domingo, 4 de maio de 2014

Vai pra Copa que o pariu!

 
A cega paixão futebolística prepara sua maior traição contra nós. Os brasileiros já entraram no campo da ilusão marketeira da Copa do Mundo - como otários, é claro! A bola vai rolar, em breve, para o maior espetáculo ludopédico da Terra. Sem condições de entrar no jogo, que vai custar caro direta ou indiretamente, a grande maioria será chutada para escanteio para o negócio privado do futebol, que interessa aos governantes, dar o lucro programado aos acionistas da transnacional Federação Internacional de Futebol Association.

Dá nojo ver o craque da demagogia Luiz Inácio Lula da Silva, Presidentro da Dilma, propagandear as vantagens de um negócio que ele trouxe para cá nos tempos em que vendia o Brasil de forma explícita aos estrangeiros. Lula tem repetido a exaustão: “A gente não faz uma copa do mundo pensando em dinheiro. É um encontro de civilizações, feita através do esporte. A Copa do Mundo é a oportunidade que o Brasil tem demonstrar sua cara, o jeito que o Brasil é, com tudo que ele tem, mas com sua pobreza e também com sua beleza. È hora de colocar os pés no chão. E a gente ainda pode ganhar a copa...”.

Ele já ganhou... A tal “Copa das Copas”, exaltada na marketagem de Lula e Dilma como maravilhosa para os brasileiros, promete muitos problemas. Imagina o que pode acontecer nas tais “Fan Fests” (eventos públicos, mas um grande negócio privado, no qual dezenas de milhares de torcedores pagam ingresso, para assistir aos jogos e a vários shows, com direito a bebida e comida à vontade)? Tente pensar no que vai rolar em uma festinha dessas para 50 mil pessoas, por exemplo, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo? E se algo não sair como o esperado, com bebedeiras, brigas e incontroláveis protestos no entorno da festança?

O Governo está mobilizando contingentes das Forças Armadas, recorrendo até a militares de países estrangeiros, para garantir a segurança do evento futebolístico privado. O Rio de Janeiro, por exemplo, vai parecer um teatro de operações de guerra, já que 2.450 combatentes já cuidam da pacificação da Maré e a eles se juntarão mais 2.480 homens e mulheres do Exército, Marinha e Aeronáutica. A União pode até mandar mais gente, caso seja necessário, principalmente para conter movimentos grevistas, criminosos e grupos que planejam manifestações – todos já sob incessante monitoramento da inteligência militar.

A indagaçãozinha idiota é: a Fifa está pagando por esse serviço de segurança, ou o Ministério da Defesa do Brasil está trabalhando de graça, gastando a grana do minguado orçamento, que mal dá para pagar salários aos militares? Soa como piada a comandanta em chefa Dilma Rousseff colocar seu indefensável ministro Celso Amorim para avisar que o governo federal já tem pronto um plano emergencial para substituir as policiais militares usando até 21 mil homens das Forças Armadas. Nada menos que 14 mil militares ficarão aquartelados, durante a Copa, de prontidão para agir, se for necessário. De novo: quem está pagando essa conta caríssima? Nós ou a Fifa?


Outro absurdo é denunciado pela turma que, desde 1978, se reúne na rua Alzira Brandão até a esquina com a rua Conde de Bonfim, na Tijuca, no Rio de Janeiro. O local, apelidado de “Alzirão”, onde o povo se junta para ver jogo de graça, tomar todas e se divertir, agora é alvo da ganância da empresa presidida por Josef Blatter. O excelentíssimo repórter Aydano André Motta, de O Globo, psicografou uma mensagem da Alzira Brandão metendo o pau no Zé da Fifa: Leia: Carta ao Dono da Bola.

A título de Royalties, e respaldada na Lei Geral da Copa que Dilma e nossos congressistas aprovaram e sancionaram, a Fifa quer cobrar R$ 28 mil da Associação Recreativa e Cultural que cuida da festança realizada há nove copas do mundo. Se não pagar, não pode fazer a brincadeira no espaço público. Será que a Rede Globo, que sempre usou o espaço como referência de torcida pacífica e organizada, vai apoiar a batalha do Alzirão contra o Azarão da Fifa? O Globo já fez sua parte...

Negócio bom é ser dirigente da Fifa. Ano passado, só a título de bônus, a empresa distribuiu US$ 37 milhões aos seus executivos. Será que não vão sobrar nem um dolarzinho de gorjeta para nossos militares, que lutam silenciosamente por melhores salários, enquanto são golpeados pelo revanchismo do desgoverno petralha – e, agora, também, golpeados, no bolso da farda, pela turma do Marechal da Copa?

Por isso, está na hora da gente gritar: Vai pra Copa que o pariu! Ou: Vem pra Copa que o pariu! O Brasil, como mostra a escrota ilustração acima, se transformou no ânus do mundo. Por isso, temos a obrigação de dar um basta à governança do crime organizado e seus associados. Do contrário, será melhor mudar o nome do Brasil para “Prazil”, com P de...


 Aonde a vaia vai... O boi vai atrás?      

Quem te viu, hein Veja?

Nesta capa, Veja exaltou as "virtudes" de Dilma na gestão da Petrobras.
Quem lê Veja, deve ter notado que a revista, no que se refere à Petrobras, tem tido uma posição muito estranha de colocar todos os partidos no mesmo saco, ao mesmo tempo em que tenta livrar a gestão de Dilma no Conselho de Administração da Petrobras, como se tudo fosse culpa da Turma do Lula. Como se Dilma não fosse o mais importante membro do grupo, tanto que virou a sucessora. Explica-se: o atual presidente da Editora Abril, dona da Veja, é Fábio Barbosa, ex-conselheiro da Petrobras na gestão de Dilma, inclusive durante o episódio da compra e venda da refinaria de Pasadena. Vejam, abaixo, trecho de matéria que está no site da revista:


No texto, a revista está misturando doações de empreiteiras, que possuem milhares de obras em estados e municípios, com doações provenientes do propinoduto da Petrobras. Má fé ou tentativa de mostrar uma isenção despropositada? O fato é que a matéria sugere que o PSDB e o DEM também foram beneficiários do esquema de corrupção dentro da estatal, quando todos sabem que estes partidos não têm a mínima ingerência na sua gestão. E que estão, neste momento, empenhados em fazer uma CPI que pode, sim, vir a responsabilizar o senhor Fabio Barbosa, presidente da Editora Abril, por alguns dos maus negócios da estatal. Que demitam o presidente, mas que não acabem com a credibilidade da melhor revista de informação do Brasil.

PT quer aumentar ainda mais nossos absurdos impostos

Fonte: GLOBO
Em fevereiro deste ano, escrevi um texto afirmando que o PT certamente iria propor aumento de impostos. É sua única ferramenta, pois corte de gastos, o caminho mais racional e melhor para o país, parece impensável para quem enxerga o estado como um messias salvador. À época, escrevi:

Não se enganem: o que o PT deverá fazer é expropriar ainda mais recursos do povo brasileiro via aumento de impostos. É que pagamos tão pouco, não é mesmo? O que são quase 40% de tudo que é produzido, quando temos tanto retorno por parte do estado? O que importa que os demais países emergentes tenham carga tributária bem menor que a nossa?

Para quem tem apenas um martelo, tudo se parece com prego. O PT só tem um instrumento: impostos (incluindo o mais nefasto de todos, o inflacionário). Portanto, preparem o bolso, porque vem mais mordida do leão aí…

Pois bem: hoje, há a seguinte notícia no GLOBO: Ministro da Fazenda já admite a hipótese de elevar os impostos sobre bens de consumo para cumprir a meta de superávit fiscal deste ano:

O aumento de impostos sobre bens de consumo pode ser uma das armas do governo para realizar o esforço fiscal prometido para 2014. É o que disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao GLOBO. Ele garantiu que a realização da meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) é um compromisso “irreversível” e será entregue com aumento na arrecadação ou corte nas despesas.

O ministro disse:

Temos uma previsão de aumento de alguns tributos. Foi o que aconteceu, por exemplo, na tabela de bebidas (que serve como base de cálculo para o IPI e o PIS/Cofins do setor de bebidas frias). [...] Haverá alteração no PIS/Cofins sobre importação. Isso nada mais é do que equalizar o tributo do bem importado ao do bem produzido no Brasil. O que também poderíamos fazer é (alterar a) tributação sobre bens de consumo. O IPI dos carros, que foi reduzido no passado, por exemplo, está sendo recomposto. Não há uma decisão ainda, mas ele poderá subir agora em junho. É esse tipo de medida.

Mantega afirma que o governo está “trabalhando para reduzir os gastos” também, mas não é possível enxergar isso em canto algum além da retórica. Não adianta: quem for realista saberá que o PT no governo significará sempre mais impostos. Como se nós brasileiros já não pagássemos muitos impostos, e quase tudo a fundo perdido…

Rio está pacificado?
UPP: a pacificação que não veio


Protestos, violência e insegurança. Enquanto o governo do estado do Rio de Janeiro anuncia um mundo ideal em suas propagandas de TV, pessoas morrem e desaparecem nas favelas cariocas. Os papéis se inverteram: antes, os traficantes andavam armados e disputavam os papeis de vilões e herois entre os moradores da comunidade. Hoje, os policiais das Unidades de Polícia Pacificadora assumiram o comando do fuzil. Mas a esperada paz continua uma promessa distante, e as comunidades acabaram por se transformar num barril de pólvora prestes a explodir.

Este aumento na violência é facilmente constatado no último levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP). De acordo com o balanço divulgado na sexta-feira (2), o número de homicídios de pessoas durante confronto com a polícia no Rio registrou um aumento de 59,3% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao primeiro trimestre de 2013. Apesar de o ISP não confirmar nem negar que estes números se referem a regiões com UPPs, o assustador crescimento comprova que a cidade vive um clima de guerra.

Em 2010, quando foram inauguradas as primeiras UPPs, o cenário já mostrava uma prévia do que se repetiria muitas vezes. No dia 3 de março daquele ano, um grupo de traficantes incendiou um ônibus, ferindo pessoas e espalhando o terror entre a população da Cidade de Deus. Os criminosos continuavam morando na comunidade, mesmo com a pacificação. No mesmo ano, na madrugada do dia 26 de dezembro, policiais da UPP de Cidade de Deus, foram atacados na Travessa 15 por traficantes que ocupavam uma moto.

Um mapeamento independente, realizado por um morador da comunidade de Manguinhos, levanta dados junto aos moradores da comunidade para medir violações de direitos nos territórios com UPPs. Segundo apontado no próprio mapeamento, um dos objetivos é “gerar informações com o olhar de quem sofre as violações e também contrapor as informações”.

Violência contra moradores

O levantamento faz um trabalho de resgate de casos pouco divulgados de mortes de moradores. De fato, o caso Amarildo foi o primeiro grande escândalo a atingir a UPP. Embora a relação entre policiais e moradores não seja a ideal desde a instalação da primeira UPP, foi o desaparecimento do pedreiro que ganhou grande repercussão na mídia. A partir de então, os abusos de autoridade de policiais lotados em UPPs passou a chamar atenção.

O documento conta a história de outras vítimas da violência nas comunidades “pacificadas”.  Em abril de 2013, o jovem Aliélson Nogueira, de 21 anos, foi morto por policiais da UPP Jacarezinho. Segundo a página “Ocupa Alemão”, o rapaz, que trabalhava em um galpão de reciclagem, estava em uma localidade conhecida como Beira do Rio, quando foi assassinado com tiros pelas costas enquanto comia um cachorro quente. A polícia alega que Aliélson foi vítima de uma bala perdida. O jovem seria pai em poucos meses.

Em junho de 2011, André de Lima Cardoso, de 19 anos, foi morto por policiais da UPP Pavão-Pavãozinho. Segundo relatos de moradores, o jovem foi comprar um lanche para a esposa, grávida de 9 meses, quando foi abordado por policiais à paisana e alcoolizados. Após ser agredido com socos e chutes, o rapaz foi liberado. Quando chegou ao final do beco, o jovem foi morto com um tiro nas costas. Os policiais registraram o caso como um auto de resistência. A filha de André nasceu cinco dias após a morte do pai.

Aos 16 anos, Mateus Oliveira Casé foi mais uma vítima da violência policial. Em março de 2013, o adolescente morreu vítima de uma parada cardíaca após uma abordagem violenta de policiais da UPP de Manguinhos, com uso de uma arma teaser. Na ocasião, uma amiga do rapaz contou que eles estavam brincando quando Mateus disse “vai morrer”. Os policiais, então, acreditaram que o garoto se referia a eles e, por trás, deram um choque. Matheus caiu e bateu com a cabeça na calçada. Segundo a jovem, os PMs disseram que ele acordaria em duas horas, mas o adolescente já chegou morto à UPA. Na ocasião, moradores fizeram protestos. Mateus possuía seis anotações como menor infrator: duas por tráfico, duas por furto, uma por tentativa de motim e uma por ameaça.

Em dezembro de 2013, o idoso Joaquim Santana, de 81 anos, foi morto com um tiro no olho. Durante uma abordagem violenta a um grupo de jovens, moradores se revoltaram e causaram um tumulto. Para contê-los, um policial da UPP de Manguinhos deu três tiros para o alto, atingindo o idoso, que estava na sacada de sua casa.

No último dia 20, uma idosa de 72 anos foi baleada e morreu durante um confronto entre policiais e traficantes. Arlinda Bezerra de Assis voltava para casa, na comunidade da Grota, após comemorar o aniversário em um almoço de família. Em meio ao fogo cruzado, a idosa se atirou na frente do sobrinho, de 10 anos, para protegê-lo. Os disparos atingiram a barriga e a virilha. Oito dias depois, um rapaz de 17 anos foi assassinado durante uma operação da Polícia Militar. No dia seguinte, outro jovem, Carlos Alberto de Souza Marcolino (21), foi baleado no peito, também durante um confronto entre PMs e traficantes. Até o fechamento desta reportagem, Carlos permanecia internado em estado grave.

No último dia 22, Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, foi encontrado morto com um tiro e vários ferimentos, na comunidade Pavão-Pavãozinho. De acordo com a Polícia Militar, ele foi encontrado no pátio de uma creche no dia seguinte a um tiroteio entre policiais da UPP e criminosos da comunidade. A família do dançarino aguarda o laudo oficial da perícia para confirmar se houve tortura e se o disparo partiu da arma de policiais.

Em março deste ano, outro caso chocou o Brasil. Cláudia Silva Ferreira foi baleada quando saía para comprar pão, no Morro da Congonha. Após ser ferida, a mulher foi jogada no porta mala de uma viatura e levada para o Hospital Carlos Chagas. Contudo, durante o trajeto, o porta mala abriu e Cláudia foi arrastada por 350 metros. Um vídeo, gravado por um cinegrafista amador, registrou quando os policiais foram avisados e saíram do carro para, novamente, jogar a mulher dentro do porta malas.

No último dia 1° de maio, um tiroteio na comunidade da Rocinha matou uma pessoa e feriu gravemente outra. O episódio começou quando policiais da UPP foram surpreendidos por bandidos enquanto faziam o patrulhamento na Rua 2.

Protestos

Diante dos constantes casos de escândalo envolvendo as UPPs, moradores das comunidades têm realizado constantes protestos. A onda de manifestações começou quando o corpo de Douglas Silva foi encontrado dentro de uma creche. Revoltados, amigos do dançarino e moradores do Pavão-Pavãozinho foram para as ruas e entraram em confronto com policiais.

Durante o protesto, Edilson da Silva dos Santos - um rapaz de 27 anos, que sofria de problemas mentais e era irmão de criação de Douglas – foi morto com um tiro. O caso está sendo investigado. A manifestação teve repercussão mundial. Jornais como Le Monde, Washington Post, New York Times e El País deram destaque para a morte de Douglas e Edilson e questionaram a segurança e as políticas públicas do Rio de Janeiro, em uma época tão próxima à Copa do Mundo.

Após o enterro de Douglas, outro protesto levou amigos e parentes do rapaz às ruas. Os manifestantes seguiram caminhando do Cemitério São João Batista até a comunidade do Pavão-Pavãozinho. A polícia usou bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta. No sábado seguinte à morte de Douglas, outra manifestação tomou às ruas, pedindo paz.

Após a morte de Dona Arlinda, moradores do Complexo do Alemão também protestaram. Eles fecharam a Avenida Itaré, um dos principais acessos da comunidade. Após o ato, a UPP Nova Brasília foi atingida por dois tiros, que não feriram ninguém. A base de Pedra do Sapo também foi atacada, sem vítimas.

Morte de policiais

O mesmo levantamento também aponta o lado social das mortes de policiais lotados em UPPs. De acordo com o documento, a maioria dos policiais de UPPs mortos em confronto com o tráfico é negra. A violência contra policiais coloca em dúvida a segurança destes profissionais nas comunidades “pacificadas”. Em março deste ano, o tenente Leidson Acácio Alves Silva foi morto após ser atingido por um tiro na cabeça. O subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro fazia o patrulhamento na favela Parque Proletário quando foi surpreendido por bandidos armados.

A morte do tenente foi a quarta registrada em um período de um mês entre policiais que trabalham em UPPs. Em fevereiro, a PM Alda Castilho, da UPP Parque Proletário, foi baleada na barriga e morreu. Quatro dias depois, o PM Wagner Vieira da Cruz, da UPP Vila Cruzeiro, foi atingido por um disparo na cabeça e também não resistiu aos ferimentos. No dia seguinte, o PM Rodrigo Paes Leme, da UPP Nova Brasília, também foi ferido no peito e morreu.

No ano passado, o PM Melquisedeque Basílio, de 29 anos, da UPP Parque Proletário, no Complexo do Alemão, foi assassinado em frente ao contêiner, que funciona como sede da unidade. Houve troca de tiros com bandidos, ferindo quatro pessoas, entre elas, dois traficantes.  Também em 2013, o PM Anderson Dias Brazuna foi morto com um tiro no peito enquanto fazia uma ronda na Cidade de Deus.

Na manhã do dia 1º de maio, um policial da UPP Alemão foi baleado no rosto quando fazia um patrulhamento no Largo do Mineiro. O grupo foi vítima de uma emboscada e trocou tiros com os bandidos. Apesar do grave ferimento, o policial não corre risco de morte.

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* Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil

Novo recorde de incompetência da Dilma: participação da indústria no PIB é a menor nos últimos 60 anos.


O encolhimento da indústria brasileira virou arma comum nas campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Os dois pré-candidatos da oposição ao Planalto passaram a repetir, nas últimas semanas, que o país passa por um processo grave de desindustrialização e "voltou aos anos 50" no setor.

Eles dizem que o peso da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) recuou ao menor patamar desde o salto iniciado em 1955, quando o presidente Juscelino Kubitschek tomou posse. "O Brasil vive um processo grave de desindustrialização. Voltamos a ser aquilo que éramos na década de 1950", disse Aécio em visita à Firjan (federação das indústrias do Rio) no último dia 14.

No dia seguinte, e na mesma cidade, Campos bateu na mesma tecla em visita a uma universidade particular. "A indústria brasileira de transformação chegou em 2013 ao mesmo patamar que ela tinha no PIB antes do governo JK, em 1955. Nós não podemos imaginar que o país pode se segurar só no setor primário ou no setor de serviços", afirmou.

Em palestras a empresários e estudantes, Campos tem exibido um gráfico com os números que mostram a curva da desindustrialização. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o peso do setor no PIB caiu para 24,9% no ano passado, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1947. A fatia da indústria de transformação também bateu recorde negativo de 13%, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

CONTESTAÇÃO

O Ministério do Desenvolvimento, responsável pela política industrial do governo, não quis comentar as críticas dos pré-candidatos. O ex-ministro Fernando Pimentel (PT), que deixou o cargo para disputar o governo de Minas, disse não haver desindustrialização no país. "Só posso atribuir as críticas à disputa eleitoral, já que elas não têm relação com a realidade", disse, em nota.

Representantes do setor produtivo pensam o contrário. A CNI se diz preocupada com a queda da participação da indústria na economia. A entidade afirma que houve mudança no perfil da demanda, com o crescimento do setor de serviços, mas reclama de falta de eficiência e perda de competitividade.

"Vivemos num cenário hostil ao ambiente de negócios. O investimento em infraestrutura e logística cresce em ritmo muito inferior ao necessário", disse o diretor de políticas e estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. "O governo atual relutou muito em assumir a importância das concessões de rodovias, por exemplo. Queremos que os candidatos se comprometam com a reforma tributária e com uma agenda de competitividade", afirmou.

A queda da participação da indústria na economia já foi tema da eleição de 2010, quando José Serra (PSDB) acusava o governo Lula de fazer uma "política de desindustrialização". Ele foi derrotado por Dilma no 2º turno.(Folha de São Paulo)

Protagonistas e testemunhas da História reconstituem os turbulentos idos de 1964


Para encerrar a série de reportagens especiais sobre os 50 anos do golpe militar, a coluna republica um vídeo produzido em 2010 para uma linha do tempo que contou a história dos principais partidos políticos brasileiros. Depoimentos de protagonistas como Jarbas Passarinho, Fernando Gabeira, Jorge Bornhausen e Pedro Simon permitem reconstituir o Brasil daqueles turbulentos idos de 1964.

PT mata “volta, Lula”, e, se reeleger Dilma, arma golpe da constituinte exclusiva e regulação da mídia

 
Uma Constituinte Exclusiva (golpe institucional no melhor estilo do socialismo boliviariano do Foro de São Paulo) e o tão sonhado projeto de regulamentação da mídia (nos moldes de leis restritivas à liberdade de informação aprovadas na Argentina e Venezuela). Estas duas prioridades foram claramente definidas no espetaculoso 14º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo.

Concretamente, o evento petista deu uma travada na autofágica guerra interna no PT que pregava o “volta, Lula”. Boatos chegaram a revelar que Dilma Rousseff teria cometido a bravata de “ameaçar renunciar”, caso sua candidatura não fosse lançada, oficialmente, antes da convenção do PT. O rosto animado de Lula, levantando o braço de sua “campeã”, revela como o subconsciente trai quem falta com a verdade política...

O plano de golpe petralha ficou bem delineado. Além de puxar a votação simbólica para definir, claramente, que a Presidenta Dilma é a candidata è reeleição, sem o risco de ser atropelada pelo Presidentro Lula da Silva (que não poderia voltar de onde nunca saiu de fato), o presidente do PT, Rui Falcão, deixou claro que a reforma constitucional e a intervenção legal no controle dos meios de comunicação de massa são as prioridades do partido, após a prioritária luta pela vitória de Dilma. O plano golpista de Falcão foi endossado por Lula, olhando para Dilma: “Temos que discutir marco regulatório para democratizar os meios de comunicação. O que causa preocupação é que o principal partido de oposição à vossa excelência é a nossa gloriosa imprensa”.

Tem culpa a imprensa?


Lula não conseguiu mentir nem para ele mesmo, ao admitir, psicologicamente, que existe risco de derrota: “Nós estamos com o jogo mais ou menos garantido, mas não podemos entrar de sapato alto”. Só faltou o Presidentro ter a sinceridade de lembrar que os principais adversários de Dilma, que têm tudo para derrotá-la, foram fabricados por seu desgoverno: “aumento real do custo de vida” com “perda do poder de compra dos salários” (vulgo inflação), “juros cada vez mais altos” com “lucros recordes para os bancos e dificuldades para quitar o crédito tomado a fórceps” e “má gestão, excessiva interferência estatal e corrupção descontrolada que causaram enormes prejuízos a grandes investidores, principalmente estrangeiros, que só aceitam fazer novos negócios no Brasil se houver mudança no trono do Palácio do Planalto”.

O presidentro sepultou, definitivamente, a ameaça de ser candidato no lugar de Dilma: “Foi importante o Rui Falcão colocar aqui a Dilma como pré-candidata. Vamos parar de imaginar que existe outro candidato que não a Dilma, os adversários tiram proveito disso. Não podemos gastar energia com coisa secundária. Não teremos campanha fácil”. Lula terminou seu discurso de 35 minutos advertindo: “Dilminha, se me permite chamar assim. É só você preparar a agenda que o Lulinha estará junto com você para ganhar as eleições”.

Dilma abriu o discurso dela, que duraria intermináveis 58 minutos, puxando o saco do Presidentro: “Dirijo a você, presidente Lula, minhas palavras de respeito e carinho. É uma prova forte e contundente da nossa confiança mútua e os laços profundos que nos unem ao povo brasileiro”. Como era esperado, já se sentindo menos pressionada pelo risco de bola nas costas, proclamou que aceitava a “missão honrosa, desafiadora, de ser a pré-candidata do PT à Presidência”. Como boa marxista-brizolista, Dilma não deixou de meter o pau nas tais “elites” e no fantasma que mais a apavora, que é uma improvável volta de um regime militar:

“O rancor que os saudosistas do passado e uma certa elite têm de nós provém do nosso êxito e da nossa visão de Brasil, e não do fracasso pelo qual eles tanto torceram e torcem. Esse é um Brasil que não aceita retrocessos, mesmo que venham travestidos de novidade, da estranha novidade de medidas que se denominam impopulares e que, na verdade, são antipopulares. Vivemos um tempo estranho e temos que ficar atentos. Um tempo em que aqueles que até ontem não tinham a menor sensibilidade pela questão social se apresentam como paladinos da questão social. O Brasil não vai voltar no tempo, porque o povo não vai deixar”.

O discurso com frases negativas – e não afirmativas, como é recomendável pelo mais simplório marketing político em campanhas eleitorais – deixa clara a insegurança dos petistas com a conjuntura reeleitoral. Dilma tem tudo para perder a reeleição. Seus supostos opositores - Aécio Neves e Eduardo Campos – só precisam de algumas gotas de competência política para tirar o PT do poder. O PT no poder é a consolidação do projeto autoritário bolivariano do Foro de São Paulo – que vai consolidar o sistema Capimunista no Brasil. Por isso, a prioridade urgente é tirar a petralhada e seus comparsas do poder. Depois, reconstruir o País, limpando as cagadas que eles fizeram.

Falsa Faxineira para sempre


Psicologicamente, Dilma também deixou claro que seu grande temor é ter a imagem associada a um governo corrupto. Por isso, aproveitando para fazer uma defesa prévia dos escândalos na Petrobras - que mais a atormentam e lhe atingem diretamente, como ex-presidente do Conselho de Administração da estatal -, Dilma repetiu o discurso moralista, de paladina da honestidade e faxineira da corrupção, montado por seus marketeiros:

“Antes de nós, a corrupção era muitas vezes varrida para debaixo do tapete. Engavetava-se muito, investigava-se pouco. Agora que abrimos as gavetas, muito aparece e muito é investigado. Eu nunca admitirei ilícitos”.

Só não ficou claro se o “antes de nós” se referia aos tempos do Presidentro Lula ou aos tempos do FHC – que já deixou o poder há mais de 15 anos...

Para o discurso de falsa faxineira ficar completo, só falta os marketeiros lhe arrumarem um uniforme de fada, com uma vassoura vermelha, tendo a estrelinha do PT na ponta do cabo...

Para quem acredita em pesquisa...

Resultado da recente pesquisa IstoÉ-Sensus, confirmando que Dilma está em queda livre e quais problemas mais afetam a opinião pública.



Ausência nada sentida...

Participaram do evento de apoio a Dilma os dirigentes de PMDB, PSD, PTB, PCdoB, PP, PROS, PTC e PTN.

Só a turma do PR não apareceu, por um motivo simples: não desagradar Dilma.

A mais explícita declaração favorável ao “volta, Lula” partiu de seus dirigentes.

Lula onipresente


Lula da Silva avisou que, a partir de julho, estará “por conta da campanha” eleitoral:

“Temos um pequeno problema para resolver que é o seguinte: a Dilma, por conta dos acordos da aliança, ela não vai poder ir a vários lugares. Eu não sou presidente do PT. Então, não estou subordinado aos acordos que o Rui Falcão fez. Aonde tiver candidato do PT, eu estarei lá”.

Até junho, Lula define até se será candidato ao Senado por São Paulo, para garantir a imunidade parlamentar e foro privilegiado para eventuais broncas judiciais – que vão explodir como bombas atômicas, caso o PT perca o poder federal.

Agora, o “volta, Lula” é a piada do século: Como Lula vai “voltar”, se ele nunca saiu da Presidência, continua lá, Presidentro?

Gozando com a candidata

Os gaiatos do YouTube não perdem a chance de bagunçar com a santa imagem da Presidenta-Candidata...


Sonho complicado do Bolsonaro

Setores conservadores, principalmente ligados aos militares na reserva, podem até sonhar com a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

Mas o partido dele, o PP, controlado por Francisco Dornelles, que é membro da tradicional família mineira Neves, dificilmente deixará de apoiar a candidatura do tucano Aécio.

Assim, a bem intencionada candidatura Bolsonaro já nasce morta, sem a menor chance política, apesar do grande apoio a ele manifestado nas redes sociais.

Cuba Libre no Brasil


Plinio Monte, do Movimento Brasileiro de Resistência, grava um flagrante diretamente de Caraguatatuba, mostrando os doutrinadores cubanos trabalhando no Brasil.

Eike forever

Alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de crimes financeiros, Eike Batista conseguiu ontem duas façanhas econômicas.

O bilionário foi reeleito, junto com todos os seis membros do Conselho de Administração da Óleo e Gás Participações, incluindo seu pai, Eliezer Batista da Silva (vice-presidente).

E ainda garantiu R$ 21,015 milhões (aumento de 11% em relação ao ano passado) para remuneração dos administradores da empresa.

Excelente para uma empresa que está em recuperação judicial e fechou ano passado com R$ 17,5 bilhões de prejuízo...

Investidores se rebelam

Quem perdeu fortunas com as empresas de Eike já aciona o Ministério Público Federal e a Comissão de Valores Mobiliários, para impedir que o empresário fique bem na fita.

Investidores já formalizaram ao MPF denúncias de que Eike manipulação de mercado, insider trading (uso de informação privilegiada) e lavagem de dinheiro.

Agora, investidores suspeitam que Eike esteja comprando a dívida da empresa, com descontos incríveis, com o objetivo de, no final das contas, ficar devendo para ele mesmo – o que significa sumir com o endividamento...

Crítico da Maconha

O presidente do Uruguai, o figuraça esquerdista José Mujica, avisou ontem à agência de notícias Associated Press (AP) que a legislação uruguaia para permitir a comercialização da maconha será bem menos permissiva que a lei aprovada no Colorado (EUA) em relação aos usuários de droga.

Mujica criticou que “a maconha não é algo benéfico, poético e cercado de virtudes”.

Mujica repetiu que a regulamentação da produção, venda e uso da droga no Uruguai será uma forma de controlar o consumo no país, tratando o assunto mais como uma questão de saúde do que de segurança. 

Responsáveis por tudo

Petrobras da Dilma compra caro e vende barato. Metade dos negócios na África, estimados em até U$ 8,5 bilhões, foram vendidos por U$ 1,5 bilhão.


A troca feita pela presidente Dilma Rousseff no comando da Petrobras no início de 2012 mudou o rumo de um negócio bilionário que a estatal analisava, a venda de seus poços de petróleo na África. O negócio, que estava nas mãos de um diretor indicado pelo PMDB, passou a ser tocado por um subordinado da nova presidente da estatal, Graça Foster, depois da troca.

No ano seguinte, o banco BTG Pactual pagou US$ 1,5 bilhão para ficar com metade das operações africanas da Petrobras e se tornar sócio da estatal. O valor obtido pela venda despertou desconfianças, porque a gestão anterior calculava que os ativos valiam quase quatro vezes mais. Os funcionários que participaram do início do processo foram afastados depois que Jorge Zelada, o afilhado do PMDB que dirigia a área internacional da Petrobras, deixou o cargo e Graça Foster repassou a tarefa a outra equipe, de sua confiança.

Mudanças de rota como essa ajudam a entender como o loteamento político da maior empresa do país tem afetado a maneira como ela toma decisões, gerando confusão sobre o que se passa lá dentro. Em março de 2012, pouco depois da posse de Graça Foster, executivos que estudavam a venda dos poços da empresa na África avaliaram uma proposta que projetava captar no mercado US$ 3,5 bilhões com a venda de 25% dos ativos, de acordo com um documento obtido pela Folha. Se o plano fosse adiante, e dependendo das condições do mercado, eles achavam que metade dos poços da Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia poderia valer US$ 7 bilhões.

O projeto, apresentado pelo banco sul-africano Standard Bank e discutido com a diretoria internacional, previa a criação de uma nova empresa para reunir todas as operações da África, que teria o capital aberto na bolsa. Os executivos estudavam alternativas para cumprir a decisão de Graça Foster, que assumiu com a missão de vender operações da empresa para levantar dinheiro.

A vantagem de abrir o capital da nova empresa, a Petrobras Africa, seria separar poços promissores do resto da estatal, cujas ações se desvalorizaram 35% no governo Dilma. Os investidores têm mantido distância da Petrobras por causa das perdas que a ingerência política do governo impôs à companhia.

Os executivos da estatal e do Standard Bank achavam que, por causa da crise da empresa, os poços africanos estavam com valores muito depreciados quando comparados aos de concorrentes que também atuavam na África. De acordo com os cálculos do banco, baseados em premissas otimistas para os campos, o valor da Petrobras Africa na bolsa poderia alcançar algo entre US$ 11 bilhões e US$ 17 bilhões. A ideia era vender 25% da nova empresa.

Esse plano nunca chegou a ser testado. Segundo a Folha apurou, o diretor financeiro, Almir Barbassa, foi contra, argumentando que a companhia prometera aos investidores em 2010 que não abriria o capital de suas subsidiárias separadamente, para não desvalorizar a empresa. Nesse momento, os responsáveis pela transação foram afastados, e seus substitutos contrataram o banco inglês Standard Chartered para organizar um leilão internacional. Os sul-africanos do Standard Bank ficaram fora.

Foram convidados 14 potenciais interessados, mas apenas nove apareceram. Quase todos recuaram depois que a estatal desistiu de vender a totalidade dos ativos e passou a procurar um sócio. Apenas o BTG e a espanhola Cepsa prosseguiram --a oferta dos espanhóis foi inferior. Os ativos foram avaliados em cerca de US$ 4,5 bilhões. Mas dúvidas sobre uma possível mudança na legislação da Nigéria, que poderia diminuir a rentabilidade das petroleiras, diminuiu a avaliação para US$ 3,16 bilhões.


O BTG acabou levando metade por US$ 1,5 bilhão, mas a mudança nas leis nigerianas até agora não saiu. Para o banco, o negócio foi tão bom que, em menos de oito meses, começou a recuperar o capital investido e tirou de lá US$ 150 milhões na forma de dividendos. Procurados pela Folha, a Petrobras, o BTG e os outros bancos envolvidos com a transação não quiseram dar entrevistas sobre o assunto.(Folha de São Paulo)

Neo-paganismo com pele de ambientalista é denunciado na França

Por Luis Dufaur
Raízes anticristãs do ambientalismo no hippismo anárquico
Analisando a parcialidade de certa mídia contra os cientistas que defendem com seriedade a falta de argumentos e de base na realidade da propaganda do “aquecimento global”, o site “Nouvelles de France” foi em busca da causa dessa propaganda tão tergiversadora.

De início, ele descartou aquilo que considerou “teses sempre fáceis demais”, que põem a culpa em lobbies econômicos ou em algum complô internacional.

Pesquisando a origem do mito aquecimentista, o site encontrou, no fim dos anos 1960, sua motivação ideológica. Ele se refere aos tempos da explosão do movimento hippie, do pacifismo e do esquerdismo cultural alimentado por Moscou contra os países livres e prósperos.

Na revista Science (vol. 155, pág. 1203), já em 1967 se encontra a seguinte frase, de autoria do historiador Lynn White Jr.:

“Nós continuaremos padecendo um agravamento da crise ecológica se não recusamos o axioma cristão segundo o qual a única razão de ser da natureza é servir ao homem”.

Para o site francês, essa afirmação condensa o primeiro ponto de partida do ecologismo radical hodierno: a proclamação filosófica de que “o homem não tem direito algum sobre a natureza. Pelo contrário, deve se submeter a ela, e, se não o fizer, a deusa Natureza vingar-se-á, por exemplo com o aquecimento global”.

O site cita também Maurice Strong, secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 1970 a 1972; secretário-geral da ECO-92 no Rio de Janeiro, em 1992, e até 2005 conselheiro especial de Kofi Annan (então secretário geral da ONU) para questões ambientais:

“É possível que cheguemos a um ponto em que, para salvar o mundo, 
a solução será o afundamento da civilização industrial”.
Segundo o site, tal pensamento condensa um segundo aspecto da filosofia ambientalista radical: “O ódio da sociedade industrial, que seria culpada de submeter a natureza por meio do trabalho humano”.

O Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas, dirigido também por Maurice Strong e publicado em junho de 1990 com o título “Uma só Terra” (“Only One Earth”), convocava a celebração de um dia de reflexão sobre a atitude dos homens em relação à Terra.

Esse documento, de fato, é um manual de orações que deveriam ser recitadas nesse dia.

Isso já não tem nada que ver com a ciência nem com a política da ONU. O Programa entra decididamente no âmbito religioso, ou – diz o site francês – no neo-paganismo.

Eis o início da primeira prece. As outras são do mesmo teor e concluem com um Aleluia dedicado ao planeta:

“Ato de contrição.

Nós nos esquecemos daquilo que somos.
Nós nos afastamos da evolução do cosmos.
Nós nos separamos dos movimentos da terra.
Nós demos as costas aos ciclos da vida”.

Em 1997, tendo sido atribuído a Christine Stewart, então ministra do Meio Ambiente do Canadá, a apresentação de dados climáticos falsificados, ela respondeu descaradamente:

“Pouco importa que a parte científica seja completamente falsa, há benefícios colaterais para o meio ambiente... A mudança climática nos fornece a melhor chance de trazer justiça e igualdade ao mundo. É um excelente meio para redistribuir as riquezas”.

Eis – conclui o site – a terceira coluna do templo ecologista: a utopia político-social, que acreditávamos varrida da história em 1991 com a queda do comunismo. Ela visa organizar um “decrescimento” com dano para os “ricos”, até que estes fiquem iguais aos “pobres”.

Retrocesso a adoração panteísta da natureza

Em suma:

— naturalismo filosófico;

— recusa da indústria, do trabalho humano, da civilização e do progresso;

— neopaganismo;

— igualitarismo (marxista?)

“Nouvelles de France” conclui, dizendo que há uma coerência nessas colunas: o “retorno à selva”, tão amado nos círculos neopagãos.

Segundo estes, houve um estilo de vida não cristão numa época abençoada onde não havia nem ricos nem pobres.

Naquela época todo o mundo vivia primariamente, com um mínimo de agricultura e de artesanato.

A humanidade, então, estava convencida de que só havia um grande mestre: a Natureza, venerada na figura de certas árvores ou mananciais.

Assim, avançando seus métodos próprios de investigação, uma publicação oriunda do continente europeu chegou a uma conclusão em muitos pontos análogas à do livro de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Psicose ambientalista – Os bastidores do eco-terrorismo para implantar uma religião ecológica, igualitária e anticristã.




Copa do mundo:
Traficantes oferecendo voo, hotel, copa e escravas sexuais por 12 mil dólares

Por Heather Sells e Efrem Graham/CBN News

Comentário de Julio Severo: A TV CBN, de Pat Robertson, estará transmitindo ao Brasil um alerta, em forma de um anúncio educativo, mostrando os perigos ocultos da Copa do Mundo, especialmente prostituição e abuso sexual de crianças. A Copa não será motivo de comemoração e festa para os cristãos. É tempo de orar e vigiar, na presença de Deus, não da tela de futebol, pois vidas inocentes estarão na mira da destruição. Pude colaborar um pouco com esse esforço da CBN, indicando pessoas para as entrevistas que serão mostradas nas próximas semanas, num alerta do lado sombrio e criminoso da Copa. Não olhe pois para o futebol. Olhe para as crianças ameaçadas.

O Brasil espera atrair mais de meio milhão de fãs para a Copa do Mundo neste ano e captar bilhões de dólares de turismo.

Os traficantes sexuais também estão planejando lucrar de um mercado já muito rentável ali e torná-lo ainda mais lucrativo neste ano. Seu modelo de negócio pervertido liga o futebol internacional à exploração sexual de crianças.

“Você pode ir online e ver 12 e 10 mil dólares para o voo, o hotel, o jogo — e a menina,” Diego Traverso, gerente de programas anti-tráfico na América Latina para a Operação Bênção, disse a CBN News.

Muitos acreditam que mostrar para turistas e brasileiros exatamente como o tráfico afeta crianças antes do início dos jogos é o melhor jeito de combatê-lo.

Essa é a ideia por trás de um documentário que a Operação Bênção da CBN lançará no próximo mês no Brasil.

“Estamos tentando levantar o estigma contra isso e educar o povo que está vindo para a Copa do Mundo que isso não é um serviço que você pode comprar sem consequências, que essa crianças estão presas num inferno,” David Darg, vice-presidente de Operações Internacionais da Operação Bênção, explicou.

“Vemos crianças brasileiras de 12 ou 11 anos falando que se você não perdeu sua virgindade aos 11 anos você tem um problema — que algo está errado com você,” continuou ele. “Vejo muitos, muitos casos de mães vendendo suas filhas para vizinhos, na rua, levando-as para a rua, ensinando-as o negócio, para sobreviver.”

Traverso disse que essa mentalidade torcida combinada com a pobreza criou a tormenta perfeita no Brasil, que agora leva uma reputação internacional de tráfico sexual de crianças.
A Operação Bênção espera transmitir seu documentário na televisão nacional brasileira, e também produzirá uma vídeo curto para as empresas aéreas que trarão os fãs da Copa do Mundo para os jogos.

A Operação Bênção também está trabalhando com outros ministérios para alcançar os fãs diretamente nos locais e falar abertamente contra a tragédia do tráfico.



Fonte: Julio Severo


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Traduzido por Julio Severo do artigo da revista Charisma: Traffickers Offering Flight, Hotel, World Cup—and Sex Slave—for $12,000

Odebrecht doa para Dilma, ganha contrato bilionário na Petrobras que, depois, tem superfaturamento apontado por PF e MPF.

Da direita para a esquerda, Fernando Pimentel, Marcelo Odebrecht (presidente do grupo), Dilma Rousseff 
e Graça Foster. Não é um saco de dinheiro que ela está assinando. Mas é como se fosse.
Um contrato entre a Petrobras e a construtora Odebrecht, firmado em outubro de 2010, período eleitoral, teria sido aprovado após acerto de uma doação equivalente a US$ 8 milhões (R$ 17,7 milhões) para a campanha de Dilma Rousseff, segundo reportagem da revista “Época”, publicada neste sábado. O contrato, no valor de US$ 826 milhões ( R$ 1,8 bilhão), previa serviços de segurança, meio ambiente e saúde em unidades da Petrobras no Brasil e no exterior. O contrato é investigado pela PF e pelo MPF. E a Petrobras está na iminência de uma CPI.

Segundo a publicação, o lobista João Augusto Henriques afirmou que montara a operação e que a ideia de que a Odebrecht fosse a construtora do projeto era dele. A doação foi acertada com o tesoureiro informal do PT, João Vaccari. Segundo João Augusto, as negociações tiveram início em 2009, época em que funcionava no Senado a CPI da Petrobras. De acordo com a revista “Época”, pelo acordo, o PMDB ajudaria a enterrar a CPI, relatada pelo senador Romero Jucá. Em troca, a direção da Petrobras, então comandada por José Sérgio Gabrielli, assinaria embaixo do projeto Odebrecht. E o contrato foi fechado.

Pouco mais de um ano, em janeiro de 2012, antes da posse de Graça Foster, auditores encontraram irregularidades graves no contrato. No relatório, os auditores diziam que o contrato deveria ser rescindido. Os auditores entenderam que a contratação fora equivocada, por causa do perfil das empresas convidadas e pelo prazo reduzido para apresentação de propostas. De acordo com auditores, o processo de contratação sequer tinha edital de convocação em língua estrangeira.

A auditoria preliminar apontava que a Petrobras determinara que os serviços relativos às refinarias de Pasadena, nos Estados Unidos, Bahía Blanca, na Argentina, e Okinawa, no Japão, deveriam ser submetidos a autorização específica antes de ser feitos. No caso de Pasadena, isso significou um aditivo de US$ 20,3 milhões ao contrato. Para os auditores, a regra não foi respeita e concluíram que a Odebrecht atribuiu preços elevados a serviços que serão feitos em maior quantidade durante a execução do contrato. A prática é conhecida como “jogo de planilha”, onde a empresa contratada lucra mais e a contratante costuma ficar no prejuízo.

Por causa do relatório, a presidente da Petrobras, Graça Foster, e sua equipe pretendiam anular o contrato. Ao saber disso, João Augusto e o PMDB reagiram. De acordo com a “Época”, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, procurou Graça Foster para impedir a anulação do contrato e chegou a mencionar as “contribuições políticas” decorrentes do contrato.

Depois disso, outra versão de auditora foi apresentada, a qual não recomendava a anulação do contrato. Em janeiro de 2013, a Petrobras anunciou a redução do contrato: de US$ 826 milhões, para US$ 480 milhões. (O Globo) 

BBC: Medo da bolha imobiliária


Emissora inglesa publicou matéria sobre o forte aumento dos preços dos imóveis

A emissora inglesa BBC publicou uma matéria nesta quarta-feira (30) discutindo o aumento no preço dos imóveis, na medida em que os salários cresceram e as hipotecas se tornaram mais fáceis de se obter. Entretanto, enquanto milhões de donos de imóveis se beneficiaram, outros lutam para pagar as contas.

A reportagem lembra que os preços começaram a aumentar quando o Brasil garantiu que hospedaria a Copa do Mundo, e continuaram a subir quando o Rio foi nomeado como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Juliana Guzman, dona da Rio Exclusive, companhia de propriedades luxuosas, afirmou à jornalista que todos falam sobre uma bolha imobiliária, mas que as pessoas continuam comprando no Brasil mesmo que os preços estejam altos, até porque vêem como uma oportunidade de ter um bom retorno no investimento.

De acordo com o índice do FIPE-ZAP, os preços subiram mais de 250% nos últimos seis anos. Em São Paulo, o aumento foi de 200%. Robert Shiller, o homem que preveu a bolha imobiliária que resultou no colapso do mercado nos Estados Unidos já avisou que o Brasil está enfrentando sua própria bolha. Entretanto, há opiniões contrárias. Mailson da Nobrega, ex-ministro das Finanças e fundador da consultoria Tendencias, afirmou à matéria que Shiller está errado. "Não é uma bolha clássica inflada pelo crédito. O crédito não é a fonte do aumento das propriedades no Brasil. A causa é um balanço entre a demanda e a oferta", aponta.

A autora garante que o financiamento imobiliário certamente se tornou mais fácil nos últimos anos. Só no ano passado, houve um crescimento de 32%. De qualquer forma, o financiamento ainda é uma proporção pequena da economia, menos do que 10%. Comparando com o Chile, a 20%, e aos Estados Unidos, com 70%, o Brasil ainda tem um longo caminho para percorrer, diz a matéria.

O economista Luis Vivanco acredita que a bolha é psicológica. "Os brasileiros tem uma mentalidade que, comprando uma propriedade, eles têm mais segurança do que colocando o dinheiro no banco. As pessoas se sentem mais ricas", sugere.


O texto infere que não existe dúvida de que o forte crescimento econômico nos últimos anos foi parcialmente motivado pelo aumento do crédito para o consumo: as pessoas vêm gastando um dinheiro que não têm, o que inclui a propriedade. Por outro lado, o Brasil está enfrentando agora uma diminuição do crescimento econômico e, em um esforço para minar a alta da inflação, a taxa de juros está no nível mais alto dos últimos dois anos. Todos estes fatores poderiam colocar um fim na sensação de riqueza para os donos de propriedade no futuro.