na oposição, um partido que diz o que eu tenho vontade de dizer. Votei a primeira vez no Lula para presidente quando concorreu com o Collor. Quando ele ganhou a presidência, eu não votei e votei no José Serra. Mesmo assim, fiquei feliz como se vê um sucesso de um amigo. Não fui para a Avenida Paulista comemorar, mas achava que estávamos bem na foto", explicou ela, que começou a seguir o partido em 1980.

Atualmente, Irene é contra as ações realizadas pelo partido e diz "ter se sentido mal com as irregularidades cometidas pelos políticos do PT". "Evidentemente que quando namorei, devo ter sido traída. Mas tive a sorte de que meus namorados foram inteligentes e elegantes porque eu não descobri nenhuma delas. Eu nunca tinha passado por uma traição e o PT me traiu. Me senti traída, mas isso foi desde muito cedo com Valdomiro, Celso Daniel. Eu queria uma explicação. Sabe que uma mulher que recebe uma explicação até aceita de volta. Eu me senti traída como geração, cidadã. Fiquei no chão. Fiquei mal", assumiu ela, que acusou Lula e Dilma de não serem presidentes "estadistas".

De acordo com Irene, a esperança que ela tem de um presidente é que ele vire um estadista e o compara a um ator. "Um presidente deve obviamente fazer suas alianças. Mas não percebe que sairia mais fortalecido se ouvisse aquele país que está governando? Tem um país que espera que esse estadista brigue com os coronéis. O Brasil está esperando isso", argumentou a atriz, que disse não ter festejado a eleição de Dilma.

Descriminalização das drogas

Mãe de Hiram Ravache, ex-usuário de drogas, Irene se disse contra a descriminalização. Para ela, se o uso for liberado não acabará com a figura dos traficantes. A atriz comparou ainda com cidades como Londres, Berlim, Nova Iorque, Amsterdã. "Quando você chega no aeroporto desses locais e quer comprar droga, você consegue. Mas lá não estão assassinando pais de família e não existe um estado paralelo", disse ela.

A atriz elegeu ainda o Estado como o culpado por toda a miséria e violência em decorrência do uso e do tráfico de drogas. "Não vejo com bons olhos a descrimialização das drogas, ainda mais como as coisas são tratadas levianas como aqui. Para você descriminalizar, você tem que ter uma política muito forte, uma política social", opinou ela, que nomeia ainda a Cracolândia -- local onde usuários de crack ficam nas ruas de São Paulo -- como Zumbilândia.

"O que faz um usuário do crack? Ele é um perigo para ele e para você. Dá bobeira ali que ele vai te assaltar porque ele é um doente. Portanto, ele precisa ser tirado de cena. Não temos leitos e não sabemos cuidar de um usuário de drogas. Como você prevê uma ação voluntária de quem não sabe o que está fazendo, ele é doente. Não é são. Não tem capacidade de escolher. Ele vai morrer e vai matar", finalizou ela.

Irene Ravache está em cartaz, ao lado de Dan Stulbach, com o espetáculo "Meu Deus", no Teatro FAAP, em São Paulo.

O programa, apresentado por Augusto Nunes, contou com uma bancada de entrevistadores formada por Maria Adelaide Amaral (dramaturga, escritora e jornalista), Thais Bilenky (editora da Página Três do jornal Folha de S. Paulo), Maria Eugênia de Menezes (jornalista e crítica de teatro do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo), Dolores Orosco (editora de capa e comportamento da revista Marie Claire) e Lígia Cortez (atriz, diretora teatral e diretora da Escola Superior de Artes Célia Helena).