quinta-feira, 1 de maio de 2014

Olavo tem razão. Parabéns, professor


Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho completou 67 anos nesta terça-feira, 29 de abril, o dia em que comemorei o recorde de 1.217.590 visitas que meu blog recebeu na véspera. Isto seria impossível – tanto o espaço que ocupo hoje quanto o recorde – se não existisse a obra do maior educador brasileiro vivo (e, por isso mesmo, o mais odiado e difamado do país), que facilitou a minha compreensão da cultura ambiente e apontou o caminho para que me elevasse acima dela.

Na grande imprensa, que se derrama anualmente por qualquer Chico Buarque da patota, não houve nem uma palavra sobre o seu aniversário, é claro. Nas redes sociais, dezenas de milhares de leitores e alunos lhe prestaram a merecida homenagem, ainda que ele cisme em dizer: “Isto é muito mais do que mereço”, com o que seus “críticos” decerto concordam.

Falar em críticos de Olavo de Carvalho sem aspas é impossível, porque só o que há – para além dos ingratos vaidosos que aprenderam com ele, mas fingem ter descoberto tudo sozinhos – são militantes do anti-olavismo, que nunca leram um livro sequer do autor, muito menos escreveram uma crítica ou têm uma obra própria a apresentar, mas se julgam aptos para condenar a sua pessoa, o seu pensamento e os seus alunos, como se estes nunca tivessem estudado mais nada senão a sua obra mesma – e como se esta não levasse a outras milhares.
Olavo Tem Razão original 
Para que os incautos não caiam no engodo desses impostores cínicos (como os que comentarão no seu compartilhamento, leitor), e para que uma nova geração de jornalistas crie vergonha na cara ao menos durante esses 3 anos até Olavo completar 70, faço aqui um resuminho educativo, incluindo (no item VI) o prefácio que escrevi para o seu best seller, idealizado e organizado por mim, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, um dos livros mais vendidos do Brasil em 2013 e 2014.

Só os idiotas, de fato, não sabem ainda que #OlavoTemRazão.

Parabéns, professor. A minha gratidão é eterna como o seu legado.

I. OS ADMIRADORES:
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Em sentido horário: Jorge Amado, Carlos Heitor Cony, Paulo Francis, José Osvaldo de Meira Penna, Herberto Salles, Rodrigo Gurgel, Ângelo Monteiro, Roberto Campos. No centro: Bruno Tolentino
“Admiro Olavo de Carvalho não apenas pelo alto valor de sua obra intelectual, que inclui livros importantes sobre a filosofia aristotélica, sobre o relacionamento entre Epicuro e Marx e sobre a ‘revolução cultural’ provocada por Gramsci, mas também pelo vigor polêmico com que está enfrentando o que ele mesmo classifica como as ‘atualidades inculturais brasileiras’.”

J. O. DE MEIRA PENNA

“Temível inteligência e imbatível domínio filosófico.”

ÂNGELO MONTEIRO

“Olavo de Carvalho vai aos filósofos que fizeram a tradição ocidental de pensamento, dando ao leitor jovem a oportunidade de atravessar esses clássicos.”

PAULO FRANCIS

“Estupendo. Sua obra tem como que o sopro de uma epopéia da palavra, a palavra destemidamente lúcida e generosamente insurgente, rebelde e justa, brava e exata.”

HERBERTO SALES

“De reconhecida competência na área da filosofia, tem obtido grande sucesso tanto em suas pesquisas como no trato com seus alunos.”

JORGE AMADO

“Curiosamente, [Otto Maria] Carpeaux e Olavo [de Carvalho] não se conheceram. Um dos desencontros que eu considero mais cruéis do destino, uma vez que os dois, guardadas as posições radicalmente pessoais de cada um, tinham um approach idêntico da condição humana. Até mesmo na capacidade da exaltação e da polêmica. De minha parte, considero-me redimido por encontrar na presente edição das obras de Carpeaux o sonho que persegui durante anos mas para a qual não tive tempo e competência para realizá-lo.”

CARLOS HEITOR CONY

“Inexaurível erudição e incontornável honestidade intelectual… O clarim de uma adiada e temida ressurreição da independência crítico-filosófica da nação.”

BRUNO TOLENTINO

“Filósofo de grande erudição.”

ROBERTO CAMPOS

“Olavo de Carvalho leva-nos mais longe na busca pela sabedoria, salientando que não esquecer nossa condição mortal é o ponto de partida da investigação metafísica. Aqui, ele ultrapassa a filosofia – e assemelha-se aos mestres da espiritualidade monástica, que recomendam a reflexão sobre a própria morte para curar uma das mais nocivas doenças da alma: a acídia.”

RODRIGO GURGEL

*****

Mas não foi desses renomados intelectuais brasileiros o elogio favorito do filósofo:

“O maior elogio que já recebi na vida foi quando dei trinta reais a um mendigo negão no Rio de Janeiro. Ele olhou as notas com ar incrédulo e me chamou de CB: Çangue Bão. Vale por um Prêmio Nobel.” (O. de C.)

Veja também a lista mais completa:


Imperdível também as notas do autor sobre admiração – “um sentimento que se tornou raro e quase proibitivo no Brasil dos últimos anos” e que os idiotas confundem com puxa-saquismo.

II. OBRAS DE OLAVO DE CARVALHO

Em 26 de agosto de 2013, Olavo postou no Facebook a seguinte introdução à lista de seus livros, trabalhos editoriais, vídeos e cursos, que segue no link abaixo:

Olavo MentecaptosMODESTA CONTRIBUIÇÃO À EDUCAÇÃO DOS MEUS CRÍTICOS

Como determinados sujeitos adquiriram o hábito de condenar integralmente a minha obra com base em dois ou três programas de rádio que ouviram e um ou dois artigos de mídia que leram, forneço aqui uma breve lista dos meus trabalhos, a qual, embora ainda incompleta, lhes dará os recursos essenciais para que, conhecendo o meu pensamento com base documental suficiente, possam, com aquela pujança intelectual que os caracteriza, demoli-lo, desmascará-lo, reduzi-lo a pó num estalar de dedos e brilhar ante seus queridos aluninhos e devotas leitoras para todo o sempre. Peço aos visitantes desta página que, quando lerem por aí análises profundíssimas da minha pessoa e obra como aquelas que me dedicaram os srs. Apanhman, Bostone, Pirula, Poeteu e tutti quanti, sem contar outros mais conhecidos nos meios universitários e jornalísticos, enviem cópias desta lista aos autores de tais maravilhas, para reforçá-los naquele sentimento de domínio absoluto do assunto, que os levou a escrever o que escreveram.

VER A LISTA DAS OBRAS (até fim de 2013) – AQUI.

III. O ANTI-OLAVISMO

Organizei abaixo algumas respostas de Olavo de Carvalho às vigarices da militância:

1) Teses fundamentais

Olavo mentira brevidadeEm 16 de janeiro:

Teses fundamentais da filosofia do Olavo de Carvalho, refutadas e reduzidas a pó por Frank Jaava, Pirula, Maestro Bogs, Punheteu, Paulo Ghiraldelli, Eli Vieira e uma plêiade de outros doutores em filosofia internacionalmente reconhecidos:

1. A Pepsi faz adoçante com fetos abortados.
2. O Sol gira em torno da Terra.
3. O destino está nos astros, ligue já!
4. O petróleo não é combustível fóssil.
5. Cigarro não faz mal à saúde.
6. Lula é comunista.
7. Tudo neste mundo é decidido por meia dúzia de conspiradores.

Depois disso, que resta da obra desse astrólogo embusteiro metido a filósofo? Nada, picas, p@*** nenhuma. O homem está destruído, acabado, f****inho da silva. Só quem o leva a sério são jovens semi-analfabetos, olavettes que o idolatram e o obedecem cegamente.

2) Truques

Em 15 de janeiro:

É a mesma coisa de sempre: pepsi-cola, geocentrismo, cigarros, astrologia. Esse sujeito diz que leu, mas não leu nada, apenas reuniu várias críticas youtubísticas, todas baseadas nos mesmos truques de dar sentido absoluto a afirmações relativas, inflar hiperbolicamente o que eu disse ou negar fatos só porque parecem estranhos aos ouvidos de quem não os conhece. Vejam e dêem sua opinião livremente, like it or hate it.

Olavo e o homem medíocre
Em 16 de janeiro:

Os anti-olavistas em atividade não têm a mínima idéia do que se passa no debate científico internacional e por isso não sabem que as leis científicas que aprenderam no ginásio continuam sendo discutidas, contestadas e aperfeiçoadas no mundo civilizado. Imaginam que elas são verdades definitivas das quais só um louco ousaria duvidar. Para complicar mais as coisas, eles não conhecem duas regras elementares de lógica, segundo as quais (1) negar uma afirmação não é afirmar a sua oposta e (2) negar as provas de uma afirmação não é negar a afirmação mesma. Assim, pois, se digo que não há provas cabais do heliocentrismo e que a questão continua em discussão, concluem que estou defendendo o geocentrismo e, pior, fazendo-o contra todo o consenso cientítico atual. E, se digo que a teoria de Newton se baseia em premissas metafísicas que em si mesmas são impossíveis de provar (espaço e tempo absolutos), concluem que “refutei a lei da gravidade” e que portanto sou um doido. Soma-se a isso a compulsão irresistível de dar sentido absoluto a afirmações relativas, ou de atribuir a mim a autoria de notícias que simplesmente retransmiti de passagem, e tem-se então o panorama completo da mentalidade anti-olavista, ela mesma, talvez, o mais nítido sintoma da estupidez nacional.

OBS: Uma resposta à difamação sobre a Pepsi pode ser vista neste vídeo.

3) Astrólogos

Em 5 de novembro de 2013:

Trabalhei de astrólogo por dois anos, entre 1978 e 1980. Por achar que a técnica astrológica, embora não totalmente desprovida de valor, não entregava os bens que prometia, larguei a profissão há 33 anos. Daí as Genizahs e os Ghiraldellis tiram a conclusão altamente científica: “Olavo de Carvalho não é filósofo, é astrólogo.” Com muito mais razão, tendo em vista o maior tempo de prática, deveriam concluir também que:

fernandopessoareproducaoFernando Pessoa [foto 1] não foi poeta, foi astrólogo.
Henry Miller [foto 2] não foi escritor, foi astrólogo.
Johannes Kepler não foi astrônomo, foi astrólogo.
Carl G. Jung não foi psiquiatra, foi astrólogo.
Sto. Alberto Magno não foi frade nem filósofo, foi astrólogo.
Mohieddin Ibn ‘Arabi não foi filósofo, foi astrólogo.
Francis Bacon não foi filósofo, foi astrólogo.
Roger Bacon não foi frade nem cientista, foi astrólogo.
Giordano Bruno não foi filósofo, foi astrólogo.
Tommaso Campanella não foi escritor, foi astrólogo.
Geoffrey Chaucer não foi escritor, foi astrólogo.
Nicolau Copérnico não foi astrônomo, foi astrólogo.
William Drummond não foi poeta, foi astrólogo.
Abraham Ibn Ezra não foi rabino nem filósofo, foi astrólogo..
HenryMiller_MontagemMarsilio Ficino não foi filósofo, foi astrólogo.
Philip Melanchton não foi teólogo protestante, foi astrólogo.
Galileu Galilei não foi matemático, foi astrólogo.
Hipócrates não foi médico, foi astrólogo.
André Breton não foi poeta, foi astrólogo.
Raimundo Lulio não foi filósofo, foi astrólogo.
John Napier não foi matemático, foi astrólogo.
Carl von Reichenbach não foi químico, foi astrólogo.
O Papa Silvestre II não foi papa, foi astrólogo.
William Butler Yeats não foi poeta, foi astrólogo.
E assim por diante. A erudição dos meus críticos me deslumbra cada vez mais.

4) Erros

Em 6 de setembro de 2013, respondendo àqueles que usam erros banais de detalhe para invalidar a obra inteira e desmerecer o autor:

Aristóteles escreveu que as mulheres têm mais dentes que os homens. Se fosse brasileiro, haveria mil pirulas em cada esquina para zombar: Filósofo? Ha-Ha-Haaaaaaaa!

5) Anti-Olavettes

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IV. COMO SUPERAR OLAVO DE CARVALHO (segundo ele mesmo)

§ 1: Se você está tão ansioso para superar o Olavo de Carvalho, é fácil:

(1) Escreva dezesseis livros melhores que os dele, sem contar milhares de artigos de jornal não recolhidos em livros, e mais 20 mil páginas de aulas transcritas;

(2) Eduque alguns milhares de pessoas;

(3) Fure, sozinho, o bloqueio esquerdista na mídia e abra espaço para dezenas de opinadores dissidentes que antes não tinham a menor chance;

(4) Introduza na cultura do seu país algumas centenas de autores e livros indispensáveis, até então amplamente desconhecidos no meio editorial, acadêmico e jornalístico nacional;

(5) Produza, ao longo de décadas, análises políticas com previsões acertadas, em assuntos onde todo mundo errava;

(6) Escreva num estilo tal que mereça aplausos de escritores do porte de um Josué Montello, de um Herberto Sales, de um Antonio Olinto, de um Jorge Amado.

(7) Sem nunca ter feito um curso universitário, receba convites para dar conferências na Unesco, na Universidade Georgetown, na Atlas Foundation, no Unilog, no Hudson Institute e em mais não sei quantas instituições culturais e acadêmicas internacionais;

(8) Obtenha do governo dos EUA um certificado de que você é autor de uma obra literária e filosófica de valor internacional, habilitado portanto a receber um visto de permanência em razão das contribuições relevantes que possa fazer à cultura americana. Feito isso, cante vitória. Eu serei o primeiro a aplaudi-lo.

Olavo inconsciência§ 2: Em qualquer campo da atividade humana, para superar alguém você tem de CONCORRER com ele na mesma atividade em que ele se destacou. Se é futebol, você tem de jogar futebol. Se é música, você tem de tocar música. Entendeu ou quer que eu desenhe? Se você quer, portanto, superar alguém que se destacou como escritor, filósofo, jornalista e educador (e – a pedidos – “até astrólogo”), você tem de começar a concorrer com ele nesses campos, criando uma obra de escritor, filósofo, jornalista e educador (“e até astrólogo”). A pergunta, então, é: Quando vai começar? Se tudo o que você faz é falar mal do sujeito e pentelhá-lo com mensagens ranhetas no Facebook, você não está concorrendo com ele de maneira alguma, e não poderá superá-lo JAMAIS. Você não está atuando no campo dele e sim no da PENTELHAÇÃO, onde ele não se destacou no mais mínimo que fosse e no qual dificilmente ele desejará concorrer com você.

§ 3: Ninguém jamais construiu uma obra notável em qualquer área de atividade movido pelo desejo de superar alguém. Se você entra em campo com essa idéia, em vez de tentar prestar ao distinto público algum serviço que ele considere relevante, o distinto público não vai lhe prestar a mais mínima atenção, porque só quem está interessado em alardear que você é maior do que fulano ou beltrano é você mesmo e, na mais generosa das hipóteses, talvez a sua mãezinha.

§ 4: Se você está tão interessado em superar fulano ou beltrano, tudo o que você faz é em função dele e não de algum objetivo próprio e distinto. Você não terá portanto nenhuma existência própria e nunca passará de uma sombra, apêndice ou até caricatura daquele a quem deseja superar. Beethoven não se tornou Beethoven porque desejasse superar Haydn, mas porque desejava compor as músicas de Beethoven. Quando você vai parar de pensar no Olavo de Carvalho e começar a pensar no que quer fazer da sua porca vida?

§ 5: Lamento plagiar a Campanha da Fraternidade, mas, de fato, só o amor constrói. Pare de encher o saco e comece a fazer alguma coisa boa, ok?

V. ENTREVISTA DE OLAVO DE CARVALHO A GUILHERME MACALOSSI

Trecho: “Se o sujeito está seriamente desconfiado de que ele é um idiota, e em geral tem razão, então ele tem motivos para se sentir ofendido pelo título [do livro "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota"]. Agora: a mim, se me oferecem uma chance para deixar de ser um idiota, eu agarro essa chance com muita gratidão, como tive essa chance muitas vezes na vida. A idiotice é o destino do ser humano. Ninguém nasce sabendo. E nós, desde que nascemos, nós vivemos situações que são infinitamente mais complexas do que a nossa inteligência pode alcançar. Então estamos sempre sendo atropelados pela complexidade dos fatos. Então a idiotice é uma espécie de destino, é difícil escapar disso. Se alguém lhe oferece uma chance, estende uma corda quando você está se afogando, você tem que ficar grato em vez de ficar ofendido.”

Em outra ocasião, aliás, Olavo já sentenciou:

“A facilidade de sentir-se ofendido é sinal de mesquinharia.”


VI. PREFÁCIO DE FELIPE MOURA BRASIL PARA O BEST SELLER “O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER UM IDIOTA“

O mínimo que você precisa saber sobre a idiotice, o autor e o livro

A idiotice

Em grego, idios quer dizer “o mesmo”.
Idiotes, de onde veio o nosso termo “idiota”,
é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo,
que julga tudo pela sua própria pequenez.
Olavo de Carvalho

Pim Contigo idiotaVocê conhece pessoalmente algum idiota?

Só de ler a pergunta, talvez já lhe tenham vindo um ou dois à cabeça. Eu mesmo, enquanto escrevo, estou pensando em vários. Quem não conhece, não é? Que os idiotas estão por aí, creio estarmos todos de acordo (você, eu, Platão, Sertillanges, Nelson Rodrigues — um timaço, o nosso). Vou passar para a próxima pergunta.

O que você realmente faz para não ser um idiota, nem ser feito de idiota?

Bom, talvez esta seja um pouquinho mais difícil. Talvez você precise de um momento de reflexão e autoanálise. Se quiser, pode desviar os olhos do livro (eu costumo olhar para os pés) e pensar por mais alguns segundos em suas atividades anti-idiotice. Pensou?

Agora confesse: você já se fez essa pergunta antes? Sim? Não? Inconscientemente? Formulada de outra maneira? Ok. Mas alguma vez, ou agora, você respondeu a si mesmo, por exemplo, que estuda as estratégias dos canalhas? Seus métodos? Suas técnicas de manipulação? Suas ocultações? Seu legado no ambiente cultural?

Diga-me: como você pretende não ser um idiota, nem ser feito de idiota, se você pouco ou nada sabe sobre a história e os avanços da canalhice? Sim: os avanços. A canalhice é a ciência mais avançada do mundo atual— opera em escala global, inclusive — e o seu resultado é justamente a multiplicação de idiotas que jamais se dão conta de sê-lo.

Lembre-se:

Os pequenos canalhas se aproveitam da idiotice pronta. Os grandes a fabricam.

Nelson Rodrigues já alertava: “O mundo só se tornou viável porque antigamente as nossas leis, a nossa moral, a nossa conduta eram regidas pelos melhores. Agora a gente tem a impressão de que são os canalhas que estão fazendo a nossa vida, os nossos costumes, as nossas ideias. Ou são os canalhas ou são os imbecis, e eu não sei dizer o que é pior. Porque você sabe que são milhões de imbecis para dez sujeitos formidáveis.”

Se estou chamando você de idiota? Claro que não. Estou convidando você a escapar desse estado, ainda que futuro, conhecendo para isso, entre outras coisas, a influência de canalhas (ou imbecis) sobre “a nossa vida, os nossos costumes, as nossas ideias”, “as nossas leis, a nossa moral, a nossa conduta”, através da obra de um (hum) sujeito formidável, que vale por dez. Estou convidando você a enxergar não além, mas muito além do seu umbigo (e em benefício dele), ampliando a sua imaginação para conceber uma realidade infinitamente mais complexa (embora aqui mastigadinha, como se pode ver pelo índice) do que qualquer idiota supõe existir.

É melhor ser persuadido do que ser manipulado.

“Ninguém, hoje em dia”, escreve Olavo de Carvalho, “pode se dizer um cidadão livre e responsável, apto a votar e a discutir como gente grande, se não está informado das técnicas de manipulação da linguagem e da consciência, que certas forças políticas usam para ludibriá-lo, numa agressão mortal à democracia e à liberdade.”

Em outras palavras:
Você não precisa ser um gênio. Mas convém descobrir qual é O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

O autor

É um grande sinal de mediocridade elogiar sempre moderadamente. (Leibniz)

Olavo mínimo idiota citações fotoOlavo de Carvalho é uma inteligência demolidora.

Você vem com a frase feita, ele vem com a britadeira. Você vem com o reflexo condicionado, ele vem com o tratamento de choque. Você vem com o senso comum, ele vem com a história universal.

Para cada ideia compactada em slogan, ele tem um unzip terapêutico. Para cada cretinice repetida pelo processo inconsciente de copy and paste, ele tem um arsenal de rastreadores que localizam a fraude na origem, não sem revelar o seu percurso.

Como um educador de verdade, Olavo dinamita o mal que paralisa a sua inteligência e oferece as ferramentas com as quais você pode erguê-la, deixando claro que não fará isso por você, porque a educação é uma conquista pessoal.

“Educação”, ensina ele, “vem de ex ducere, que significa levar para fora”, exatamente o contrário do que se costuma fazer no Brasil, onde o simples diálogo entre pessoas de áreas profissionais ou “tribos” distintas tornou-se, senão impossível, no mínimo deprimente.

Se as universidades formam habitantes de cada departamento, Olavo orienta você a ser um habitante da cultura. Se as escolas fabricam um exército de militantes, Olavo indica o caminho para voltar a ser gente, de preferência madura. Se a mídia encobre a realidade com eufemismos, Olavo alfabetiza você de novo, chamando as coisas pelo nome, doa a quem doer. Se o empresariado dá provas de ódio ao conhecimento, Olavo dá receitas de como alcançá-lo, incutindo ao mesmo tempo este desejo. Se o ambiente visual urbano torna o essencial indiscernível do irrelevante, Olavo conduz você pela selva, enquanto vai ordenando o caos. Se o acesso a lazeres e prazeres ilimitados infunde nas pessoas um sentimento de culpa traiçoeiro, Olavo mostra com quantos sacrifícios se restitui a sanidade, em prol de uma felicidade duradoura.

Tudo com o mais autêntico bom humor. Tudo com o mais envolvente dos estilos.

JanineSeja em livros, artigos de jornal, apostilas de curso, aulas, vídeos ou programas de rádio, Olavo une a linguagem popular à alta cultura, no todo e nas partes, variando apenas, de acordo com o formato, a intensidade de cada uma, mas sempre com o poder de educar e divertir ao mesmo tempo os seus milhares de leitores, ouvintes e alunos, e com a coragem de expor ao ridículo a quadrilha de “intelectuais” que corrompe o país.

É um homem de fé, sem dúvida. “A fé”, dizia José Ingenieros, “se confirma no choque com as opiniões contrárias; o fanatismo teme vacilar diante delas e intenta afogá-las, enquanto agonizam suas velhas crenças”. Incapazes de manter suas ideias de pé no choque com as opiniões e argumentações demolidoras de Olavo, seus adversários tentam afogá-las, marginalizá-las e xingá-las — não raro fingindo-se alvos de insultos injustificados ou afetando superioridade à base de risadinhas — no intuito de afastar o público do mais breve contato com o autor.

Se você quiser obedecer ao comando e maldizê-lo sem ler ou fugir, fique à vontade.

Olavo de Carvalho não é para frouxos.

O livro

Regra: a busca da perfeição não é nada se não for inseparável da necessidade de difundir todo o bem que se possui. (Louis Lavelle)

Este livro é fruto espontâneo dos meus estudos da obra de Olavo de Carvalho e da necessidade incontornável de divulgá-la aos amigos, parentes, leitores e brasileiros em geral, da maneira que julgo mais objetiva, educativa e contundente para despertar suas inteligências e orientá-los em questões fundamentais da existência e da convivência humanas, sem deixar de mostrar como o ambiente cultural do país e a canalhice global interferem em cada uma.

Dado o abismo cada vez maior entre o universo midiático-educacional e a realidade, e portanto entre o povo exposto às classes falantes e os verdadeiros sábios, as recomendações de leituras esparsas via e-mail ou link nas redes sociais, muito embora importantes, não me pareciam suficientes para cumprir estes objetivos, de modo que tratei de montar um material ao mesmo tempo consistente e abrangente que eu pudesse atirar no colo das pessoas ao meu redor, sobretudo as mais dispostas a discutir o que não estudaram, e dizer:

“Toma. Sem isto aqui, não dá nem para começar a conversar.”

Sim. É verdade que Olavo de Carvalho publicou outros livros extraordinários, que também devem ser lidos por quem queira avançar na vida intelectual, mas nenhum deles facilita tanto a vida do leitor comum — leigo ou iniciante em assuntos políticos e técnicas filosóficas — quanto este, do qual só não se pode dizer que o pega pela mão porque seria mais correto dizer que o pega pela orelha, não sem lhe dar umas boas e merecidas palmadas por ter vivido tanto tempo como um bichinho, sem saber que diabos está acontecendo.

Se “a suprema alegria de um professor (…) é a de poder abrir a seus alunos um horizonte bem maior que a circunferência de um prato de lentilhas”, a do organizador de sua obra é torná-la ainda mais atraente e acessível ao grande público, em prol da formação de uma elite pensante não apenas capaz de distinguir um prato de lentilhas de todo o legado da cultura universal, mas também de perceber que a absorção deste último pode ser bem mais nutritiva.

Em busca deste resultado, nada mais natural do que recorrer aos artigos jornalísticos de Olavo de Carvalho, chamarizes instigantes de uma obra quase inabarcável e sob o impacto dos quais muitos de seus leitores — os menos frouxos, modéstia à parte — saem em busca de suas aulas, descobrindo, então, as dimensões infinitamente maiores da sabedoria do filósofo — para muito além, é claro, da caricatura que dele fazem seus adversários políticos e do próprio rótulo de “polemista”, quase sempre usado no Brasil para rebaixar quem exibe provas, documentos e análises lógicas irrefutáveis a um nível igual ou inferior ao daqueles que fazem discurso histérico-militante.

OlavoTemRazãoNa maior parte dos casos, a polêmica está nos olhos de quem não lê.

Este livro, no entanto, não é uma simples compilação de artigos, mas sim uma compilação de temas essenciais — todos eles renegados à obscuridade no país —, sobre os quais os artigos vêm lançar luz, importando para a seleção menos a data e o veículo em que foram publicados do que o potencial de cada um em iluminar esses temas, ainda que, em favor da abrangência, eu tenha priorizado os mais sintéticos entre os milhares que reli ou descobri durante este trabalho, enquanto me perdia, como tantos leitores, ouvintes e alunos, nas páginas virtuais do site de Olavo de Carvalho.

Tratei, pois, não apenas de organizar aquele empilhamento sem fim de textos, mas de resgatar na obra jornalística recente e antiga do autor o que ela tem de atemporal, de ferramenta útil à compreensão da realidade em outras circunstâncias para além daquelas das quais cada texto emergiu, não sem a intenção de exemplificar o quanto o jornal também é, ou deveria ser, um espaço para análises capazes de sobreviver ao tempo — e até de prever, com acerto, uma infinidade de acontecimentos —, sendo bem mais do que o simples comentário das notícias da semana. Não é porque a notícia envelhece, afinal, que a reflexão correspondente deve envelhecer junto.

Se há (e garanto: como há!) uma dificuldade em agrupar textos de Olavo de Carvalho por temas para fins editorais, isto se deve não à obsolescência deles, mas, pelo contrário, ao fato de o autor buscar sempre a unidade por trás das manifestações isoladas e os fundamentos por trás das discussões públicas, o que torna cada texto seu um amálgama (duradouro) dos elementos mais díspares, entre os quais só um organizador irresponsável (ou obsessivo) como eu ousaria procurar um fio condutor interno e comum a outros textos, capaz de justificar o nome e a composição de capítulos e seções — uma raridade compreensível, aliás, em seus livros, cujas seleções costumam ser justificadas apenas pelo título geral da obra e limitadas aos artigos recentes.

Olavo reinoDe todo modo, como os textos de Olavo de Carvalho são sobre tudo e mais alguma coisa, cada capítulo deste livro contém um tanto dos temas de outros; e, portanto, nenhum se esgota em si mesmo, mas sim fornece a base mínima para a compreensão dos demais. Por exemplo: como falar de Cultura sem falar de Conhecimento? Pior: como falar de Obama sem falar de Mídia, Ocultação e Manipulação? No entanto, há seções ou capítulos isolados com cada um (ou dois) desses nomes, podendo o leitor recorrer às suas especificidades para entender melhor o todo, sem deixar de ter alguma visão do todo dentro de cada um.

Se seguir a ordem é importante? Sim e não. Ela tem decerto um propósito, qual seja, o de guiar o leitor a partir das questões individuais de formação da personalidade, de busca da sinceridade, do sentido da vida e do conhecimento, de obtenção enfim das ferramentas mentais e morais necessárias para não ser um idiota, para depois introduzi-lo gradativamente (ou violentamente, dependendo do caso) em problemas culturais, sociais, políticos e intelectuais, cujos efeitos sobre a sua visão de mundo, a sua psique e as suas ações são bem maiores do que ele (você?) talvez imaginasse antes.

Por viver no Rio de Janeiro (e no facebook), entre inúmeras pessoas que só de ouvir a palavra “política” saem correndo desinteressadas do que quer que se diga depois, quisera eu ter empurrado para o fim — ou para fora — deste livro as partes referentes a ela, mas a culpa não é minha nem de Olavo de Carvalho se a politização de tudo, da linguagem à vida humana, foi e é instrumento e causa da idiotização geral, da qual já não se pode escapar sem entender minimamente a atuação dos grupos que disputam ou monopolizam o poder, manipulando e demolindo as consciências. Se o capítulo Revolução, portanto, vem antes de Educação, Religião e Linguagem, por exemplo, é porque já não se pode compreender o estado destas sem compreender o estágio daquela.

Contudo, convém ressaltar: este é um livro educativo; não didático. O leitor seguramente encontrará pelo caminho referências a questões que só serão examinadas em detalhe mais adiante — ou mesmo fora do livro, posto que seu objetivo também é servir de convite à obra do autor —, de modo que pode usar e abusar da liberdade de escolher a sua própria ordem de leitura e até os temas de sua predileção, como se estivesse diante de uma minienciclopédia carvalheana, eterna fonte de consultas para esclarecimentos variados.

Olavo comunismoSe, em vez de encher o índice de descrições, usei apenas uma palavra (Vocação; Inveja; Democracia) para nomear os capítulos, e uma ou duas — ora em par (como Analfabetismo & Glória; História & Besteirol), ora em oposição (como Sociedade x Culpa; Revolucionários x Mundo Melhor) — para as seções, não é (só) porque sofro de TOC literário (e você não imagina com que dor me rendi ao famigerado “Mundo Melhor”, composto por abomináveis duas palavrinhas em vez de uma), nem (só) porque quero atrair o maior número de leitores, mas pelo simples fato de que, salvo algum novo padrão revolucionário de conduta, ninguém vai a um restaurante (nem a um bordel, soprou-me o diabo) para comer o cardápio. Quanto mais preciso e visual ele for, creio, mais favorecerá o apetite — agora e para sempre.

De resto, só a assimilação do conteúdo fará o leitor notar que Gayzismo, por exemplo, não é, no mundo real, um capítulo isolado como é no livro; mas se alguns temas não vêm dentro de outros que o englobam ou que lhe deram origem, é justamente pelo motivo citado, isto é: eu não quis transformar o índice em uma árvore genealógica mais complexa do que já é, incluindo itens como o 3.7.4.2 da seção 5.6.1 do capítulo 8 parte B; muito menos deixar metade do livro dentro do capítulo Revolução. Ou seria Criminalidade?

Jorge Luis Borges escreveu em O Aleph: “O que viram meus olhos foi simultâneo; o que transcreverei, sucessivo, pois a linguagem o é. Algo, entretanto, registrarei.” Olavo de Carvalho, como Borges, vê tudo simultaneamente na realidade, transcreve de forma sucessiva em cada texto — embora muitos pareçam em 3-D —, e eu, contando que o leitor vai tirar conclusões menos do índice do que da leitura do livro, organizo-os de forma sucessiva, também, por seções e capítulos. Algo, entretanto, registraremos.

Olavo espíritoNeste “algo”, estará decerto o analfabetismo funcional e moral das classes falantes, tema recorrente na obra do autor e no presente livro, ainda que este não seja uma documentação, como o best seller O imbecil coletivo, da “redução da vida intelectual a megafone de interesses partidários” através da análise do discurso de seus representantes. Digo isto para o caso de leitores desconfiados ou mal-intencionados não encontrarem nesta compilação — temática, repito — prova suficiente de que o sistema de ensino e os meios de comunicação brasileiros foram quase inteiramente ocupados pela pseudointelectualidade esquerdista, já que aqui a prioridade é, além de descrever o quadro geral, oferecer, em doses homeopáticas, os meios de descontaminação moral e linguística de seus venenos idiotizantes.

Da juventude à maturidade, do fingimento à sinceridade, da economia à cultura, da ciência à religião, da linguagem à discussão, da militância à vocação, do regime militar ao petismo de Lula e Dilma, do governo de George W. Bush ao de Barack Hussein Obama (passando pela Guerra do Iraque e pela crise financeira americana), da democracia à ditadura mundial, do capitalismo ao socialismo — de tudo a mais um pouco, enfim, não há tema obscuro que os donos do microfone não obscureçam ainda mais. E não há melhor antídoto para o provincianismo mental brasileiro do que ler Olavo de Carvalho.

Este livro, cuja gestação também me serviu de automedicação, é, portanto, uma tentativa dupla: a de organizar o saber — “condição mais óbvia para o desenvolvimento da inteligência”, segundo Olavo — e a de compartilhá-lo, a fim de “levar para fora” o leitor e consolidar aquilo que o nosso maior filósofo e educador definiu em “Espírito e cultura: o Brasil ante o sentido da vida”:

Olavo Tem RazãoAcontece que a esse impulso fundamental [para o conhecimento] corresponde um outro, derivado mas não menos forte: aquele que leva o homem que entreviu a ordem e o sentido a desejar repartir com os outros homens um pouco daquilo que viu. Não há certamente maior benefício que se possa fazer a um semelhante: mostrar-lhe o caminho do espírito e da liberdade, pelo qual ele pode se elevar a uma condição que, dizia o salmista, é apenas um pouco inferior à dos anjos. Tal é, substancialmente, a forma concreta do amor ao próximo: dar ao outro o melhor e o mais alto do que um homem obteve para si mesmo. Amamos o nosso próximo na medida em que o elevamos à altura dos anjos. Fazemos-lhe o mal quando o rebaixamos à condição de bichinho, seja com maus-tratos, seja com afagos. Nessas duas exigências está contida, dizia Cristo, toda a lei e os profetas.

Neste livro está contido, digo eu, um pouco do melhor e do mais alto que obtive para mim mesmo.

Eu vi Olavo de Carvalho. E agora o reparto com você, leitor, na esperança de que também se afaste da condição de bichinho e se eleve à altura dos anjos.

Se eu acho que você deve agradecer a mim, à Editora Record e a quem lhe indicou ou deu de presente este livro por tamanho gesto de amor?

“Ora porra!”, como diria Olavo.

Sem dúvida que sim.


sementes brasil
“Guardamos no coração as sementes do velho Brasil, na esperança de replantá-las um dia.” (O. de C.)

Novamente, Dilma e o PT "roubam" os 27 milhões de brasileiros que descontam e/ou pagam Imposto de Renda.

 
Ontem, no seu pronunciamento politiqueiro de demagógico em “homenagem” ao trabalhador,  Dilma Rousseff anunciou que a tabela do Imposto de Renda (IR) será corrigida em apenas 4,5%, quando a sua defasagem alcança 61,42%.  E quando a inflação oficial já atinge 6,5%.

Todos os brasileiros que recebem acima de R$ 1.710,79 já descontam 7,5% de IR na fonte. Se a tabela estivesse calculada corretamente, a cobrança começaria em R$ 2.761,55, o que livraria do desconto obrigatório as pessoas que percebem até quatro salários mínimos mensais. Assim, quem ganha menos de dois e meio mínimos já desconta na folha de pagamento.

Dilma esfola o trabalhador com uma correção de apenas 4,5% para quem dá duro todos os dias. E, para os beneficiários do Bolsa Família, autoriza um aumento de 10%. É a busca desesperada de frear a queda das pesquisas eleitorais, que já a colocam com apenas 33% das preferências.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Renan agora diz que vai instalar duas CPIs exclusivas da Petrobras; é a marcha da irracionalidade. E a questão do medo


Aloysio Nunes: governo está com medo porque, na CPI, as línguas se destravam
Aloysio Nunes: governo está com medo porque, 
na CPI, as línguas se destravam
Em vez de uma, podem ser instaladas duas CPIs da Petrobras. Eis um sintoma da mais absoluta irracionalidade que tomou conta das hostes governistas. Vamos pensar um tantinho e pôr um pouco de lógica nessa conversa. Os defensores da CPI mista conseguiram o número necessário de assinaturas no Senado e na Câmara, que é um terço em cada Casa. Nesta última, aliás, houve a adesão de 230 deputados — bastavam 171. Há 30 senadores — bastavam 27. Ora, deixar de instalar, então, a comissão conjunta por quê?

A crispação era tal entre os deputados que muitos, e não só os formalmente ligados à oposição, ameaçavam recorrer ao Ministério Público e ao Conselho de Ética do Senado contra Renan. Há mais: a decisão de Rosa Weber, do STF — em favor da CPI exclusiva da Petrobras — não determinou a sua instalação nesta ou naquela Casa. A ministra se pronunciou sobre a essência e a natureza do processo de investigação como um direito fundamental da minoria — logo, alcança também uma comissão mista.

Em entrevista concedida nesta terça à noite ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, o senador Aloysio Nunes Ferreira, líder do PSDB,  afirmou que a oposição indicaria, sim, os nomes da CPI do Senado, mas que não havia aberto mão, de jeito nenhum!, da comissão mista, também com os deputados. E, como ele observou, é claro que esta é preferível àquela. Mas, se for o caso, afirmou Nunes, que se façam, então, duas comissões.

O governo quer agora restringir a investigação apenas ao Senado porque considera ter mais controle sobre essa Casa Legislativa do que sobre a Câmara — coisa, aliás, que deveria deixar os senadores irritados porque passam a ser tratados como capachos do Executivo.

No fim da noite desta terça, Renan convocou líderes da oposição e afirmou que vai instalar, na próxima terça-feira, as duas CPIs exclusivas da Petrobras: uma só com senadores e outra mista. Faz sentido? Nenhum! Se o governo não queria CPI nenhuma e, depois, acabou concordando com a do Senado ao menos, em que esta comissão mudaria o conteúdo da mista?

Pior: o homem que anunciou a disposição de instalar as duas comissões anunciou que não desistiu de apelar ao Supremo para impedir as CPIs só da Petrobras. Ele quer porque quer aquela comissão X-Tudo…

Na entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, Aloysio Nunes resumiu: “O governo não queria de jeito nenhum a CPI da Petrobras. Está apavorado com essa história. A CPI é um catalisador de informações que já estão vindo de todo lado. Dentro da Petrobras, você tem muita gente, técnicos qualificados, que não se conformam com aquilo que aconteceu, que vem acontecendo na Petrobras. Então, muitas línguas vão se destravar”.

Tomara! E só para concluir: ter duas CPIs é um troço de tal sorte irracional que me parece que o mais provável é que se instale mesmo a CPI mista!

Aécio promete ser o Presidente do Agro.

 
O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), pré-candidato a presidente da República, disse nesta quarta-feira, ao chegar à Agrishow, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que se autointitula "o candidato do agronegócio". A declaração ocorre após uma série de críticas de líderes do setor ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à reeleição, e da cobrança de projetos efetivos por parte dos candidatos à sucessão.

"Eu tenho muito orgulho de me intitular o candidato do agronegócio, o agronegócio produtivo que gera renda, empregos, divisas ao Brasil", disse Aécio, que foi aplaudido por vários líderes do setor ao chegar à feira em Ribeirão Preto. De acordo com o senador, a Agrishow é um retrato do País "que dá certo, do Brasil que empreende, que sustenta outros setores".

Na avaliação de Aécio, o Brasil, mesmo com indicadores extremamente baixos, ainda cresce com vigor do agronegócio. O tucano repetiu que os setores agrícola e pecuário no Brasil são extremamente eficientes da porteira para dentro, mas sofrem com os problemas logísticos, além da tributação e do seguro rural "ineficiente".

Ele defendeu a execução de uma política externa mais ousada que abra novos mercados. O presidenciável citou ainda a crise no setor produtivo de açúcar e etanol, o qual, segundo ele, foi "desmontado" pelo atual governo, com o fechamento de dezenas de usinas.

Por fim, Aécio ironizou a ausência de Dilma na Agrishow - ela esteve apenas como pré-candidata em 2010 - e prometeu que, se eventualmente for eleito presidente, estará na feira todos os anos. A ironia se estendeu ainda à provável ida de Dilma no sábado à Expozebu, em Uberaba, Minas Gerais, Estado que foi governado por Aécio. "Desde que se apresentou como pré-candidata ela voltou a ir a Minas e lá será bem recebida com a hospitalidade tradicional", concluiu. (Estadão)

Para minimizar casos de corrupção, PT tentou transformar José Dirceu e Genoino em mártires


jose_dirceu_39Pela culatra – Quando o assunto é o Partido dos Trabalhadores, nada acontece por acaso. Depois de mais de uma década protagonizando seguidas cenas de banditismo político, o partido do governo agora busca de forma desesperada esculpir às pressas alguns mártires, até porque na seara petista sobram vilões: Eduardo Gaievski, Gleisi Hoffmann, André Vargas, Alexandre Padilha, Rosemary Noronha, Lula e outros tantos. Sem contar os mensaleiros, que rechearão os debates eleitorais que se avizinham.

Com a Operação Lava-Jato, da Polícia federal, prometendo fazer estragos por muitos meses, de acordo com o que apurou o ucho.info, o PT tentou amenizar o estrago e saiu em busca de alguma situação compensatória.Eis que surgiu a ideia de transformar os mensaleiros José Dirceu e José Genoino em vítimas do Judiciário.

O primeiro a participar da estratégia foi Dirceu, que recebeu a visita de integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Os esquerdistas da CDHM fora ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para conferir as condições em que o Ali Babá do Mensalão do PT cumpre a pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal. E o tiro acabou saindo pela culatra, pois os parlamentares encontraram um televisor e um forno de microondas na cela do ex-chefe dos mensaleiros.

Como era de se esperar, os “companheiros” de esquerdismo classificaram a situação como absolutamente normal, mas trata-se de gritante situação de regalia. Ora, se os comunistas defendem a tese de “tudo comum a todos”, que os outros 500 mil presos espalhados pelo Brasil tenham as mesmas regalias que José Dirceu et caterva. Do contrário, que os mensaleiros da próxima vez cometam atos de corrupção em algum país nórdico, onde todos os presos são tratados com regalias.

A segunda tentativa petista para produzir um mártir coube ao deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do mensaleiro José Genoino. Condenado a quatro anos e oito meses de prisão pelo STF, Genoino cumpria temporariamente a pena em regime domiciliar por causa de alegada cardiopatia, que não se comprovou em recente laudo médico enviado à Corte. Com isso, Genoino terá de se juntar aos mensaleiros que já estão passando uma temporada na Papuda.

Antes da decisão do ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, anunciada nesta quarta-feira (3), José Nobre Guimarães fez mais um discurso inflamado na Câmara dos Deputados, com o objetivo de transformar Genoino em vítima da Justiça. Acontece que a empreitada foi mal sucedida e Guimarães, mentor do escândalo dos “dólares na cueca”, teve que engolir o palavrório que apontava o irmão como detentor de grave estado de saúde.


Como sempre afirma o ucho.info, na política inexistem coincidências. Por isso os brasileiros devem estar atentos a qualquer movimento, mesmo que aparentemente inocente, pois golpes rasteiros como os dessa semana devem surgir pelo caminho.

Resposta ao senador Randolfe Rodrigues

Por Maria Joseita Brilhante Ustra

Senador Randolfe Rodrigues - PSol-AP
"Foi trasmitindo hoje, 29/04, na TV Senado ás 12:40 horário de Brasília, o senador comunista defensor de terroristas, Randolfe Rodrigues do PSOL na Comissão de Direitos Humanos, questionando sobre o site da esposa do coronel Brilhante Ustra, o ilustre Verdade Sufocada, citando matéria do Jornal o Dia onde foi o primeiro a dar a notícia da morte do coronel Magalhães(sic) 31 minutos antes de qualquer canal de notícia, insinuando que os militares estão envolvidos na morte dele.

Que moral tem esse bolivariano...” (recebido por e-mail)

Veja abaixo o vídeo enviado por colaborador (com nossos agradecimentos) juntamente com e-mail:


Senador Randolfe Rodrigues (PSOL – AP),

Além das suas declarações, feitas no Senado Federal, e das demais acima reproduzidas no e-mail recebido, o senhor, segundo matéria publicada no jornal O Globo, de 29/04/14, o senador declarou que “a Policia Civil fluminense, responsável pelas investigações do caso, aposta na hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), mas o fato de a notícia ter sido dada em primeira mão por volta das 13h de sexta-feira pelo site “Verdade sufocada”, mantido por militares da reserva defensores do período do regime militar, intriga quem acompanha o caso”.

Desejo-lhe informar, senador Randolfe, que está muito enganado. Este site é da minha total responsabilidade, não de militares da reserva e não tenho procuração de miltares e ajuda financeira de ninguém. Sou civil e nos últimos 20 anos tenho me dedicado ao estudo da luta armada no Brasil, pois revolta-me a doutrinação do povo pela esquerda radical e políticos oportunistas.

Creio que Vossa Excelência sabe muito bem, pois é de um partido trotskista, que a luta contra o regime militar não era pela democracia.

Hoje, finalmente, alguns historiadores e atuantes militantes da luta armada já declararam que jamais pensaram em liberdade e democracia, quando iniciaram a preparação para a luta armada. A motivação era implantar uma ditadura do proletariado e para isto era necessário derrubar o Regime Militar, ou mesmo o presidente Jango, se não tivesse havido a Contrarrevolução que impediu o golpe dos que defendiam o  comunismo.

Não se precipite nos seus julgamentos. O fato do site publicar  em primeira mão, como o senhor afirmou no Senado e no Jornal O Globo, mostra apenas, o interesse de levar, o mais rápido possível, ao conhecimento dos nossos visitantes notícias que recebemos, depois de confirmá-las.

Tenho , felizmente, uma rede de informantes, civis e militares, que por meio de e-mais ou telefone (que consta no livro e no site) passam-me notícias que acabaram de tomar conhecimento.

A tentativa de insinuar a ligação dos militares com a morte do cel Malhães, soa simplesmente ridícula. Não quero seguir a sua insinuação, senão poderia postar uma teoria da conspiração e prejulgar que os radicais de esquerda praticaram o crime para incriminar os militares...

Concordo com o parlamentar: o crime até o momento parece deveras intrigante, mas não  omiti opiniões, porque são apenas conjecturas, mas penso, veja bem, penso que quem praticou este crime só poderia querer incriminar os militares...

O que faço é  “jornalismo”, amador, reconheço, mas bastante usado atualmente na Internet, acreditamos que a mesma é uma fonte muito poderosa.

Aliás, senador, se o senhor entrar no site, em BUSCA e digitar o seu nome, encontrará várias matérias onde, por diferentes motivos, o senhor é citado.

Aproveitando a ocasião, sr Randolfe, quando quiser passar uma notícia de última hora, urgente, se for para o bem do Brasil, tenha certeza, estou às ordens. Trabalho no site em horário integral de segunda a domingo. Tenha certeza que a fonte será preservada...

Atenciosamente

Maria Joseita Brilhante Ustra
Responsável pelo site A Verdade Sufocada


Alckmin sobre a exportação de haitianos pelo Acre: “É preciso ter responsabilidade”


Governador Geraldo Alckmin sobre "exportação" de haitianos: "É preciso ter responsabilidade"
Governador Geraldo Alckmin sobre “exportação” de haitianos: 
“É preciso ter responsabilidade”
Em entrevista na noite desta terça ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, que vai ao ar, todos os dias, às 18h, o governador Geraldo Alckmin afirmou que é uma irresponsabilidade o governo do Acre enviar imigrantes haitianos para São Paulo sem qualquer critério.

Não há exagero nenhum nisso, não. Mas moderação. O governo do Acre merece é ser denunciado em organismos internacionais de defesa dos direitos humanos. De resto o governador Tião Viana, do PT, ultrapassou todos os limites do bom senso. Resolveu, apenas para criar caso, processar, alegando danos morais, a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, Eloisa de Souza Arruda. Por quê? Porque ela considerou inaceitável a forma como os haitianos foram despachados para São Paulo.

Na entrevista concedida ontem ao programa, Alckmin também decidiu pôr os pingos nos is. O governador comentou como se deu a chegada dos haitianos a São Paulo: “Fomos totalmente pegos de surpresa. Não recebemos nenhum comunicado, nenhuma informação, nenhum aviso prévio, nem do governo do Acre nem do governo federal, que é responsável pela imigração. O responsável pelo visto de entrada, pelo visto de imigração, é o governo federal. A carteira de trabalho também é área federal. Simplesmente foram chegando ônibus, ônibus e ônibus aqui a São Paulo, uma coisa até desumana, porque as pessoas não têm local adequado para se instalar”.

Diante da acusação feita por Tião Viana de que as críticas à chegada dos haitianos eram uma manifestação de preconceito, Alckmin afirmou: “Está no nosso DNA um estado sem preconceito, um estado aberto, cosmopolita, um estado multirracial. Agora nós não podemos fazer é irresponsabilidade… Chegar pessoas, sem aviso nenhum. Não são cinco ou seis… São 500, 600, 800. Isso não é adequado. E o governo federal tem responsabilidade. É responsabilidade federal”.

É isso aí. E que fique claro! Pergunto: as entidades que defendem os direitos humanos não pensam, por exemplo, em denunciar Tião Viana para a Corte Interamericana de Direitos Humanos? Ou petistas têm licença para despachar imigrantes como quem se livra de um entulho?

Presidente do STF determina o imediato retorno de José Genoino ao presídio da Papuda


jose_genoino_27Sol quadrado – Acabou a farsa do mensaleiro José Genoino Neto. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, determinou nesta quarta-feira (30) o imediato retorno do petista à prisão. Genoino, que foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por participação no Mensalão do PT, cumpria pena em regime domiciliar por conta de alegada cardiopatia grave.

Em 2013, o ex-presidente do PT submeteu-se a uma cirurgia para correção de dissecção da aorta, mas a doença não serviu para garantir prisão domiciliar, que vinha sendo cumprida desde novembro passado em confortáveis mansões de Brasília.

Com a decisão tomada pelo presidente do STF, José Genoino terá 24 horas, após a intimação, para se apresentar ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR) do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde também cumpre pena José Dirceu, seu companheiro de Mensalão e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. No caso de Genoino não se apresentar espontaneamente, o Supremo expedirá mandado de prisão.

“Indefiro o pedido de conversão do regime prisional do apenado José Genoino Neto. Determino o imediato retorno do apenado ao sistema prisional do Distrito Federal, onde deverá cumprir sua pena”, destacou Barbosa em seu despacho.

Laudo médico assinado por cardiologistas da Universidade de Brasília (UnB), entregue ao STF, apontou que o estado de saúde de Genoino está “plenamente estabilizado” e, portanto, o condenado não deve ser submetido à prisão domiciliar.

A defesa do petista, que pleiteava a prisão domiciliar em caráter definitivo, informou que cumprirá a decisão judicial tão logo seja intimada.

Há dias, o deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão de Genoino, disse que o estado de saúde do mensaleiro era grave e que ele não poderia correr qualquer risco.


Como noticiou o ucho.info, Guimarães não é médico e muito menos tem conhecimento sobre cardiologia, por isso seu discurso inflamado na Câmara não passou de mais uma tentativa chicaneira de evitar o retorno de Genoino à prisão, de onde jamais deveria ter saído. Por crimes muito menos graves, milhares de brasileiros mofam nos presídios espalhados pelo país, sem qualquer tipo de regalia.

Notícia da morte do coronel Paulo Malhães saiu primeiro em site de militar

Juliana Dal Piva - O Dia

Ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo divulgou notícia 31 minutos antes da imprensa



Rio - Entre as primeiras pessoas que souberam da morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães na sexta-feira está o também coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo (1970-1974). O DIA descobriu no Twitter do site de Ustra “A Verdade Sufocada” uma postagem sobre o assassinato de Malhães às 13h08 — 31 minutos antes da primeira notícia em página de empresa jornalística, às 13h39. O site “A Verdade Sufocada” tem o mesmo nome do livro escrito por Ustra, com sua versão sobre a repressão.

 No site de Ustra, a informação sobre a morte do coronel Malhães foi divulgada às 13h08 da sexta-feira

Observação do site www.averdadesufocada.com  : Quantas vezes eu vou ter que repetir que o site não é de militar. Será que ninguém acredita que, em pleno século 21, mulheres não são capazes de serem responsáveis por sites que não postem apenas assuntos como moda, culinária, beleza, novelas e outros bem mais leves e agradáveis do que este?
Leia acima resposta ao pronunciamento do Senador Randolfe Rodrigues (PSol - AP), sobre o mesmo assunto.

Não sei como ainda o deputado Natalini não fez um relatório com 100 pontos que incriminassem o cel Ustra com a morte do Cel Malhães, como o que fez com o acidente de JK, que foi rejeitado pela CNV? 

 A postagem no Twitter traz um link para a matéria no site do militar. A notícia diz que Malhães foi morto com quatro tiros. Há também uma referência ao assassinato do coronel Júlio Molinas Dias em 2012, e que ele guardava em casa documentos do caso Rubens Paiva.

A polícia informou na sexta-feira que o corpo de Malhães tinha sinais de asfixia. A viúva, Cristina, contou que os bandidos cortaram o telefone da casa. O coronel Ustra mora em Brasília.

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, considerou a informação importante para as investigações. “Esse levantamento vai ser importante. Acredito que vão ter que ouvir pessoas em função disso. É uma informação relevante”, afirmou Dallari, que ressaltou que todas as hipóteses devem ser investigadas.

O assessor da Comissão da Verdade de São Paulo Ivan Seixas disse que o site é uma referência entre os militares. “É a mais importante referência dos torturadores. É altamente suspeito ter essa notícia antes mesmo da própria imprensa. Isso chama a atenção e acho que devíamos exigir que a PF entre no caso”, observou Seixas.

Observação do site: Não sei, também, como Ivan Seixas não disse que viu ou que alguém lhe contou que o cel Ustra estava no dia do crime pelos lados da Baixada Fluminense no Rio, com uma equipe?
Desculpem a ironia num caso tão sério e triste como a morte de qualquer pessoa, mas  Ivan Seixas "esteve presente ou soube" de todos os casos em que o Cel Ustra é acusado de tortura, morte ou sequestros. Pelo visto  ele é onisciente e onipresente!

Durante entrevista ao DIA em março deste ano, Malhães contou que ele e Ustra tinham trabalhado juntos em algumas operações. Ustra também prestou depoimento à Comissão da Verdade, em maio de 2013. Na ocasião, negou sua participação em torturas e assassinatos.

Procurado para falar sobre o caso do coronel Paulo Malhães, Brilhante Ustra não retornou até o fechamento da edição.

MPF apreende documentos e computadores

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e a Polícia Federal cumpriram ontem mandado de busca e apreensão na casa do coronel reformado Paulo Malhães, em Marapicu, em Nova Iguaçu.

Durante as buscas foram apreendidas três computadores, mídias digitais, agendas e documentos do período da ditadura, inclusive relatórios de missões das quais Malhães participou.

Peritos estiveram no sítio, em Nova Iguaçu, em busca de material que possa levar à identificação dos homens que assassinaram o militar e conversaram com o caseiro

O mandado, feito no sábado por procuradores da República do grupo de trabalho Justiça de Transição, foi concedido pelo juiz federal Anderson Santos da Silva. Segundo o MPF, o objetivo era apreender documentos e possíveis provas que possam contribuir para a elucidação de crimes cometidos por servidores públicos durante a ditadura militar.

Paulo Malhães foi agente do Centro de Informações do Exército na década de 1970. Os procuradores já investigavam o militar devido aos relatos em que confessou ter torturado e assassinado presos políticos.

Em dezembro de 2013 e março de 2014, o MPF tentou, inclusive, intimá-lo a depôr, mas o militar recusou-se a receber a intimação. A recusa foi antes de ele ser ouvido pela Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Em março, antes do depoimento à CNV, Malhães admitiu ao DIA que participara de torturas e mortes durante a ditadura e que integrara uma missão em 1973 para desenterrar e ocultar a ossada do ex-deputado federal Rubens Paiva, desaparecido dois anos antes.



PT ainda comanda tentativas de livrar a cara de Vargas; 5 de seus 6 membros faltaram à reunião do Conselho de Ética


O Conselho de Ética da Câmara conseguiu, finalmente, abrir o processo contra o deputado André Vargas, que, no momento, é um sem-partido. O placar diz um pouco como são as coisas: 13 a zero. Sem dúvida, uma vitória e tanto do relator, Júlio Delgado (PSB-MG). Ocorre, meus caros, que o conselho tem 21 titulares — e isso significa que oito de seus integrantes não compareceram para votar, o que era uma tentativa óbvia de livrar a cara daquele que, apenas no papel, é um ex-petista. Sim, pediu sua desfiliação do PT, mas o PT continua filiado a Vargas, e o que os une é o método.

Cinco dos oito faltosos são petistas. Além de um deles ter pedido inicialmente vista do processo, os membros do partido vinham sistematicamente esvaziando as sessões. Na última, nesta terça, que conseguiu aprovar o relatório de Delgado, só Fernando Ferro (CE) estava presente. Ausentaram-se Sibá Machado (AC), Zé Geraldo (PA), Amauri Teixeira (BA), Luiz Couto (PA) e Margarida Salomão (MG). Ou por outra: os petistas ainda fizeram de tudo para livrar a cara de Vargas, o amigão do doleiro Alberto Youssef.

Houve chicana de toda natureza para tentar impedir a votação. Vargas não compareceu, e então se levantou uma questão: ela poderia ser considerada válida, uma vez que a defesa não se pronunciou? Bem, prevaleceu o óbvio. Vargas não poderia, com a sua ausência, determinar o ritmo dos trabalhos. Ele simplesmente desapareceu; é uma espécie de foragido.

O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), fez a coisa certa: publicou no dia 25 um aviso no Diário Oficial da União e no Diário da Câmara a convocação para a reunião desta terça-feira. Assim, Vargas não compareceu para se defender porque não quis. A convocação havia se tornado pública.

Delgado, o relator, afirmou esperar concluir o processo até o fim do semestre, antes do início do recesso parlamentar, mas admitiu que tudo vai depender das manobras protelatórias, que ainda estão sendo comandadas pelos petistas.

Tão logo Vargas seja notificado, ele terá 10 dias para apresentar a defesa e uma lista de cinco testemunhas que possam depor em seu favor. E se, mais uma vez, ele não der as caras, impedindo a notificação? Restará ao Conselho apelar, de novo, ao Diário Oficial da União e ao Diário da Câmara. Afinal, não há tribunal ou conselho no mundo em que o acusado determine o andamento do processo.

Arrogante e blasé, Dilma abre guerra com a base aliada: " não havendo apoio, a gente toca em frente".

 
Em entrevista a rádios da Bahia nesta quarta-feira (30), a presidente Dilma Rousseff disse que tocará sua candidatura à reeleição com ou sem o apoio dos partidos de sua base aliada. E afirmou que não irá se importar com as manifestações do "volta, Lula".

"Gostaria muito que, quando eu for candidata, eu tivesse o apoio da minha base, da minha própria base. Agora, não havendo esse apoio, a gente vai tocar em frente", disse a presidente, dois dias após parte da bancada do PR, partido da base do governo, ter pedido a substituição de Dilma pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na segunda-feira (28), o PR afirmou, em carta: "Certos de que nossos compromissos não se esgotam na obra de um governo, entendemos que o país precisa do reencontro com os princípios daquela aliança de 2002". O trecho fez destaque às eleições em que o PR foi importante na viabilização da eleição de Lula para seu primeiro mandato.

Sobre essas manifestações pela candidatura de Lula, Dilma disse hoje às rádios baianas: "Sempre, por trás de todas as coisas, existem outras explicações. Não vou me importar com isso." A seguir, afirmou que "gosta" de ser presidente do país.

Em jantar com jornalistas esportivos no Palácio da Alvorada na segunda-feira (28), a presidente Dilma procurou afastar rumores de que será substituída por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, na candidatura do PT à Presidência da República. "Nada me separa dele e nada o separa de mim. Sei da lealdade dele a mim, e ele da minha lealdade a ele", disse Dilma. A presidente afirmou que não há fato que possa romper sua aliança com Lula, de quem foi ministra por dois mandatos.

A cúpula da campanha dilmista espera que o Encontro Nacional do PT, que será realizada na próxima sexta-feira (2), crie fato político para espantar o "volta, Lula", movimento que conta com apoio de políticos de partidos aliados e empresários.

PESQUISA ELEITORAL

Na terça-feira (29), a CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou pesquisa do instituto MDA. O levantamento mostra um recuo de 6,7 pontos percentuais nas intenções de voto, passando de 43,7% em fevereiro para 37% agora. Também indica uma fuga mais nítida de intenção de votos para a oposição em uma sondagem com margem de erro de 2,2 pontos.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu de 17% em fevereiro para 21,6%. A pesquisa foi realizada dias depois de ir ao ar propagandas partidárias tendo o tucano como protagonista. Já o pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, oscilou na margem, de 9,9% para 11,8%.

A pesquisa captou os efeitos da crise da Petrobras– 30,3% dos entrevistados disseram que têm acompanhado as notícias sobre o caso e outros 19,9% afirmaram ter ouvido falar sobre o assunto. Para 33,4% dos que tomaram conhecimento total ou parcial sobre o assunto, Dilma foi a responsável pela malfadada compra de uma refinaria nos Estados Unidos.

PRONUNCIAMENTO

Visando interromper a queda nas pesquisas, Dilma e o marqueteiro João Santana usarão amanhã o discurso do pronunciamento nacional por ocasião do 1º de Maio, Dia do Trabalho, para alfinetar os adversários. Segundo a Folha apurou, ela pretende explorar, sem citar nomes, a declaração de Aécio dada a empresários de que tomará, se preciso, "medidas impopulares", insinuando que isso significa achatamento salarial e aumento do desemprego. Será, como deseja Lula e o PT, um pronunciamento focado na "classe trabalhadora".

Sem citar a disputa eleitoral, mas em tom de campanha pela reeleição, a própria Dilma deu ontem, em evento na Bahia, pistas do seu discurso em rede nacional. "Tenho certeza que o povo brasileiro não vai retroagir, voltar atrás, desistir disso que conquistamos: a redução da desigualdade social, da maior criação de empregos que o Brasil teve", afirmou a petista, ressaltando que, "em governos conservadores", o peso da crise "recaía nas costas do trabalhador".


Os termos "retrocesso" e "voltar atrás", a propósito, serão vastamente usados pela candidata e sua legenda. A ordem é usar eventos do Planalto para falas de forte teor político daqui para frente. Sobre a Copa, Dilma afirmou ser possível agir com equilíbrio se houver protestos e que está tranquila em relação ao funcionamento dos aeroportos. (Folha Poder)

Câmara: Graça Foster fala em audiência sobre compra de Pasadena

Câmara: Graça Foster fala em audiência sobre compra de Pasadena
Em depoimento no Senado, Foster já reconheceu que 
“não foi definitivamente um bom negócio”
A presidente da Petrobras, Graça Foster, chegou há pouco à Camara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA), que teria ocasionado perdas contábeis superiores a 500 milhões de dólares à estatal brasileira. A vinda da presidente é um acordo com a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para evitar a convocação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A aquisição da refinaria, a um preço final de cerca de 1,250 bilhão de dólares, está sendo investigada pela Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público, além de ser alvo de propostas de comissões parlamentares de inquérito (CPMIs) no Congresso.

Na terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, disse que o presidente do Senado, Renan Calheiros, deve reunir os líderes das duas Casas do Congresso na próxima terça (6 de maio) para definir que comissão parlamentar de inquérito será instalada: se apenas uma CPI de senadores, ou uma mista (CPMI), formada por deputados e senadores, como querem parlamentares da oposição tanto da Câmara como do Senado.

Em depoimento no Senado há duas semanas, Graça Foster reconheceu que “não foi definitivamente um bom negócio”.

Entenda o caso

Em 2005, a empresa Astra Oil comprou a refinaria de Pasadena por 42,5 milhões de dólares. Em 2006, a Petrobras comprou metade da refinaria por 360 milhões de dólares. Em 2007, foi obrigada pela Justiça americana a comprar os outros 50% por 820,5 milhões de dólares, em razão de uma cláusula contratual que previa essa compra em caso de desentendimento com a Astra. Ao final, a compra da refinaria ficou em1,250 bilhão de dólares.

A presidente Dilma Rousseff, à época ministra da Casa Civil e presidente do conselho de administração da Petrobras, informou em nota que só tomou conhecimento das cláusulas depois de ter autorizado o negócio. Segundo a nota (http://blog.planalto.gov.br/resposta-ao-jornal-o-estado-de-s-paulo/) publicada pelo Planalto, o resumo executivo feito pela área internacional, chefiada à época por Nestor Cerveró (que veio à Câmara em 16 de abril), era “técnica e juridicamente falho” por emitir as cláusulas que, se conhecidas, mudariam a decisão do conselho.

A estatal contestou os valores de compra da refinaria divulgados na imprensa. Segundo a Petrobras, a Astra Oil comprou Pasadena por 360 milhões de dólares e não 42 milhões de dólares. Do valor divulgado pela estatal, 248 milhões de dólares foram pagos à proprietária anterior (Crown) e 112 milhões de dólares correspondem a investimentos realizados antes da venda à Petrobras. A empresa soltou na quinta-feira (24) um perguntas e respostas sobre a compra da refinaria.


Após adiamentos, Conselho de Ética dribla manobra e aprova investigação contra Vargas

Por Marcela Mattos, na VEJA.com

Após sucessivas manobras, o Conselho de Ética da Câmara aprovou na noite desta terça-feira o parecer que defende a investigação do deputado licenciado André Vargas (Sem partido-PR) por sua estreita relação com o doleiro Alberto Youssef, preso por comandar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. O colegiado enfrentou a resistência de deputados petistas e se reuniu três vezes nesta terça para conseguir aprovar o relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

O parecer foi aprovado por unanimidade: 13 a 0. Com o aval do colegiado, abre-se a contagem do prazo de dez dias para apresentação da defesa de Vargas. O Conselho tem até o início de julho para encerrar os trabalhos e determinar se o ex-petista deve ou não ser submetido a um processo de cassação.

Nesta tarde, petistas esvaziaram a sessão numa tentativa de inviabilizar a votação por falta de quórum. Depois de aberta, porém, integrantes do PT questionaram no colegiado a legitimidade da votação, já que, ao mesmo tempo, o plenário da Casa estava reunido para votar projetos. O Regimento da Câmara não permite que o colegiado faça deliberações se simultaneamente já estiver aberta a ordem do dia de votações em plenário.

Após a manobra do PT, os partidos de oposição e o relator ainda tentaram aproveitar um intervalo entre as sessões do plenário da Câmara – que impedem o funcionamento simultâneo de qualquer colegiado ou comissão – para aprovar o parecer contra Vargas. Porém, a Secretaria-Geral da Mesa invalidou a votação. Horas depois, o colegiado retomou a sessão que havia sido suspensa e deu aval ao relatório contra o parlamentar.

O ex-petista deve ser notificado presencialmente em até dez dias. Considerado um “foragido” do Conselho de Ética, o colegiado enfrenta dificuldades para encontrá-lo. Após enviar cartas e telegramas para os dois endereços de residência registrados e para seu escritório em Londrina (PR), tentar contato telefônico em quatro números diferentes, enviar e-mail e torpedos, o conselho teve de recorrer ao Diário Oficial da União na última semana para oficializar o andamento do processo e evitar futuras manobras de Vargas. Pelo Twitter, ele reclama não ter recebido comunicações sobre seu processo e diz que não lhe foi garantido o direito de defesa.

Investigações

No Conselho de Ética, as provas da relação de Vargas com o doleiro detido incluem uma carona em um jatinho para o deputado e sua família passar férias em João Pessoa (PB) e interceptações da Polícia Federal que apontam tráfico de influência do deputado em favor do laboratório Labogen, do doleiro Youssef.

Desde que foi apresentada a representação contra congressista, novos fatos vieram à tona. VEJA revelou que Padilha indicou o executivo Marcus Cezar Ferreira de Moura para o laboratório Labogen. Moura trabalhou como assessor parlamentar de um fundo de pensão controlado pelo PT. O relator pretende ampliar as investigações para incluir Ferreira e o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Augusto Grabois Gadelha, que, conforme revelou VEJA, “garantiu” que iria ajudar nos interesses da dupla Vargas-Youssef.


No relatório de mérito, o relator também deve abordar a relação entre o fundo de pensão Funcef, da Caixa Econômica, com o doleiro Youssef. Na última semana, em mais uma evidência de que o deputado licenciado usava sua influência política para favorecer o doleiro, o Funcef confirmou que Youssef participou de reunião com a diretoria a pedido de André Vargas. As negociações para o encontro foram feitas por troca de mensagens telefônicas interceptadas pela PF.

Se existe uma qualidade que Lula não tem é a lealdade que Dilma implora dele.

 
Dilma Rousseff está praticamente implorando a lealdade de Lula. Em queda nas pesquisas, apela para uma qualidade entre as tantas que o ex-presidente não tem, quando se trata de caráter. Vejam como Lula trata os companheiros mensaleiros, por exemplo. Acaba de declarar que eles não são da sua confiança. Não vai demorar muito para que faça o mesmo em relação à sua criatura.

Segundo Dilma Rousseff, a sua relação com Luiz Inácio Lula da Silva é pautada pela "lealdade". Essa confiança mútua barraria, na avaliação de Dilma, qualquer chance de que Lula volte a se candidatar à Presidência em detrimento da atual ocupante do cargo, que pretende buscar a reeleição.

Enquanto o movimento "Volta, Lula"ganha força entre membros do PT e de partidos aliados, ela fez estas declarações, ontem, a cronistas esportivos, Reforçou, mesmo diante de todas as evidências, que não há fato que possa romper sua aliança com o antecessor. "Nada me separa dele e nada o separa de mim. Sei da lealdade dele [Lula] a mim, e ele da minha lealdade a ele", afirmou.


Dilma está completamente enganada, o que não é uma novidade. Só uma coisa pode frear Lula. O risco de, ao voltar, perder a eleição por ter mentido para a população mais pobre deste país, no qual ele é mestre em enganar, que acreditou quando ele disse que Lula era Dilma e Dilma era Lula. Lealdade? Pergunta para o José Dirceu, Dilma.

IGUALDADE DE DIREITOS

Por Maria Cristina Santini

Li, ouvi, com espanto e indignação, relato sobre o assassinato do Cel Manhaes....Diante de um "jogo de empurra", a Ministra Maria do Rosário (!) acha tudo muito "suspeito" e "estranho" e pede rigor e rapidez na apuração dos fatos... há os que dizem que foi obra do Exército por ter falado demais, há os que acusam o PT por revanchismo, há os que dizem, simplesmente, que foi "queima de arquivo"... A ONU, diante de tantas "prováveis hipóteses", pede apuração urgente e, PRICIPALMENTE, imparcial dos fatos

A pergunta que não quer calar é:  A QUEM interessava essa morte?

Como brasileira, gostaria de pedir à Comissão da Verdade, aos Direitos Humanos e a todos que adoram acusar as Forças Armadas por todos os problemas brasileiros que deem à cidadã Cristina B. Manhaes, esposa (viúva) do Coronel, todos os privilégios e direitos que disponibilizam aos bandidos/assassinos/corruptos/guerrilheiros, afinal, o Coronel Manhaes era um brasileiro, oficial do Exercito, que participou da Revolução Democrática de 64 cumprindo ordens e lutando por um ideal, ou seja, a não comunização do Brasil... se houve excessos, a Justiça com certeza deverá apontá-los e punir seus mandantes, porém, num pais onde todas as minorias tem seus direitos preservados e bravamente defendidos por todos que militam por "Direitos" humanos, peço que não se esqueçam de defender essa Senhora, que foi obrigada a assistir a tortura e morte de seu marido sem poder reagir... afinal se os piores indivíduos no Brasil são tratados com toda  dignidade possível, com direito a primeira página nos principais jornais e manchetes nos telejornais (para dar sua versão dos fatos) por que não dar esse destaque a alguém que, no cumprimento de seu dever, se viu obrigado a tomar atitudes que nem sempre condiziam com sua vontade própria?

Justiça para todos, direitos iguais para todos, apuração fiel dos fatos para todos... JÁ!


O Zé nunca se apertou como estudante, como guerrilheiro, como clandestino, como ministro e como ex-ministro. E não se aperta como presidiário


Que vida boa, hein José Dirceu! A partir das 15h45, quando começou a surra do Real Madrid sobre o Bayern de Munique, eu estava ocupado em fazer o blog, em pôr no ar um programa de rádio às 18h, em ler a respeito das peripécias dos políticos brasileiros, em saber, afinal de contas, que diabos a Comissão de Direitos Humanos havia encontrado na Papuda.

É estupefaciente que essa comissão tenha se deslocado até a Papuda para constatar como sofre este patriota! Até parece que há poucos problemas nos presídios brasileiros, não é mesmo? Ou que outros grupos vulneráveis não estejam sujeitos às mais duras agressões. Eis uma das razões por que as esquerdas não suportavam que a comissão fosse presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Aquela história de “cura gay” — projeto que, de resto, nunca existiu; esta é uma das maiores mentiras contadas na política brasileira nos últimos anos — era pura cascata. Esses valorosos moralistas gostam de aparelhar entes do estado para proteger os de sua turma.

Vejam lá: o presidiário Dirceu fez o que Reinaldo Azevedo — presidiário do trabalho e do suor do próprio rosto — não pôde fazer: ver o show de bola do Real Madrid e de Cristiano Ronaldo. De resto, está caracterizado: ele tem privilégios no presídio — cujo chefe, na prática, é o governador Agnelo Queiroz, do PT — a ninguém mais concedidos.

Não me surpreende. Eis o Zé. Isso o define. Quando militante estudantil, ele não era exatamente um carregador de piano; gostava era dos grandes momentos, das apoteoses. Quando treinou guerrilha em Cuba, ganhou fama de preguiçoso; não deve ter matado ninguém com as próprias mãos porque, de fato, nunca aprendeu a atirar. Quando voltou ao Brasil como clandestino, virou marido de uma pequena empresária, levando vida boa. Chegou a Anistia, e ele se mandou. No governo Lula, sempre foi fiel à causa, mas tinha o seu próprio aparato. Cassado e sem o cargo, virou um “consultor” de empresas privadas, que operava em quartos de hotel, onde recebia autoridades da República.

O Zé, em suma, não se aperta. O socialismo, também o seu, é um sistema para assegurar privilégios.

Visita de deputados à Papuda confirma que José Dirceu goza de mordomias no cárcere


jose_dirceu_25No alvo – Em 6 de janeiro deste ano, o ucho.info informou aos leitores, com absoluta exclusividade, que o ex-ministro e ex-chefe dos mensaleiros José Dirceu era alvo de inúmeras mordomias no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena decorrente do julgamento da Ação Penal 470, que teve na mira o maior e mais ousado escândalo de corrupção da história nacional, o Mensalão do PT.

Na ocasião, este site afirmou que Dirceu e seus companheiros de cela tinham à disposição televisão, telefone celular e acesso à internet. A informação, recebida de dentro da Papuda, dava conta que o ex-comissário palaciano e deputado cassado usou o celular naquela data (6 de janeiro). O assunto foi noticiado dez dias depois pelo jornal “Folha de S. Paulo” – sem o devido crédito, como sempre acontece – e acabou atrasando a autorização do Judiciário para que o mensaleiro trabalhe fora do presídio no período diurno, uma vez que o cumprimento da pena se dá em regime semiaberto.

Na terça-feira (29), integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), liderados pelo petista mineiro Nilmário Miranda, foram à Papuda para conferir as condições de José Dirceu, mas para enganar a opinião pública acabaram visitando outras celas do complexo penitenciário. Durante a visita, os membros da CDHM constataram que a cela ocupada por Di4rceu dispõe de aparelho de televisão e forno de microondas.

Por questões óbvias, os governistas da Comissão classificaram como normal a presença de tais eletrodomésticos na cela de José Dirceu, ao passo que os oposicionistas afirmaram ser uma regalia. Na verdade, no momento em que as demais celas da Papuda não dispõem desses equipamentos, a regalia concedida ao petista é um enorme absurdo e contraria o princípio da isonomia. Isso porque com o trânsito em julgado da sentença condenatória, José Dirceu transformou-se em um preso comum, assim como os mais de 500 mil detentos que entopem o sistema carcerário nacional.

Para a mencionada visita foram retirados da cela o celular e outros badulaques eletrônicos, os quais certamente gerariam um escândalo sem precedentes. Contudo, ao contrário do que foi informado por Dirceu à Justiça, na Papuda as mordomias correm soltas entre os mensaleiros.

Ademais, o fato de a cela em questão estar equipada com televisão e forno de microondas mostra que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), mentiu ao responder ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que questionamento sobre mordomias aos petistas presos.


Para forçar a visita da CDHM à Papuda, os filhos de José Dirceu alegaram que o petista está em fase depressiva por conta da demora da Justiça em decidir sobre a autorização de trabalho externo, mas a sociedade não pode aceitar jamais que o chefe de um acintoso esquema de corrupção seja transformado em vítima da Justiça, quando, de fato, não passa de um transgressor contumaz das leis e abusado crítico do Judiciário.