sexta-feira, 16 de maio de 2014

Marketagem transforma Lula no líder máximo do combate à corrupção para animar militância petista

 
Merece o Oscar de Piada do Século o filmete que mostra Lula como o líder da maior campanha de combate à corrupção no Brasil. A peça foi ao ar ontem na propaganda partidária (nada gratuita) do Partido dos Trabalhadores. Definitivamente, a “fabricação de mentiras que podem se transformar em verdades” continua sendo a principal tática da propaganda petista. A esquizofrenia é a marca da marketagem no momento de aquecimento da militância petista para a grande guerra releitoral.

Foi patético ver Lula exigindo de uma multidão de militantes que recupere os princípios de “honestidade” que marcaram a criação do PT – que o falecido Leonel Brizola tão bem definia como uma “UDN de saias”. Mais hedionda ainda foi a filmagem de gavetas amontoadas, para indicar que, no passado, denúncias de corrupção eram engavetadas, mas, agora, sob governo do PT, tudo é apurado. O caso Petrobras, o Rosegate e os desdobramentos do Mensalão indicam que o arquivo petista ainda tem infinitas gavetas para encobrir o que não interessa ser mostrado.

A demagogia contida no vídeo de propaganda petista é um espetáculo de deslavada cara de pau. A pregação do locutor petista se assemelha à conversa do Diabo para se reeleger na presidência do Inferno, invocando divinas ações de falso moralismo político: “Nunca tantas pessoas foram investigadas e julgadas. Porque antes, quando eles governavam, sabe o que acontecia com as denúncias? Morriam, esquecidas na gaveta. O que você prefere? Avançar no combate a corrupção? Ou voltar ao passado?”

De novo, a estratégia do medo, ação sem originalidade repetida por todos os marketeiros de situação e por alguns de oposição, na maioria dos discursos de campanha eleitoral. Enquanto a propaganda petista dá um show de mistificação, nas ruas, recomeçam os protestos. Mais uma vez, patrocinados por movimentos organizados, com foco revolucionário, que fazem um jogo de morde e assopra com o petismo. A bronca pré-copa tende a atrair para as ruas uma grande massa de insatisfeitos – junto com muitos baderneiros profissionais. O clima de caos pré-revolucionário, que tanto interessa também aos segmentos petistas, estará instaurado...

Até o momento, só acontece um fenômeno estranho – captado por uma pesquisa da empresa R18 Tecnologia, a pedido do jornal O Globo. O impacto da mobilização de ontem, com confusões em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, foi medido nas redes sociais (Twitter, Facebook e Instagram): “Diferentemente de 2013, as manifestações de ontem contra a Copa não foram o tema central nas discussões na internet. As greves roubaram a cena da discussão virtual, com 65 mil menções compiladas até as 17h. Os protestos tiveram quase três vezes menos citações (26 mil). Até a capilaridade diminui. Ontem, 64% das mensagens se restringiam a apenas três estados: Rio, São Paulo e Pernambuco”.

A radicalização tende a aumentar antes do começo da “Copa das Copas” (conforme propagandeada oficialmente pelo desgoverno petista). Mas a previsão é que, quando a bola rolar de verdade, como de costume, a massa bronqueada se transforme na grande torcida pela vitória da Seleção Brasileira da CBF. Por enquanto, bronca e agitação são ferramentas dos otários. Depois, os otários vão mergulhar no clima ilusionista da Brazil Fifa World Cup – que tem enorme chances de entrar para a História como um dos eventos mais desorganizados do mundo.

Sob a pele do demagogo


Em 17 de julho de 2005, o então presidente Lula deu esta entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, feita pela jornalista brasileira radicada na França, Melissa Monteiro. Desde aquela época, Lula dá provas de que, no discurso, é excelente no combate à corrupção.

Sob a pele


Scarlett Johansonn é uma alienígena que se alimenta se seres humanos na mais polêmica produção de ficção cientítica feita pelos britânicos.

Para isso, a extraterrestre assume a forma de uma mulher bela e sensual para devorar homens, com sua sexualidade voraz.

Under The Skin, dirigido por Jonathan Glazer, já é considerado pela crítica um dos melhores filmes do ano.

Copa dos Vexames


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Argolo ou Argola?

Ouçam um petralha em plena ação. Um fanático da turma de Tarso Genro resolve intimidar um jornalista do RS. Vale a pena acompanhar


Cleber Benvegnú escreve artigos no jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre. Mantém um  blog no site do jornal. Pensa o que pensa — e, obviamente, lê o que ele escreve num e noutro lugares quem quer.

Pois não é que um sujeito, sabe-se lá quem, descobriu seu telefone pessoal? Depois de mais de 10 ligações, Cleber decidiu gravar a conversa. É preciso ouvir para crer.

O tal, que se disse funcionário aposentado da Receita Federal (???), resolveu cobrar de Cleber o que chama de “isenção”. A gente sabe como é: quando um petista, filiado ou não, cobra a tal “isenção” da “mídia”, o que ele quer é que o articulista, a exemplo da turma a soldo, se comporte como um soldado do partido.

Mais: quem disse que um jornalista tem de ser “isento” no sentido abordado pelo patrulheiro? Eu, por exemplo, sou independente. Penso o que penso. Mas não sou isento de minhas convicções, de minha visão de mundo, de minhas escolhas ideológicas. Quem pratica jornalismo opinativo, aliás, tem é a obrigação de dizer o que pensa.

O que um jornalista não pode fazer — pratique o jornalismo informativo, analítico ou de opinião — é mentir. E a mentira corre solta por aí hoje em dia, especialmente nos blogs sujos, financiados com dinheiro público, seja com verba do governo federal, seja com verbas de estatais.

Ouçam a asquerosa patrulha exercida pelo dito “funcionário aposentado da Receita”. Volto depois para encerrar.

Encerro

Acho que Cleber deveria processá-lo por assédio moral. Mas isso é com ele. Peço a vocês, especialmente aos gaúchos que identificarem o nome do vivente, que não o revelem aqui. Não é o nome do cara que interessa, mas a prática. Até porque eles não são um, mas uma legião, como os demônios.

O Brasil a caminho do caos



Em Pernambuco a Polícia Militar e os Bombeiros em greve. Em São Paulo e Rio de Janeiro manifestações de todos que se dizem sem alguma coisa, mas não têm vergonha de atrapalhar a vida coletiva, tumultuaram ao ponto de inviabilizar a locomoção na cidade. O Brasil caminha para o caos pela simples ausência das autoridades constituídas, que não usam o poder delegado que possuem para manter a ordem.

Escolas de SP acabam com “O Dia das Mães” e instituem o “Dia dos Cuidadores”. Viva o fim da família, prefeito Fernando Haddad!


Pois é, pois é… Recebi na Jovem Pan a informação de um pai indignado, morador de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Na semana passada, as instituições públicas de ensino em que seus filhos estudam deixaram de comemorar o tradicional “Dia das Mães” para celebrar o inovador “Dia de quem cuida mim”.

O jovem pai, de 27 anos, tem dois filhos matriculados na rede municipal de ensino. O mais velho, de 5 anos, é aluno da EMEI Cecília Meireles, e o mais novo, de 3 anos, do CEI Monteiro Lobato, de administração indireta.

Ele afirma que conversou com a coordenadora pedagógica da EMEI e sugeriu que fossem mantidas as datas do “Dia dos Pais” e do “Dia das Mães”, além de incorporar ao calendário esse tal “Dia de quem cuida de mim”. Ele acha que essa, sim, seria uma medida inclusiva e não preconceituosa. A resposta que recebeu dessa coordenadora pedagógica foi a seguinte: “A família tradicional não existe mais”.

Isso quer dizer que, segundo a moça, família com pai, mãe e filhos acabou. É coisa do passado.

O produtor Bob Furya foi apurar. Tudo confirmado. A assistente de direção da Escola Municipal de Ensino Infantil Cecília Meireles afirmou que a iniciativa de criar “o dia de quem cuida de mim” partiu de reuniões do Conselho Escolar, do qual participam pais e professores e de reuniões pedagógicas entre os docentes.

O pai garante que não participou de consulta nenhuma. Ele assegura, ainda, ser um pai presente. E parece ser mesmo verdade. Para a escola, o fato de se criar “o dia de quem cuida de mim” permite a crianças órfãs, criadas por parentes ou por casais homossexuais que não se sintam excluídas em datas como o “Dia das Mães” ou o “Dia dos Pais”. Para esse pai, no entanto, trata-se do desrespeito à “instituição da família”.

Em nota, afirma a Secretaria de Educação: “Hoje em dia, a família é composta por diferentes núcleos de convívio e, por isso, algumas escolas da Rede Municipal de Ensino decidiram transformar o tradicional Dia dos Pais e das Mães no Dia de quem cuida de mim.”

Não dá! Você que me lê. Pegue o registro de nascimento do seu filho. Ele tem pai? Ele tem mãe? Ou ele tem, agora, cuidadores?

Qual é a função da escola? É aproximar os pais, não afastá-los. O que é? A escola pública vai agora decretar a extinção do pai? A extinção da mãe? A democracia prevê o respeito às minorias. Querem integrar os pais homossexuais? Muito bem! Os avôs? Muito bem! Extinguir, no entanto, a figura do pai e da mãe, transformando-os em cuidadores é uma ideia moralmente criminosa.

Nessas horas, sei bem o que dizem: “Ah, lá estão os conservadores…”. Não se trata de conservadorismo ou de progressismo. Todo mundo sabe que boa parte das tragédias sociais e individuais tem origem em famílias desestruturadas.

Uma pergunta: declarar o fim da família tradicional é o novo objetivo da gestão de Fernando Haddad?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Entregar o poder ao PT não foi um erro, mas a queda em uma armadilha!

Por Paulo Chagas

Caros amigos: O Partido dos Trabalhadores, após o seu 14º Encontro Nacional, emitiu diretrizes táticas para participar das eleições de 2014, cujo fulcro é a negação da triste realidade em que se transformou o Brasil. 

As diretrizes definem como objetivo central dar continuidade ao “projeto nacional de desenvolvimento sustentável, iniciado pelo ex-presidente Lula e continuado, com avanços, pela presidenta Dilma Rousseff”!  Fica a nosso encargo, a partir do estrago que este projeto já causou à Nação, imaginar, se é possível fazê-lo, o quanto falta ainda para a destruição final do país, destruição esta “sustentável”, ou seja, irreversível!

Para eles, Dilma Rousseff tem de ser reeleita e isto será obtido por intermédio do apoio de todas as classes, grupos e movimentos comprometidos com o processo de destruição, seja por ignorância, ganância, incompetência, má formação moral ou simplesmente pelo apego à corrupção e ao dinheiro “arrecadado” pelo fisco e desviado em escusas transações.

Diz a tática petista que tudo será feito para garantir e ampliar a permanência do PT nos governos estaduais e nos legislativos, assegurando a hegemonia do partido nos três poderes e níveis administrativos da República e a “reforma do sistema político-eleitoral”, ou seja, a passagem definitiva ao bolivarianismo e a sua consolidação! 

Para isto quaisquer alianças serão válidas, pois os fins justificam os meios.  Não é desafio à nossa imaginação, em face do que é de conhecimento público, presumir que tipos de alianças serão consideradas válidas para os objetivos petistas.

Referindo-se ao segundo mandato de Dilma Rousseff, as diretrizes asseveram que ela é a preferida do eleitorado e que o povo brasileiro deseja que ela “continue mudando o Brasil”.  Mas para aonde?  Para o fundo do poço mais profundo do pré-sal, onde depositaram os restos da Petrobrás e do orgulho nacional?

Como é possível imaginar que o povo brasileiro esteja querendo continuar neste rumo?  É uma aposta na acomodação de quem crê que, para baixo, todo o Santo ajuda!  É apostar que povo e massa sejam a mesma coisa.  É apostar na eficácia do sistema educacional instituído pelo PT para bestificar a sociedade e transformar o povo em massa de manobra  – gado!

Para os corruptos, continuar mudando significa perseverar na cartilha do Foro de São Paulo com a surrada justificativa de superação de uma maldição herdada dos militares, dos conservadores e do neoliberalismo, quando, hoje, o mundo inteiro sabe que a “herança maldita” está no esconjuro testamental do próprio PT !  Passa do criador para a criatura e desta para o povo!

Atribuir ao domínio imperial norte-americano, à ditadura do capital financeiro e à lógica do Estado mínimo [ ... mínimo??!!!!????!!!??????!!!?????!  Nota de AP] a débâcle da economia nacional e não à desonestidade e à própria incompetência dos gestores petistas é mais do que desfazer da inteligência mínima do povo, mas escarnecer da sociedade como um todo.  

“Quem busca a reeleição não pode apenas apresentar novos programas e falar sobre o futuro.  Precisa, igualmente, mostrar o que já fez”, diz ainda a diretriz, mas, nem Dilma nem o PT têm algo de bom para dizer do que já fez, muito menos para apresentar como programa de futuro, apenas contradições e falsas propostas, tais como :  obter mais espaço nas instituições, isto é mais aparelhamento, mais sanguessugas, mais incompetentes em lugares chave  — vide Petrobrás —;  “democratizar” o Estado, “inverter prioridades”, estabelecer uma “contra-hegemonia ao capitalismo”, isto é, desincentivo ao investimento, à criatividade e ao progresso pessoal e coletivo, menos PIB, mais impostos; e construir um “projeto de socialismo radicalmente democrático”  — vide os modelos venezuelano e cubano!

A Diretriz conclui a orientação com a seguinte pérola da hipocrisia :  “continuar mudando o Brasil, fazendo cada vez mais um país rico e desenvolvido, sem miséria e com democracia política, econômica e social”. 

Olhando para trás e para o presente, podemos dizer que entregar o poder ao PT não foi um erro de uma parcela do eleitorado, mas a queda numa armadilha, num engodo, numa ilusão, numa mentira, numa arapuca montada por falsários para aprisionar e usufruir das ilusões dos mais ingênuos e das eternas vítimas da falta de escrúpulos dos políticos.

Os brasileiros não cometeram um erro ao eleger Lula e Dilma,foram ludibriados !  Reelegê-la, isto sim, será mais do que um erro, mas uma burrice imperdoável !

Cair, mais uma vez, na trampa articulada nas diretrizes emanadas do 14º Encontro Nacional do PT é o mesmo que abrir mão da liberdade; da igualdade de oportunidades;  da dignidade pessoal;  dos valores cristãos, da família e do mérito;  do desenvolvimento;  do crescimento econômico;  da manutenção e da ampliação do patrimônio nacional;  da soberania;  da segurança e da saúde públicas;  da educação de qualidade, enfim, do futuro da Nação. 

A permanência do PT no poder servirá, principalmente, para jogar uma pá de cal sobre a evolução do país e para continuar a encher os bolsos dos corruptos e a contribuir para o desenvolvimento de outros países, como Cuba, Congo-Brazzaville, Tanzânia, Etiópia, Zâmbia, Senegal, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão, República da Guiné, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, Sudão e Guiné Bissau, beneficiários de investimentos e perdões de dívidas!

Deixar triunfar a tática petista é destruir a democracia representativa, substituindo-a por mecanismos de controle das instituições políticas e sociais albergados na chamada “democracia direta” cujas consequências para a liberdade podem ser apreciadas pelas notícias vindas da progressista e ensanguentada República Bolivariana da Venezuela.


Fonte: Alerta Total


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Paulo Chagas, General de Brigada na reserva, é presidente do TERNUMA – Terrorismo Nunca mais.

Hoje é o primeiro dia das muitas dores de cabeça que Dilma terá com a Copa. Prepare-se, soberana!


Hoje é o ensaio geral das dores de cabeça que a presidente Dilma terá durante a Copa do Mundo — as mesmas que a impedirão de discursar no jogo inaugural do torneio. Uma vaia que fizesse o Itaquerão vir abaixo poderia ter um efeito devastador em ano eleitoral. E a vaia viria, tão certo como Aloizio Mercadante é capaz e conceder entrevistas desastradas.

Organizações dos autointitulados sem-teto marcaram protestos em sete capitais: Belém, Fortaleza, Palmas, Brasília, Salvador, São Paulo e Curitiba. Estão previstos protestos contra o gasto de dinheiro público da Copa em 14: Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Cuiabá, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. País afora, em várias dessas cidades, há greves ou de servidores ou de categorias profissionais que tendem a engrossar os protestos (vejam quadros publicados em reportagem da Folha Online).

Contra a Copa 1

Na capital paulista, por exemplo, parte dos professores da rede municipal de ensino cruzou os braços. No Rio, há paralisações de professores das redes municipal e estadual e de parcela de cobradores e motoristas de ônibus. Em Pernambuco, a greve é de policiais militares, o que já ensejou a intervenção da Força Nacional de Segurança.

contra a copa 2

Se alguém dissesse a Lula, em 2007, que a Copa do Mundo poderia vir a ser uma grande dor de cabeça para o petismo, ele certamente riria da cara do interlocutor. E, convenham, em certa medida, ninguém realmente contava com isso. Embora existam muitos grupos de extrema esquerda na raiz desses movimentos, o repúdio ao dinheiro público empregado na Copa, em contraste com a precariedade de alguns dos serviços oferecidos pelo estado, mobilizou mais gente.

Desde o começo, o governo e o PT lidaram muito mal com esses protestos. Cumpre não esquecer: o ovo dessa serpente foi posto em São Paulo. Durante uns bons pares de dias, em junho do ano passado, o Planalto, especialmente por intermédio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, achou que poderia, ainda que de modo oblíquo, incitar a massa contra o governo do Estado. Deu no que deu.

De resto, já escrevi aqui mais de uma vez, o próprio Planalto, por intermédio de Gilberto Carvalho, incita à desordem quando dialoga mesmo com grupos que optam pela violência. Quando aquela turma do Passe Livre ganhou assento no Palácio, meus caros, Dilma estava dando um sinal e um tiro no próprio pé. Carvalho certamente a convenceu de que era o melhor a fazer. Ela deveria ter me escutado…

Contra a copa 3

A coisa se espalhou de tal modo que várias embaixadas brasileiras fizeram ontem um alerta ao Itamaraty. Poderão ser alvos de ataques. O mundo globalizado sai por aí comprando causas. E um país como o Brasil, que consegue juntar de modo tão desassombrado, expressões muito claras da miséria com a opulência do Brasil-potência do lulo-petismo é um prato cheio.

Vejam vocês! Até Lula, sempre tão sabido, pode ter algo a aprender com a realidade. O dia será quente.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Ataques de Lula à mídia inglesa e propaganda do medo sinalizam que petistas pressentem derrota

 
“O Brasil não quer voltar atrás” – ideia força na primeira peça de propaganda reeleitoral partidária do PT, veiculada desde ontem no rádio e na televisão, demonstra, claramente, que os estrategistas da Presidenta Dilma Rousseff admitem o alto risco de uma derrota na eleição presidencial. Elaborado pela equipe do sempre idolatrado marketeiro João Santana, o anúncio é um verdadeiro “Harakiri baiano” (para quem conhece o significado da expressão tão escrota e preconceituosa quanto às intenções autoritárias da nazicomunopetralhada).

Pior que a mensagem-ordem “Não podemos voltar atrás” da propaganda petista foi o discurso retrógrado do Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva na abertura do II Congresso de Diários do Interior do Brasil. Lula voltou a defender a regulamentação da mídia, colocando a autoritária proposta – que o eufemismo petista chama de “democratização dos meios de comunicação” - no meio de outras propostas: “No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país. Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga”.

Lula aproveitou o evento para mandar um recado àqueles que considera, atualmente, seu principal inimigo: a imprensa britânica, controlada pela Oligarquia Financeira Transnacional que abandonou o PTitanic, e vem crescendo no tom das críticas ao desgoverno do Partido dos Trabalhadores. Lula esculachou os jornais e revistas ingleses, segundo ale reproduzidos de forma acrítica no Brasil, recomendando que se preocupem mais com a imagem interna da Inglaterra: “O país deles tem uma dívida de mais de 90% do PIB, com índice recorde de desemprego, mas eles escrevem que o Brasil, com uma dívida líquida de 33%, é uma economia frágil. Não conheço economia frágil com reservas de US$ 377 bilhões, inflação controlada, investimento crescente e vivendo no pleno emprego”.

Lula também bateu em outro inimigo: a chamada grande imprensa brasileira. O chefão Lula reclamou que os grandes jornais dão destaque exagerado a pequenos problemas e deixam de lado importantes avanços. Por isso, o Presidentro voltou a defender uma mudança de critérios na divisão da verba publicitária do governo federal. Lula recordou que, em 2002, quando venceu as eleições presidenciais, a verba publicitária do governo era distribuída para 240 empresas de comunicação. Em 2009, o bolo publicitário era repartido entre 4.692 empresas.

Traduzindo o Lulês

O governo petista foi eficiente no aparelhamento da mídia injetando dinheiro público em uma mídia amestrada que, em troca da verba oficial, tende a falar bem – ou, na pior hipótese – menos mal do governo.

O uso indevido da chamada “publicidade oficial”, confundindo-a com “propaganda politiqueira”, em uma espécie de “mensalão para a mídia”, foi o jeitinho encontrado por Lula e sua equipe de marketeiros para garantir sua hegemonia midiática.

O azar dos estrategistas petralhas é a venalidade da mídia tupiniquim – que vive no jogo de morde e assopra com o governo, para obter cada vez mais verbas públicas, por falta de competência e de um modelo de negócio para captar a verba publicitária privada que lhe garantiria independência financeira e, consequentemente, maior liberdade editorial.

Copa das Corjas

 

Fantasmas do Presente

Acabará virando piada propagandística o vídeo idealizado pelo marqueteiro João Santana – claramente plagiando o famoso discurso do medo da campanha tucana de José Serra, em 2002, com atriz Regina Duarte, ou imitando as propagandas de 1988 do General Augusto Pinochet, no Chile.

“Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo o que conseguimos” e “não podemos dar ouvidos a falsas promessas” – dois trechos bem destacados na locução do ator petista Antônio Grassi – deixam claro o medo petista com as agressivas campanhas de Aécio Neves e Eduardo Campos.

No trecho sobre a “volta dos fantasmas do passado” só faltou mostrar um General fardado, em um semáforo, saltando da viatura militar para dar um chute na bunda de uma criancinha que vive escravizada pela indústria da esmola tão estimulada pelos petistas.

Compare as propagandas

Abaixo, a propaganda do PT, que imita a mensagem do PSDB, em 2002.


Confira a famosa propaganda tucana, com Regina Duarte, que passou a ser patrulhada pela petralhada, por ter instilado o medo com a eleição de Lula, em 2002 – que acabou acontecendo:


Também lembra a linha da propaganda de 2002, feita pelo publicitário Duda Mendonça, com a mesma ideia de usar a miséria e a desgraça para intimidar quem não vive em tal estágio, vendendo o conceito de que “se você pensa assim, no fundo, você também é um pouco PT”:


Imitando Pinochet?

Reportagem de O Globo lembra que o uso do discurso do medo em campanhas políticas não é algo novo e não é exclusividade do Brasil.

No Chile, em 1988, a campanha pela manutenção da ditadura de Augusto Pinochet também utilizava essa estratégia.

A campanha do SIM, pela continuidade de Pinochet no poder, afirmava que os chilenos não podiam deixar que se repetisse o que acontecia no país antes daquele governo, e mostrava pessoas dizendo que não queriam a volta da inflação, pobreza, desemprego e da fome.

Quando a marketagem petista começa a evocar até os fantasmas que faziam a propaganda do Pinochet, é sinal de que a coisa anda desesperadora para o lado deles...

Queimando grana na campanha

O juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, para comprovar que o Brasil gasta mais em campanha eleitoral que os Estados Unidos da América.

O magistrado Reis destacou para O Globo que, em 2012, o gasto eleitoral no Brasil em relação ao PIB (US$ 2,3 trilhões) foi de US$ 0,89 por eleitor, enquanto nos Estados Unidos (com PIB de US$ 16,5 trilhões) chegou a apenas US$ 0,38.

Os números citados pelo juiz são de um estudo feito pelo professor Geraldo Tadeu Monteiro, do Iuperj.

É dando que se recebe

Para cada R$ 1 doado para campanhas, as empresas obtêm de volta R$ 8,50 em obras públicas.

O cálculo é de Gil Castelo Branco, do site Contas Abertas, que classifica as doações eleitorais no Brasil como uma relação promíscua entre políticos e grandes empresas.

Castelo Branco calcula que as eleições custaram ao País, em quatro anos (de 2010 a 2014), um total de R$ 9,5 bilhões.

É bem mais do que será gasto com 45 obras de mobilidade para a Copa – a maioria que nem ficará pronta a tempo, e com alto risco de ter um superfaturamento de contrato para ser terminada (ou não) depois.

Ato falho


Aos amigos... tudo

A coluna “Raio Laser”, do jornal Tribuna da Bahia de ontem, confirma como funciona Luiz Inácio Lula da Silva com seus amigos de fé e irmãos companheiros:

“Em conversa reservada com o governador Jaques Wagner, o ex-presidente Lula disse que jamais deixaria na mão o aliado de toda hora José Sérgio Gabrielli, que dirigiu a Petrobras em seu governo e, naquela condição, foi o principal patrono da polêmica compra de Pasadena. Por esse motivo, Lula fez questão de prestigiar Gabrielli e defender o negócio, objeto agora de uma CPI no Congresso”.

No atual estilo Lula, vale uma reinterpretação deu m velho ditado político:

“Aos amigos, tudo... Aos inimigos... nem a lei...”

Corrente que funciona


Vibrando com Toffoli

O Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva, que estava em Brasília, foi a ausência mais sentida na prestigiada posse do ex-advogado do PT e ministro do Supremo Tribunal Federal, o jovem José Antônio Dias Toffoli, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Os três principais candidatos à Presidência da República, atual Presidenta Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), fizeram questão de participar do beija mão ao novo comandante do TSE, que já se comprometeu a não criar obstáculos para aquilo que pode parecer “propaganda eleitoral antecipada”:

“A campanha antecipada para mim é aquela onde há explícito pedido de voto. Os debates, as discussões, são próprios da democracia. O que não pode nesse período antecipado é pedir voto e fazer campanha explícita, dizer: eu sou candidato, vote em mim. O País passou 20 anos na penumbra da época em que não havia eleições para a Presidência da República. Não há como se colocar o debate democrático no cercadinho de três meses. Isso só beneficia quem está no poder. Se só puder haver atuação de partidos e candidatos em três meses, só beneficia a reeleição. Quem está no poder tem visibilidade natural, os meios de comunicação divulgam os atos de governo. Os debates são próprios de uma nação democrática. Não se pode por um torniquete no debate político”.

Quem levanta a mão por último...


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Olha Eu Aqui...


O TERRORISMO PETISTA – Aécio: “Governo vive seus estertores”; Campos: “Vai ser um tiro no pé”


Os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) regiram à campanha terrorista petista: “Vejo um certo tipo de desespero. Acho que aquilo vai ser um grande tiro no pé. Com esse tipo de campanha, os que acham que vão colocar medo vão encorajar o povo a tirar a presidente Dilma, inclusive do segundo turno”.

Aécio emitiu uma nota em que afirmou:

“É triste ver um partido que não se envergonha de assustar e ameaçar a população para tentar se manter no poder. Esse comercial é o retrato do que o PT se transformou e o espelho do fracasso de um governo que, após 12 anos de mandato, só tem a oferecer medo e insegurança porque perdeu a capacidade de gerar confiança e esperança. Os brasileiros não merecem isso. É um ato de um governo que vive seus estertores”.

O silêncio dos inocentes

Por Carlos Brickmann*

carlos_brickmann_13Um deputado estadual do PSOL paulista pede a convocação de Robson Marinho, homem-forte do Governo Covas (e hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado), para depor na Assembléia sobre denúncias de formação de cartel e de propinas em obras do Metrô e trens urbanos. É justo: a Justiça suíça bloqueou US$ 1,1 milhão de conta bancária atribuída a Marinho, no Crédit Lyonnais; e promotores suíços calculam que o movimento da conta foi de US$ 2,5 milhões.

É justo convocar Marinho, para que tenha a oportunidade de defender-se e de responder a dúvidas sobre o caso. Mas será suficiente? Será que ele, por mais poderoso que tenha sido, teria condições de tomar decisões de grande alcance sem a colaboração de mais ninguém? Impossível: em política, não há quem ganhe sozinho. O correto seria ouvir todo o alto-comando do Governo Covas na área, naquela época, não apenas para buscar culpados, mas também para verificar se quem tinha a atribuição de zelar pelos contratos não falhou em exercê-la.

Não é tanta gente: Belisário dos Santos Jr., Justiça; Antônio Angarita, Governo; Yoshiaki Nakano, Fazenda; André Franco Montoro Filho, Planejamento; Plínio Assmann, Transportes; Cláudio de Sena Frederico, Transportes Metropolitanos. E, claro, os dirigentes do Metrô e da Cia. Paulista de Trens Metropolitanos.

Mudez seletiva

Há mais de um ano o caso do cartel e das propinas é jogado no colo do conselheiro Robson Marinho, e só dele. Os demais integrantes do Governo Covas, na época em que os eventos denunciados começaram a ocorrer, até agora se mantiveram em ruidoso silêncio, com a boca abertamente fechada. Não se manifestaram sequer para demonstrar solidariedade ao colega denunciado.

É como se não o conhecessem, não tivessem jamais seguido suas orientações nem sido seus companheiros de Governo, de partido e de ação política. O governador Geraldo Alckmin, diante da criação da CPI sobre Metrô e Trens Urbanos, quase citou Jair Rodrigues, numa homenagem: “Deixe que façam”.

E ele era o vice na época.

Dinheiro na mão…

Lembra quando os Correios eram uma empresa exemplar? Mas não imagine que a direção dos Correios esteja inerte diante da decadência do serviço. Não, absolutamente! Está gastando R$ 42 milhões para mudar o logotipo da empresa, tirando alguns risquinhos que faziam parte da marca. Trinta milhões, dos 42, é o investimento em propaganda na TV e no rádio. O restante será gasto principalmente na troca de placas nas agências espalhadas pelo país.

E em que isso beneficiará a eficiência do serviço? Ora, caro leitor, também não se pode querer tudo!

…é vendaval

O comando das campanhas de Aécio Neves, Dilma Rousseff e Eduardo Campos calcula os gastos eleitorais em R$ 500 milhões. Não está incluído nessa previsão o gasto dos candidatos menores. E todos fingem que o horário eleitoral gratuito é gratuito. Mas o Governo paga, em isenções às emissoras, R$ 600 milhões numa campanha nacional. E paga pela tabela cheia, com 20% de desconto – provavelmente é o segundo mais caro que a TV cobra de seus clientes.

Ninguém é de ferro

O ministro Felix Fischer, presidente do Superior Tribunal de Justiça (“O Tribunal da Cidadania”, como se intitula), determinou que, a partir de 11 de junho, véspera do início da Copa do Mundo, não haverá decisões do plenário. Os ministros só tomarão decisões monocráticas, sem participação dos demais. Como após a Copa há recesso, o plenário só volta a decidir em conjunto a partir de agosto.

OAB?

Há advogados perguntando qual a posição da OAB. Este colunista arrisca duas possibilidades: a) discutir outra coisa (quando a Polícia Federal invadiu escritórios e prendeu advogados, nenhum deles condenado, a OAB, em vez de condenar a violência, debateu o tipo de cela em que ficariam); b) silêncio obsequioso.

Shakespeare não disse

Em nenhuma obra de Shakespeare existe o trecho “ser ou não ser, eis a questão”. Shakespeare não escrevia em português. Mas, para que possamos apreciar sua obra, há traduções. E as traduções são Shakespeare.

Por que tanto escândalo, então, quando uma obra de Machado de Assis é traduzida para o português atual? Adolfo Aizen adaptou (e bem) grandes clássicos para quadrinhos; Monteiro Lobato adaptou D. Quixote e fez com que este colunista, entre tantos, fosse atraído por Cervantes (e também pelo ótimo musical O Homem de la Mancha,de Dale Wasserman, com as belas letras de Joe Darion traduzidas por Chico Buarque). Tudo o que leva o público à boa leitura é bom. Literatura não é intocável, nem sagrada. E se fosse? A Bíblia foi escrita em hebraico e aramaico, traduzida para o grego, daí para o latim, daí para o português, Continua sendo a Bíblia Sagrada.

É coisa nossa

Irena Ruggiero, 81 anos, foi atropelada e morta por um carro da Polícia em Camboriú, SC, em 2007, quando atravessava a rua na faixa de pedestres. Agora a notícia atual: a Procuradoria do Estado exige dos herdeiros de dona Irena que paguem o conserto do carro.

Não é só jabuticaba que existe apenas no Brasil.


Fonte: ucho.info


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*Carlos Brickmann é jornalista e consultor de comunicação. Diretor da Brickmann & Associados, foi colunista, editor-chefe e editor responsável da Folha da Tarde; diretor de telejornalismo da Rede Bandeirantes; repórter especial, editor de Economia, editor de Internacional da Folha de S. Paulo; secretário de Redação e editor da Revista Visão; repórter especial, editor de Internacional, de Política e de Nacional do Jornal da Tarde.

PT, Partido Terrorista. Ou: Campanha fascistoide!



O PT decidiu fazer a campanha do medo vencendo a esperança, invertendo a fórmula do marqueteiro Duda Mendonça em 2002. Em sua inserção na TV, investe no terrorismo eleitoral. Simula cinco situações que oporiam o Brasil do passado — governado pelo PSDB — ao do presente, sob a gerência do PT. Os atores de cada um dos quadros são os mesmos, ontem e hoje. Uma família feliz, por exemplo, está comprando sorvete na rua e olha para si mesma, no passado, quando vivia na indigência. Uma lágrima, nada furtiva, rola dos olhos de uma menina. Uma voz em off, meio cavernosa, alerta: “Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e levem tudo o que conseguimos com tanto esforço. Nosso emprego de hoje não pode voltar a ser o desemprego de ontem. Não podemos dar ouvidos a falsas promessas. O Brasil não quer voltar atrás”.

Independentemente das afinidades eletivas, trata-se de uma mistificação grosseira no que afirma e no que omite. “Ah, o PSDB fez o mesmo em 1994, 1998 e 2002 e venceu a eleição assim duas vezes!” A afirmação é falsa como nota de R$ 13. Deixar claro que o PT era contra o Plano Real não era “terrorismo eleitoral”, mas matéria de fato. Pode-se encontrar a propaganda do partido na Internet. Os arquivos da imprensa estão disponíveis. Aloizio Mercadante e Maria da Conceição Tavares haviam convencido Lula de que o malogro seria espetacular e de que os pobres pagariam a conta do ajuste. Eu era editor-adjunto de Política da Folha em 1994. Tentei uma entrevista com Conceição. Sua indignação com o plano era tal, “meu irmão!”, que ela começou a gritar comigo como se eu fosse o Pérsio Arida ou o Edmar Bacha. Chorou um pouco e bateu o telefone na minha cara “porque vocês da imprensa não entendem nada!”. Ao menos a sua indignação era sincera, o que não é costumeiro entre petistas, que só se indignam quando isso lhes parece oportuno.

A ladainha contra o plano e contra os fundamentos que garantiam a estabilidade da economia foi a peça de resistência das campanhas de 1998 e, sim!, também da de 2002. O lema “O medo vencendo a esperança”, com aquelas grávidas a anunciar os bebês de Rosemary, ao som do “Bolero”, de Ravel (que desperta em mim os instintos mais primitivos), não escondia o fato de que não havia plano de voo a não ser “mudar isso tudo que está aí”. Tanto isso é verdade que a especulação passou a comer solta, o PT percebeu que poderia herdar um país ingovernável por conta de sua histórica irresponsabilidade e redigiu, então, a tal “Carta ao Povo Brasileiro”, que foi revisada por gente do governo FHC, o que poucos sabem. E eu sustento que foi assim ainda que os dois ex-presidentes neguem. O tucano sempre silenciou a respeito por elegância; o petista, por oportunismo.

Na história, não existe “se”, mas isso não nos impede de fazer exercícios lógicos. E se o PT tivesse vencido em 1994? E se tivesse vencido em 1998? E se não tivesse mudado o rumo da prosa a partir de 2003, quando aderiu às práticas que jurava que iria exterminar? O partido foi ao Supremo em 2000 contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A questão ficou no tribunal por quase uma década. Em abril de 2003, no quarto mês da era petista, entrevistei o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para a revista “Primeira Leitura” (que o petismo ajudou a fechar fazendo terrorismo nas agências de publicidade e no setor privado). Quando deputado, ele havia votado contra a LRF. No entanto, ele me disse naquela entrevista: “Para mim, responsabilidade fiscal é uma questão de princípio, anterior à política”. Você entenderam direito: Palocci dizia que a Lei de Responsabilidade Fiscal contra a qual ele próprio votara e contra a qual seu partido recorrera ao Supremo era intocável. O governo Lula passou a lutar, então, para mantê-la. Vale dizer: o PT de situação queria que o STF dissesse um “não” ao que havia reivindicado o PT de oposição.

É evidente que esse país do passado, de que fala o PT, não é o de seus aliados José Sarney ou Fernando Collor. Não! O país melancólico, da fome, do desespero, dos meninos que lavam para-brisas no farol (como a gente sabe, isso não existe mais, certo?), das famílias esfomeadas, ah, esse seria o país dos tucanos, do governo FHC. Quem conhece a história precisa ter um pouco de estômago para aguentar tamanha mistificação.

Mas convenham: não será por excesso de pudor que o petismo entrará para a história, não é mesmo? De resto, qualificar um partido adversário de “fantasma do passado”, como se a alternância de poder fosse uma regressão, é essencialmente fascistoide. É precisamente isto o que penso do PT há muitos anos: um partido fascistoide.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Pleito de Dirceu chega a ser piada e não tem a menor chance. Ou: O dia em que Dilma chutou a Corte Interamericana de Direitos Humanos


José Dirceu: chance de emplacar teses são menores do que a distância que separa seu polegar do indicador
José Dirceu: chance de emplacar tese é menor do que 
a distância que separa seu polegar do indicador
Ah, então José Dirceu decidiu recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um dos organismos da OEA (Organização dos Estados Americanos), contra o julgamento do mensalão? É de um ridículo jurídico ímpar por alguns bons motivos, que exporei aqui. A medida serve mesmo é ao proselitismo político.

Vamos ver. A Comissão é uma instância anterior da Corte Interamericana — esta, sim, capaz de emitir sentenças que, não obstante, são acatadas pelos países apenas se eles entenderem conveniente. Ora, nem Comissão nem Corte são instâncias revisoras da Justiça brasileira. Uma decisão tomada pelo STF é irrecorrível e só pode ser mudada, a depender do caso, por outra tomada pelo próprio tribunal.

Em segundo lugar, é preciso deixar claro que nem Comissão nem Corte se ocupam de questões dessa natureza. Quem por lá correria o ridículo de sustentar que Dirceu teve cerceados seus “direitos humanos”? Talvez o ex-ministro Paulo Vannuchi, membro do Instituto Lula, petista de quatro costados e subordinado intelectual do assassino Carlos Marighella. Mas não creio que prospere.

E há uma terceira questão: a Constituição brasileira elimina, por natureza, o duplo grau de jurisdição em muitos casos: as mais variadas autoridades têm direito ao chamado “foro especial por prerrogativa de função”, havendo aquelas, como presidentes da República, ministros e parlamentares federais que têm de ser julgados pelo Supremo.

Ora, será que a Corte Interamericana vai declarar “inconstitucional” a nossa Constituição? Acho que não. O debate desde sempre diz respeito ao fato de que Dirceu foi julgado pelo Supremo mesmo estando sem mandato à época. Acontece que o caso foi objeto de três deliberações no tribunal. Nas três vezes, venceu a tese de manter unido o processo, sem desmembrá-lo. Fazê-lo está entre as prerrogativas do Supremo.

Sem contar que cabe a pergunta: o que quer José Dirceu? Ser julgado agora na primeira instância? Digamos que fosse inocentado. A corte menor não poderia mudar a decisão da maior, certo? Na verdade, no seu mundo ideal, ele seria primeiro julgado pela primeira instância. As coisas se arrastariam para as calendas. Se condenado, então recorreria ao Supremo. Com a atual composição, ele até poderia ter alguma chance.

É claro que o condenado e sua defesa sabem que isso não vai acontecer. Estão apenas fazendo política: “Ih, olhem lá, o Dirceu recorreu a um organismo internacional de direitos humanos; só pode ser inocente…”

O movimento é só politicagem. Não há nada de jurídico nessa conversa.

Dilma e Belo Monte

Os petistas, de resto, não nutrem muita simpatia pela Comissão ou pela Corte Interamericanas, não. Há três anos, em abril de 2011, a presidente Dilma decidiu jogar duro com a Corte: o Brasil retirou-se do órgão a partir do ano seguinte (crise já superada, claro!) e suspender um repasse de US$ 800 mil. E por que ela fez isso?

Era uma reação à recomendação da Corte para que se interrompessem as obras de Belo Monte. O órgão alegou irregularidades no processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica, atendendo a uma medida cautelar de entidades indígenas que questionaram o empreendimento. Como reação à época, a diplomacia brasileira usou termos fortes e pouco usuais. Chamou a decisão de “precipitada e injustificável” e alegou não ter tido tempo suficiente para se defender. Irritada com o que considerou interferência indevida, Dilma quis mostrar um posicionamento ainda mais duro: convocou de volta ao país o então representante do Brasil na OEA, embaixador Ruy Casaes.

As obras não foram, claro!, interrompidas. Ainda bem! Dilma deu uma banana bem dada à Corte, que estava, obviamente, se imiscuindo em assuntos internos. Agora, José Dirceu espera a proteção de órgãos que o PT, quando acha conveniente, despreza.


Não custa notar que o Brasil não dá muita pelota nem para a OEA. É fundador, com a Venezuela, da ridícula Unasur, a União dos Países da América do Sul, que só serve ao proselitismo bolivariano e aos pterodáctilos do subcontinente.

O linchamento institucional

Por Rodrigo Constantino - O Globo
 
O Brasil ficou horrorizado com as cenas de barbárie ocorridas em Guarujá semana passada, quando uma dona de casa foi linchada até a morte após boatos disseminados pelas redes sociais. Mas há outro linchamento que vem ocorrendo há anos e também merece nossa atenção, pois tem profundo impacto em nossas vidas: o das nossas instituições.

É claro que não há causalidade direta entre um e o outro, mas é inegável que a completa perda de credibilidade do povo em nossas instituições tem produzido um clima de anomia propício aos “justiceiros” que se julgam acima das leis. Como a Justiça não só tarda como falha muito, a impunidade gera a desculpa perfeita àqueles que desejam “fazer justiça com as próprias mãos”.

O agravante é justamente que o mau exemplo vem de cima. Espera-se que as autoridades sejam os maiores ícones do respeito às leis. Mas e quando o próprio governo é o primeiro a ignorar a Constituição, o império das leis? Que tipo de mensagem chega ao povo?

Não vou dizer que o PT inventou tudo isso, claro; mas nunca antes na história deste país se viu um partido no poder que cuspiu tanto, e de forma tão escancarada, nas regras do jogo. Que outro partido abusa tanto da confusão entre governo e estado? Que outro partido encara cada instrumento estatal como um braço partidário?

Exemplos não faltam. O recente discurso da presidente Dilma na véspera do Dia do Trabalho vem à mente. Diante de uma prerrogativa de Estado para um comunicado oficial, a presidente usou as redes de televisão e rádio para fazer uma absurda campanha eleitoral, ainda por cima enganosa. É ridicularizar demais nossas instituições.

O PT aparelhou toda a máquina pública, infiltrou seus militantes em estatais, agências reguladoras, chegando até ao STF, corroendo feito cupins os pilares de nossa frágil democracia. Como cobrar obediência às leis depois? Como exigir que cada cidadão se coloque sob as mesmas regras se o próprio governo se julga acima delas?

Mas não é “só” isso. Toda a retórica revolucionária dos petistas sempre enalteceu criminosos sob o manto da ideologia. Ou, por acaso, os invasores de terra do MST não praticam crimes em nome da “justiça social”? E o que acontece em seguida? São recebidos com honra no Palácio do Planalto pela própria presidente e ganham verbas do BNDES!

Boa parte da esquerda trata bandidos como “vítimas da sociedade”, como se não houvesse volição, responsabilidade em seus atos, como se uma condição financeira menos favorável fosse justificativa para roubar e matar inocentes (visão ofensiva à maioria dos pobres brasileiros, gente trabalhadora e honesta). Como exigir respeito ao Estado de direito com esse discurso sensacionalista?

O Brasil sob o PT perdeu suas esperanças num futuro melhor, eis a triste verdade. Foram anos de muito cinismo, de imoralidade à luz do dia, de bolivarianismo explícito, de canalhice recompensada. Quando o ex-presidente Lula beija a mão de “coronel” nordestino dizendo que é uma aula de política, abraça o Maluf ou afirma que Sarney não pode ser julgado como um homem comum, qual mensagem transmite ao povo?

Quando petistas do mais alto escalão são julgados e condenados pelo STF, cuja maioria dos ministros foi escolhida pelo próprio PT, e o partido sai em defesa dos criminosos presos e ataca o Supremo, qual o recado que passa para o cidadão? Como demandar aderência às leis em seguida?

O PT, adotando a estratégia marxista, segregou o país em duas classes. Ou você endossa seu modelo, ou você é um “inimigo da nação”. Divergências e críticas construtivas? Nem pensar! Imprensa livre apurando e divulgando escândalos infindáveis? Mídia golpista, tratada como “partido de oposição”. Que país resiste a esse tipo de divisão, quando o que mais se precisa é justamente um sentido de união em prol de avanços comuns?

Poucas vezes se viu uma sensação tão derrotista como a atual, com várias pessoas falando em ir embora do país. Em plena época de Copa, e no Brasil, nunca se viu tanta indiferença. Há muita revolta, isso sim. Protestos, greves, centenas de ônibus depredados ou incendiados por vândalos, uma população cansada da tática do “pão & circo”. Um ambiente fértil para oportunistas de plantão, baderneiros, agitadores e “salvadores da pátria”.

Nada disso precisa ser assim. Não podemos nos entregar ao fatalismo. Escrevo essas linhas de Miami, a “América Latina que deu certo”. Aqui, os mesmos latino-americanos obedecem as leis, respeitam as regras. Por que vamos mirar no péssimo exemplo venezuelano? Por que não podemos ter algo muito melhor? O que nos impede?



A realidade da copa do mundo no brasil 2014


Video mostra sobre como o mundo ve mais a realidade para nós brasileiros e bem diferente creditos realidade americana

Polícia recupera armas roubadas do sítio do coronel Paulo Malhães no RJ

Gabriel Barreira - Do G1 Rio

Na ação, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas. Coronel que confessou torturas durante a ditadura foi morto em abril.

Armas do coronel Paulo Malhães roubadas de sítio (Foto: Gabriel Barreira / G1)Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) recuperaram, no fim de semana passado, parte das armas roubadas no sítio do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, morto dentro de casa no dia 24 de abril, em Nova Iguaçu, na Baixada. Segundo a polícia, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (12). Junto aos fuzis e a uma carabina, foram encontrados talheres da casa que teriam sido reconhecidos pela esposa da vítima.
  
OBSERVAÇÕES DO SITE: O cel Malhães era realmente colecionador? Estas armas estavam registradas?

Por que será que uma Comissão de Direitos Humanos não se interessou da mesma forma pelo caso do Cel Molina e senadores não foram visitar os acusados, que ao que parece já foram até julgados?  Com base em análises do setor de inteligência policial, os agentes realizaram buscas em diferentes locais e chegaram a uma casa, onde o armamento estava escondido.

No imóvel, foram recuperados ainda munições e alguns utensílios domésticos que também tinham sido roubados no sítio do coronel. Duas pistolas seguem desaparecidas. De acordo com a polícia, a identidade dos suspeitos será mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações. O delegado Pedro Medina disse que não pode afirmar que os presos tenham relação direta com o assassinato do coronel e que o fato segue sendo investigado.

Saiba mais


“É prematuro afirmar que eles tenham participado do ato criminoso [latrocínio], mas também posso dizer que estas armas não caíram no colo deles. A linha de investigação continua sendo que o caseiro, dois irmãos e mais uma pessoa participaram. Tenho certeza de que todo este material apreendido estava dentro da casa e foi subtraído”, disse o delegado.

Invasão ao sítio

De acordo com depoimento prestado pela viúva do coronel, Cristina Batista Malhães, pelo menos três homens — um deles com o rosto coberto — invadiram, na tarde de quinta-feira (24), o sítio do militar no bairro Ipiranga, na área rural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A mulher disse que ela e o caseiro foram mantidos reféns em cômodos separados por cerca de nove horas. Os criminosos fugiram levando as armas que o oficial colecionava e dois computadores.

O coronel foi encontrado morto depois que os invasores deixaram a propriedade. O delegado William Pena Júnior ressaltou que trabalha com a hipótese de vingança e queima de arquivo. Ainda segundo o delegado, a polícia desconhece informações que apontem para possíveis ameaças sofridas pelo coronel antes de ser encontrado morto.



segunda-feira, 12 de maio de 2014

DELEGACIA NÃO É LUGAR DE PRESO



ESCRITÓRIO NÃO É LUGAR DE LIXO

Incompetente, Lobão viajou a SP para reforçar a campanha de Skaf e criticar o sistema Cantareira


edison_lobao_13Óleo de peroba – Ministro de Minas e Energia, o maranhense Edison Lobão não sabe diferenciar uma lâmpada queimada de outra em condições de uso, mas ousa falar sobre temas relacionados à pasta, como se fosse a maior autoridade planetária no assunto.

Nesta segunda-feira (12), durante encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Lobão descartou, mais uma vez, o risco de falta de energia no País, assim como afastou a necessidade de racionamento por conta da estiagem. Apesar disso, Edison Lobão criticou a falta de investimento no sistema Cantareira, de responsabilidade do governo paulista.

“Teremos energia suficiente em qualidade e quantidade”, garantiu Lobão, que aproveitou a oportunidade para criticar os especialistas que defendem a racionalização do consumo de energia elétrica.

O ministro destacou que o sistema elétrico brasileiro é seguro e dotado e flexibilidade, na comparação com o cenário de 2001, quando o País enfrentou racionamento de energia. Lobão disse que os efeitos da estiagem na região Sudeste são distintos nos sistemas elétrico e de abastecimento de água. “Se chegar a situação de faltar energia no Sudeste, temos condições de trazer de outras regiões”, explicou.

“Temos a segurança de que não há problemas no setor elétrico porque estamos investindo maciçamente nele”, disse. “Ao contrário do que ocorre no sistema Cantareira, que no meu entendimento decorre um pouco da falta de investimento”, completou o ministro.

Edison Lobão aterrissou em São Paulo para ajudar o presidente da FIESP a fazer campanha política, já que Paulo Skaf é pré-candidato do PMDB ao Palácio dos Bandeirantes. Assim como Skaf, o ministro é filiado ao PMDB.

Se no sistema elétrico nacional é possível transferir energia de uma região para outra, em relação ao abastecimento de água a situação é idêntica. E é exatamente isso que o governo de São Paulo está fazendo, entregando aos consumidores que dependem do sistema Cantareira água captada na Represa Guarapiranga.

Lobão é um incompetente conhecido que está ministro porque seu partido, o PMDB, dá as costas para o povo brasileiro ao apoiar o desgoverno da petista Dilma Vana Rousseff. E o faz à base de um escambo covarde e imundo, no qual integrantes do partido são instalados em cargos importantes, sem ao menos entender do assunto afeito às pastas.

Ademais, o ministro integra um governo que desconhece palavras como planejamento e investimento.


Edison Lobão perdeu a grande oportunidade de ficar em silêncio, mas se prestou a pequeno papel de gazeteiro de Paulo Skaf, que corre o sério risco de não ser o candidato do PMDB ao governo de São Paulo, pois no interior paulista muitos prefeitos não querem sequer ouvir o nome de Michel Temer, vice-presidente da República e patrono da candidatura do dirigente da FIESP.