quinta-feira, 3 de abril de 2014

Expropriação! Maduro obriga proprietários a vender imóveis para inquilinos. Preço será definido pelo governo.

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Em meio a manifestações intensas o governo da Venezuela parace não perceber que pode cair a qualquer momento, e segue com sua administração irracional e contra todos os princípios de liberdade e preservação da propriedade privada.

O presidente Nicolás Maduro vai obrigar os proprietários de imóveis alugados há 20 anos ou mais a vendê-los a seus inquilinos. A norma, já publicada no Diário Oficial, determina que os donos terão até 60 dias para fazer a oferta das casas e apartamentos, cujo preço será determinado por um órgão do governo.

A medida absurda provocou polêmica no país: apesar de o deficit de imóveis na Venezuela ser alto e afetar mais de 3,7 milhões de famílias, críticos tacharam a ação de inconstitucional. Os proprietários adquiriram seus imóveis por meios próprios e jamais poderiam ser obrigados a vendé-los seja pra quem for, ainda mais por valores definidos pelo governo.

O decreto do Ministério da Habitação adverte que a multa inicial será de 2 mil Unidades Tributárias, equivalente a 254 mil bolívares (cerca de R$ 91,5 mil), que deve ser paga em um período de cinco dias.

cartão de racionamento, venezuela, cubaA multa dobrará se caso não seja paga nesse tempo e, depois disso, de se manter a mora, "a Superintendência Nacional de Arrendamentos (SNA) solicitará o embargo executivo correspondente sobre o imóvel ou os imóveis objetos da multa", afirma.

Em uma primeira reação, Roberto Orta, presidente da Associação de Proprietários de Imóveis Urbanos (Apiur), classificou a lei como inconstitucional.


As manifestações e a luta contra o regime de Nicolás Maduro não parecem ter diminuido. Ainda que as emissoras brasileiras tenham reduzido sensivelmente a cobertura dos fatos na Venezuela, pelas informações que recebemos via sms e twitter sabemos que a sociedade permanece nas ruas. Venezuelanos denunciam também a implementação de cartões de racionamento, nos mesmos moldes do que é usado em CUBA.

Dilma, Mantega e conselheiros da Petrobras podem sofrer no bolso por denúncia de investidores ao MPF

A Presidenta Dilma Rousseff e Guido Mantega (Ministro da Fazenda) agora são alvos de uma ação coletiva de responsabilidade civil que pede reparação de danos aos acionistas da Petrobras. A ação deve atingir outros conselheiros e membros da diretoria da empresa, especificamente na compra temerária da refinaria Pasadena, nos EUA: José Sergio Gabrielli, presidente da estatal na época, Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.

À beira de uma CPI que vai desgastar seu desgoverno ao limite, a Presidenta Dilma Rousseff começou a ser alvo ontem da primeira de uma avalanche de ações judiciais prometidas por investidores da Petrobras. O acionista minoritário Romano Allegro protocolou ontem reclamação no Ministério Público Federal pedindo a responsabilização da ex e do atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A notícia estourou bombasticamente na Assembleia Geral da companhia, ontem à tarde, no Rio de Janeiro. A ação tem o apoio do presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira.

A situação de Dilma fica complicadíssima. Na avaliação de especialistas em Direito Administrativo e Empresarial, será praticamente impossível salvar ela e os demais conselheiros da acusação de descumprir o "dever de diligência" de administradores, previsto no estatuto da Petrobras. Tudo fica ainda mais complicado porque a Presidência da República soltou uma nota oficial, no final do mês passado, confirmando que Dilma, quando presidia o conselhão da empresa, aprovou a compra da refinaria, com a questionável ressalva de ter sido mal assessorada sobre o assunto.

A pretensa tese das “informações incompletas” é derrubada pelo diretor afastado da Petrobras, Nestor Cerveró, responsável pelo relatório que recomendava a compra da refinaria Pasadena. Ontem, o advogado dele, Edson Ribeiro, sustentou a versão de que os membros do Conselho de Administração da Petrobras receberam, com antecedência de 15 dias, a documentação completa referente à compra da refinaria.

Edson Ribeiro derrubou a tradicional tese do “não sabia”, sempre repetida por membros do governo Lula-Dilma, sempre que algum grande escândalo vem à tona. O advogado garante que Cerveró vai provar que agiu corretamente: “No dia da apresentação de Cerveró foi feito o resumo de uma página e meia. Não havia as cláusulas de Put Option e de Marlim (que beneficiavam o grupo Astra, sócio belga na refinaria). Partiu-se do princípio que os conselheiros já tinham lido toda a documentação ou, então, tinham o aval de suas assessorias jurídicas. Nenhum conselheiro pode dizer que desconhecia”.

O destino que o MPF dará a ação judicial proposta pelos investidores pode escancarar o caminho para um futuro pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, para que seja apurada a participação dela, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, na compra superfaturada de uma refinaria defasada tecnologicamente e cheia de passivos ambientais bilionários, nos Estados Unidos.

Leia, abaixo, o discurso do Engenheiro Silvio Sinedino na Assembléia Geral da Petrobras: O constrangimento financeiro que o governo impõe a Petrobras

Confundindo o avião?

 

Versão reafirmada

O ministro Guido Mantega, alvo da ação dos investidores, repetiu ontem que a operação Pasadena foi corretamente aprovada pelo Conselhão da empresa:

“Eu tenho a certeza de que o Conselho agiu corretamente nessa ocasião. Ele é formado por pessoas da mais alta competência e analisou a compra com toda a profundidade necessária”.

Na quarta-feira, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, reafirmou a posição do governo:

“Como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff não recebeu, repito, não recebeu previamente o contrato referente à aquisição da refinaria Pasadena”.

Dias de agonia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou ontem que a instalação da CPI mista protocolada ontem pela oposição apenas será lida na sessão do Congresso marcada para 15 de abril.

Renan não atenderá ao desejo da oposição de convocar uma reunião extraordinária do Congresso, antes dessa data, para antecipar a leitura do requerimento.

Para dar uma providencial atrasada na inevitável instalação da CPI, Renan solicitou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado apreciasse a rejeição dele a um pedido feito pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Dividindo o ônus

Claramente, Renan não quer ser o avalista único da decisão de instalar a CPI que será fatal para o desgoverno, comprometendo a reeleição de Dilma.

Renan também não quer ser pintado pela opinião pública como o político que tenta sufocar a inevitável CPI:


“Depois da sessão de ontem, após várias questões de ordem, ficou evidenciado, a menos que haja insinceridade nas palavras proferidas, que segmentos políticos antagônicos no Senado desejam profundas investigações sobre os temas levantados. Ambos os lados apontaram fatos determinados que estão a merecer essa investigação política, ainda que sejam apuradas pelas outras instâncias competentes. A prudência e a razão recomendam que investiguemos todos os fatos narrados”.

O filme "Reparação" mostra que a "Comissão da Verdade" é uma mentira apenas por existir.


O filme é sereno, rigoroso, sem proselitismo. Não obstante, foi absolutamente ignorado pela imprensa, como se nunca tivesse existido. O vídeo tem quase uma hora e meia. Veja tão logo possa.

Há aí vasto material para reflexão.O filme "Reparação", do cineasta Daniel Moreno, está aqui, na íntegra. Assista quando tiver um tempo. Não se trata, é evidente, da defesa da ditadura, da tortura ou da violência do estado. Ao contrário: o que se tem ali, na voz de todos os entrevistados, é a defesa enfática da democracia. Só que ele optou, à diferença do que se costuma fazer quando se retratam os embates entre as esquerdas e o regime militar, pelo rigor histórico. O fio condutor do debate é a história de Orlando Lovecchio, que perdeu a perna num atentado praticado pela ALN, de Carlos Marighella. O terrorista foi saudado como herói pela Comissão de Anistia. Bilhões foram concedidos em indenização. Lovecchio recebe um pensão de R$ 500,00 — um dos que ajudaram a pôr a bomba no Conjunto Nacional, em São Paulo, que o vitimou, é um "anistiado" e recebe pelo menos o triplo.

MOVIMENTO DE 31 DE MARÇO DE 1964 – OPERAÇÃO CONDOR

Por General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

O envolvimento de um país na política interna de outro sempre existiu. Os EUA e a URSS o faziam com seus serviços de inteligência e diplomacia. Alguém é ingênuo para pensar que o Brasil não o faça?

Os EUA apoiavam financeiramente institutos, partidos e políticos anticomunistas brasileiros. Acompanhavam a situação e, com a ameaça de uma guerra civil revolucionária, preparavam-se para apoiar a oposição a Jango ou mesmo intervir militarmente. Não aceitariam passivamente a queda do Brasil na esfera da URSS, pois, ao contrário de Cuba, seria fatal para sua liderança continental ao arrastar toda a América do Sul (AS) para o socialismo.

A URSS apoiava organizações ligadas ao movimento comunista internacional. O Partido Comunista Brasileiro (PCB) não era nacional e sim um vassalo subordinado ao Partido Comunista da URSS, seguindo sua orientação para a tomada do poder. As Ligas Camponesas e os Grupos dos Onze eram financiados por Moscou para lançar-se à luta armada, caso a subversão e infiltração não lograssem êxito. A KGB, órgão de informações da URSS, infiltrara-se nos ministérios, estatais, Forças Armadas (FA), mídia e instituições científicas e educacionais. O golpe comunista era real e estava em andamento.

 Os socialistas alimentam a teoria de que os EUA autorizaram e dirigiram o Movimento de 31 de Março. Distorcem descaradamente atividades normais de diplomacia, relações internacionais e inteligência, apresentando-as como sendo articulações com lideranças nacionais para a execução de um golpe de Estado. As famosas cartas do Embaixador Lincoln Gordon não mostram nenhuma participação dos EUA na preparação nem no Movimento. Para o Embaixador: “O autor do golpe contra Goulart foi o próprio Goulart. Se ele fosse mais habilidoso, teria pressionado por suas reformas dentro do âmbito constitucional, em vez de ceder à tentação de seguir os modelos de Getúlio Vargas e Perón”. A historiadora Phyllis Parker publicou o livro “1964: O Papel dos EUA no Golpe de Estado de 31 de Março”, entrevistando os principais personagens do episódio e acessando a correspondência secreta. Disse não ter encontrado provas da participação direta dos EUA naquele evento, embora reconheça que apoiaram o desenlace da deposição de Jango, acompanharam a evolução dos acontecimentos e tinham um plano para o caso de uma guerra civil. Uma esquadra iniciara deslocamento dos EUA para o sul, no final de março de 1964, mas retornou após o rápido sucesso do Movimento (pg. 99 a 116).

Melhor assim, pois se a esquadra desembarcasse no Brasil mudaria todo o quadro. A massa das FA certamente reagiria contra a violação de nossa soberania e do sagrado solo da Pátria. Problemas brasileiros são resolvidos entre brasileiros.

Além disso, o livro “A KGB e a Desinformação Soviética” de Ladislav Bittman, do Serviço de Desinformação da Tchecoslováquia, confirmou ser fictícia a “Operação Thomas Mann” para derrubar governos latino-americanos. Foi forjada pela KGB.

E a Operação Condor? Ora, assim como hoje existem a Conferência dos Exércitos Americanos e as Reuniões Bilaterais e Regionais para tratar de assuntos de pessoal, operações, ensino, logística, doutrina e, também, inteligência (inclusive antiterrorismo), naqueles anos havia reuniões para tratar de diversos assuntos militares, intercambiar informações, experiências e, também, cooperar no combate à ameaça vermelha. Por que não?

Os socialistas condenam uma ilusória participação dos EUA no Movimento de 31 de Março, mas aceitam como normal os comprovados financiamentos e orientação soviética, cubana e chinesa na subversão e na luta armada. No início dos anos 1960, havia a Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), exportando a guerra revolucionária a partir de Cuba. Hermógenes P. de Arce, em “Terapias para Cerebros Lavados” (Cap. VII; p.277), diz: “En 1974, se fundó en París una Junta de Coordinación Revolucionaria integrada pelo Ejército de Libertación Nacional de Bolívia, Ejercito Revolucionário del Pueblo de Argentina, el Movimiento de Libertación Nacional Tupamaros de Uruguay y el Movimiento de Izquierda Revolucionária de Chile (---) y junto com ellos luchará por fortalecer y acelerar el processo de coordinación de la izquierda revolucionária latinoamericana y mundial”.


Portanto, nada mais lógico do que os governos agredidos se aliarem para neutralizar a guerra revolucionária de âmbito internacional, que procurava implantar ditaduras de partido único em toda a AS. Os socialistas, mestres da hipocrisia e falsidade, condenam os regimes militares por violações como supostas trocas de prisioneiros, mas se calam quando o governo petista devolve refugiados cubanos à ditadura de Fidel Castro, sanguinário ícone de nosso governo e da liderança socialista tupiniquim.


Dilma nega ter recebido cópia antecipada do contrato de Pasadena


O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, disse hoje (2) que a presidenta Dilma Rousseff não teve acesso antecipado ao contrato de compra da Refinaria de Pasadena, no estado norte-americano doTexas, pela Petrobras.

O jornal Folha de S.Paulo informou, nesta quarta-feira, que o contrato sobre a aquisição da refinaria foi enviado a Dilma e aos demais conselheiros da Petrobras com 15 dias de antecedência. Segundo a reportagem, Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró (então diretor internacional da estatal), disse que os conselheiros tiveram tempo hábil para examinar o contrato.

Em nome da presidenta Dilma, o ministro Traumann negou que ela tenha tido acesso prévio ao documento. “Como presidenta do Conselho de Administração da Petrobras, a presidenta Dilma Rousseff não recebeu previamente contrato referente à aquisição da refinaria em Pasadena”, afirmou o ministro, há pouco, no Palácio do Planalto.

Sindicâncias militares: verdade ou mais teatro?

Exército, Marinha e Aeronáutica abriram sindicâncias para apurar as circunstâncias que levaram à utilização de sete instalações militares como centros de tortura durante a ditadura militar. Tomaram essa atitude a pedido da Comissão da Verdade. Com isso, as Forças Armadas entraram num túnel do tempo que pode levar a um de dois caminhos: ou admitem que a tortura e os assassinatos eram uma política de Estado ou consagram o teatro segundo o qual os crimes foram desvios de conduta de agentes desautorizados.

A abertura das sindicâncias foi encomendada pela Comissão da Verdade em ofício endereçado ao ministro Celso Amorim (Defesa). Datado de 18 de fevereiro de 2014, o documento pode ser lido aqui. Tem seis folhas. Na segunda, o texto relaciona os prédios públicos em cujas dependências praticaram-se crimes.São eles:

1) Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 1º Exército, no Rio de Janeiro;

2) 1ª Companhia da Policia do Exército da Vila Militar, no Rio de Janeiro;

3) Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 11º Exército, em São Paulo;

4) Destacamento de Operações de Informações (DOI) do IV Exército, no Recife;

5) Quartel do 12° Regimento de Infantaria do Exército, em Belo Horizonte;

6) Base Naval da Ilha das Flores, no Rio de Janeiro;

7) Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

O documento da Comissão da Verdade não pede às Forças Armadas que esclareçam se houve ou não crime. O texto deixa claro que, quanto a isso, não há mais nenhuma dúvida. Eis o que está escrito:

“Como é notoriamente sabido, tais instalações se destacam naquelas em que a perpetração de graves violações de direitos humanos —em especial a tortura e as práticas ilícitas com ela identificadas, que, em muito casos, redundaram na morte das vítimas— veio a ocorrer de forma mais intensa ao longo das décadas de 1960 e 1970, sendo fartas as referências a elas na literatura histórica sobre o período.”

Pois bem. O que se deseja é que as Forças Armadas expliquem como foi possível usar prédios públicos que estavam sob administração militar como usinas de violações de direitos humanos. Num pedaço do texto que começa no rodapé da página de número 3, o ofício da Comissão da Verdade empilha algumas das interrogações que espera ver respondidas. Listaram-se cinco:

1. Do ponto de vista administrativo, qual era a destinação atribuída pelas Forças Armadas àquelas instalações?

2. De que forma se tornou possível o uso para fins diversos?

3. Como se deu a alocação de pessoal para desenvolvimento de atividades no âmbito dessas instalações militares?

4. Qual foi o procedimento utilizado para o emprego de recursos financeiros públicos com o propósito de custeio e manutenção dessas instalações?

5. Como foi feita a prestação de contas relativamente a esses recursos, bem como o atendimento das exigências inerentes ao acompanhamento da execução orçamentária?

Quer dizer: a Comissão da Verdade deu uma espécie de xeque-mate no silêncio das Forças Armadas. Os prédios estavam lá. Os crimes oconteceram. Toda a estrutura —dos contracheques à conta de luz— foi bancada pelo contribuinte brasileiro. Resta agora saber de que matéria prima serão feitos os relatórios finais das sindicâncias do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Se forem feitos de carne e osso, as Forças Armadas retiram uma cruz pesada dos ombros, reconciliando-se com a história. Se forem feitos de fumaça e desconversa, eterniza-se a pantomima. O histórico não é favorável à verdade.

Em outubro de 2004, o embaixador José viegas, primeiro ministro da Defesa da Era Lula, foi fustigado por uma decisão judicial que exigia a abertura dos arquivos do Araguaia. Deu uma resposta peremptória: os papeis foram “incinerados”. No mais, foi convenientemente vago: “Imagino que isso tenha ocorrido nos anos 70 ou nos anos 80.''

O diabo é que documento interno da contra-espionagem do Exército estabelece regras estritas para a queima de documentos. Vigoram desde a década de 70. Constam de um manual que, atualizado ao longo dos anos, mantém a mesma política quanto aos arquivos secretos.

A última versão é de 1994. Dedica um tópico específico à eliminação de papéis. Anota: “A destruição de documentos sigilosos deve ser centralizada, de forma a evitar desvios''. Meticuloso, o texto recomenda que “os documentos sejam triturados e depois queimados''.

Mais: o manual anota que a queima deve ser precedida da “lavratura de um termo de destruição''. Viegas falou de fogueira sem mostrar o “termo” que autorizou o acionamento do fósforo. Um vexame.

Sete anos mais tarde, em junho de 2011, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, adicionou ao inacreditável uma dose de inaceitável. Em audiência com Dilma Rousseff, comunicou que as Forças Armadas não receavam o fim do sigilo eterno dos documentos oficiais. Dias depois, em entrevista, declarou que os documentos produzidos na época da ditadura já não existiam. O papelório “desapareceu”, disse.

Como assim? “Não há documentos [sobre a repressão]. Nós já levantamos os documentos todos, não tem. Os documentos já desapareceram. Já foram consumidos à época. Então, não tem nada, não tem problema nenhum em relação a essa época.''

Pressionando AQUI, você chega aos ofícios dos comandantes militares, remetidos nesta segunda-feira (31) à Comissão da Verdade pelo ministro Celso Amorim. No ofício do Exército, o general Enzo Martins Peri, comandante da Força, deixou entreaberta a cortina do teatro. Anotou que a investigação interna buscará as informações que estiverem “disponíveis”. E promoverá as diligências requeridas para “reunir outras informações pertinentes, se houverem”.


Ou seja: por ora, convém às almas mais otimistas adiar o estouro dos fogos.


Dilma nega revisão da anistia, mas ordena a generais que abram sete inquéritos revanchistas


Se o governo petralha jura que não deseja revogar a Lei de Anistia, então, o que justifica que a chefona em comando Dilma Rousseff tenha determinado e o Ministério da Defesa ordenado que sejam criadas comissões de sindicância para investigar torturas e mortes em 7 instalações militares, durante o período 1964-1985? Tal determinação do ministro Celso Amorim aos militares resulta de um pedido, feito no dia 18 de fevereiro, pelo presidente da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari. Curioso é que os Comandantes Militares cumpriram direitinho a ordem superior, aparentemente sem grandes contestações públicas.

Na verdade, a Presidenta Dilma Rousseff e seus radicalóides no desgoverno só esperam a chegada do relatório final de uma petição on line, com centenas de milhares de assinaturas, colhidas pela ONG Anistia Internacional, para que algum “laranja” no Congresso Nacional faça um Projeto de Lei Complementar com um pedido de revogação da Lei de Anistia de 1979. Além de deixar os militares PTs da vida, o ato burro, inconstitucional e revanchista de mudar a Lei 6.683, de 28 de agosto de 1979, não é tema consensual na complicada base aliada, ainda mais em véspera de CPI da Petrobras, pedido de impeachment e tentativa de reeleição presidencial.

O problema concreto é que não basta ter vontade de mudar a anistia. Simplesmente, ela está inserida como clausula pétrea,” imexível”, da Constituição de 1988 – que a petralhada amaria reformar. Se fizerem uma nova constituição, pode-se pensar em mudar a regra do jogo. Do contrário, só contando com a nova configuração governista do STF para mexer no vespeiro. A OAB pretende questionar no STF, novamente, o alcance da anistia – conivente com a quebra da soberania legal brasileira proposta pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e pelos revisionistas da chamada “Justiça de Transição” (transição para quê, não se sabe).

A intenção prática da turma da ex-guerrilheira Dima é permitir uma espécie de revogação unilateral da anistia que se puna alguns militares ainda vivos, como bodes expiatórios. Nada se fala em punir esquerdistas que também praticaram comprovados atos hediondos de tortura, assassinatos e atos terroristas – que são crimes claramente imprescritíveis, na tese da tal “Justiça de Transição”. A Anistia Internacional não toca nos crimes hediondos da esquerda.

Os comandantes das Forças Armadas, em ato de falso legalismo hierárquico, embarcam na inconstitucional intenção dos revanchistas ideológicos pós-64. O Exército abriu sua sindicância em 25 de março, enquanto Marinha e a Aeronáutica abriram no simbólico dia 31 de março. Os sete locais investigados são no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco: Destacamento de Operações de Informações do I Exército (DOI/I Ex); 1ª Companhia de Polícia do Exército da Vila Militar; Base Naval da Ilha das Flores; Base Aérea do Galeão; Destacamento de Operações de Informações do II Exército (DOI/II Ex); Destacamento de Operações de Informações do IV Exército (DOI/IV Ex); Quartel do 12º Regimento de Infantaria do Exército.

O Alerta Total adverte. Não restam dúvidas de que estamos em uma perigosa Era da Intolerância – que tem tudo para acabar mal, em radicalização, violência e tudo de ruim que uma tirania mental possa produzir. A proposta de mexer na anistia faz parte de um carnaval ideológico que tem dois objetivos claros. Primeiro, desmoralizar as forças armadas, como guardiãs da soberania e dos valores democráticos. Segundo, usar o tema polêmico para desviar o foco de outros problemas mais graves.

Lamentável é que alguns militares de alta patente, na ativa, caiam, feito patinhos, neste jogo globalitário contra os interesses soberanos do Brasil. Quando vão aprender que o inimigo real não é o comunista. O verdadeiro inimigo é quem patrocina os ideólogos para enganar os tolos, enquanto coloniza o Brasil.

Comissão da Mentira

Do jurista Célio Borja, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, aos 85 anos de idade ainda advogando no Rio de Janeiro, em entrevista à Folha de S. Paulo, condenando o falso debate sobre quebra da Lei de Anistia e a ação da Comissão da Verdade.

“A Anistia é um instrumento de pacificação. Ninguém é tolo o bastante de acreditar que seria possível pacificar o país sem o esquecimento dos crimes praticados de um lado ou de outro. A Comissão da Verdade é o oposto. O que a Anistia fez, ela desfaz”.

Nem por isso, Borja deixou de criticar o ato falho do regime, o Ato Institucional número 5, baixado na azarada sexta-feira 13 de dezembro de 1968:

“A sublevação de organizações de esquerda criou um clima que justificava, para alguns, uma carapaça militar sobre o governo civil. O AI-5 foi um desastre. Havia a Constituição de 1967 e um recomeço da vida constitucional. Mataram isso”.

Termo impreciso

O mesmo jurista Célio Borja, que foi presidente da Câmara dos Deputados durante o governo do Presidente Ernesto Geisel (1974-1979) prega que não houve “ditadura”, mas sim um “regime de plenos poderes”:

“Ditadura é a concentração de todos os poderes em mãos do chefe de Estado. Nenhum presidente militar teve isso. O Congresso e o Judiciário eram independentes. Ditadura, nunca houve. O que se podia dizer é que havia um regime de plenos poderes. Não era ditadura”.

Borja classificou de distorcida a visão que se tem do governo dos presidentes militares:

“Sempre se diz que a história é escrita pelos vencedores. Aqui, os vencidos estão escrevendo a seu gosto com um objetivo político: desqualificar quem não lutou contra a famosa ditadura, que não foi ditadura nenhuma”.

Reajuste de energia elétrica em 2015 será um pouco maior que o esperado


O consumidor deve preparar  o bolso: o reajuste da tarifa de energia elétrica previsto para 2015 deverá ser 'um pouquinho' maior do que o esperado. Isso ocorrerá em razão do custo da energia, que subiu no país devido à estiagem de 2013 e deste ano. A informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou do Programa Bom Dia, Ministro.

“Deveremos ter, sim, algum reajuste maior. O custo no Brasil todo subiu por causa do regime de chuvas, chuvas escassas. [Este prolema] vai passar para o consumidor um pouco do aumento da energia elétrica em 2015”, disse. Disse porém que o governo federal está minimizando o problema ao transferir R$ 4 bilhões para compensar parte do aumento do reajuste, na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

“O reajuste irá ocorrer, mas será um pouquinho maior, mas não será tão maior. Não vai incorporar todo aumento que seria devido porque o governo federal está, digamos, compartilhando o aumento de custo com o consumidor”, disse.

Sobre o impacto desse reajuste e dos demais reajuste na inflação e sobre a elevação da carga tributária, Mantega disse que o governo tem, na verdade, diminuído impostos. Segundo ele, pontualmente alguns tributos sobem, mas a maioria foi reduzida. “O consumidor, hoje, paga menos impostos. Na cesta básica, por exemplo o consumidor paga muito menos imposto do que pagava no passado. É claro que isso não impede que em alguns momentos o preço dos produtos subam por causa da sazonalidade [eventos típicos em determinados períodos do ano, como o período de seca]”.

Como exemplo de sazonalidade, ele citou a entressafra, com menor produção do leite e da carne. Segundo ele, no final, a entressafra eleva o preço dos produtos. Os preços porém voltam ao normal, depois, em situações mais favoráveis. “O importante é que a média de preços não ultrapasse um determinado patamar, que está em 5,5% , 5,7%. E mais: que o salário do brasileiro esteja crescendo acima desse patamar, o que está ocorrendo há muito tempo. Algumas categorias tiveram o salário duplicado, como por exemplo, na construção civil. Quem ganhava um salário mínimo, hoje ganha dois ou três”, disse. Para Mantega, mesmo que haja inflação, o importante é que o poder de compra da população cresça mais do que os índices de preços.

O ministro defendeu ainda a estratégia da política econômica do governo. Na avaliação dele, essa linha política permitiu ao Brasil enfrentar as turbulências internacionais, iniciados em 2008, e que ainda impactam a economia mundial. “Entre 2008 e 2013, a economia brasileira cresceu 3% em média. Está muito bom. Foi muito mais que as economias do G20 [reúne as 20 maiores economias do planeta]. Significa que foi adequada. Podemos ter cometido um ou outro erro, sem dúvida devemos ter cometido: o número de acertos porém foi muito melhor”. E acrescentou: “Eu não mudaria a estratégia básica da política econômica”.

O ministro também disse que o governo procurou manter o nível de atividade, impedindo que a indústria fosse destruída pela concorrência. E voltou a ressaltar o desempenho da agricultura, que obteve números recordes de produção. Disse que o Brasil passará por uma expansão econômica, que ocorrerá com a superação da crise.

No campo fiscal, o ministro reforçou a convicção de que a meta de superávit primário [economia para o pagamento de juros] deste ano será mantida em 1,9% em proporção do Produto Interno Bruto (PIB), como foi estabelecido no mês passado, permitindo a redução endividamento líquido do Brasil.

Professor da Faculdade de Direito da USP defende o Golpe de 64
Vejam o "escracho" por outro angulo...

Estudantes patéticos

Intervenção organizada pelo coletivo Canto Geral no dia 31 de março de 2014.

Intervenção nada democrática, organizada pelo coletivo Canto Geral, na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, no dia 31 de março de 2014, revela o quanto radicalizada está a juventude desinformada e manipulada ideologicamente.

A manifestação interrompeu uma aula do professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, de Direito Administrativo da USP, que resolveu homenagear o que ele denominou de “revolução de 31 de março de 1964”:

“Preparei um texto histórico. Os alunos me pediram uma aula a respeito disso, porque sabem que tenho idade. São jovenzinhos, curiosos, querem saber o que aconteceu naquela época. Como sabem que tenho 67 anos, me pediram. Alguns até elogiaram e consideram uma ofensa o que outros fizeram contra mim. Eles estão exercendo o direito de manifestação, são jovens, estão começando a vida. Estão começando a desenvolver capacidades de argumentação lógica, jurídica, administrativa. Isso tudo é absolutamente normal”.

Fonte: Alerta Total

O PT FECHARÁ O CONGRESSO



Em coletiva à imprensa Bolsonaro fala do pavor da esquerda em ouvi-lo, uma vez que a verdade os tortura. Fim da propriedade privada, futuro fechamento do congresso pelo PT, censura à internet e silenciamento da mídia são alguns dos assuntos desta outra entrevista que a imprensa não divulgará.

GOVERNO DILMA AUMENTA IMPOSTOS SOBRE BEBIDAS



DIVIDA A SUA CERVEJINHA, O GOVERNO PETISTA TEM UMA SEDE INSACIÁVEL

A Nova Santa Inquisição no Brasil

Por Sérgio Alves de Oliveira*

Com certeza não causará nenhuma surpresa o fato desse título conduzir às “Comissões da Verdade” que prosperam pelo país como ervas daninhas. As coincidências entre os Tribunais de Inquisição, da Idade Média ,e as ditas comissões da “verdade”,não  podem passar despercebidas a quem analisá-las nos  detalhes.

Com essa iniciativa governamental ,chego a colocar em dúvida muitos princípios da “Teoria da Evolução”, desenvolvida por Darwin e Wallace. Em algumas questões e lugares, o mundo regrediu. Regrediu inclusive à Idade Média. Principalmente no Brasil.
A idéia da “Santa Inquisição” partiu da Igreja, por iniciativa do Papa  Gregório IX, “reforçada”mais tarde por Inocêncio IV, a fim de  que se combatesse os chamados “hereges”.

Mas a Igreja “lavou as mãos”. Entregou aos governos da época a execução das medidas punitivas, que inseriam nas suas leis as diretrizes da Igreja. O Papa, portanto,nunca sujou as suas mãos ,mandando  queimar  gente viva  na fogueira . Mas faziam isso por ele, com seu pleno  conhecimento e consentimento.

As malditas comissões da “verdade” montadas no Brasil são unilaterais e comprometidas. Discriminam entre as pessoas que no período de avaliação (1964 a 1986) podiam cometer crimes e as que não podiam. Na verdade os dois lados infringiram a lei. Tanto os maus tratos aos prisioneiros, quanto os atos de terrorismo e atrocidades praticados pela “oposição”ao Regime, não eram permitidos pelas leis . A simples alegação que os terroristas já teriam sido punidos não é nada razoável, porque nem todos os terroristas foram pegos, presos e punidos. Então caberia às tais “comissões” buscá-los e julgá-los também. Essa arbitrariedade vai passar à história como um atentado à justiça.

Mas à semelhança do  papel sujo da Igreja na Idade Média, que delegava a punição dos  hereges aos governantes da época,o governo brasileiro passa por cima da Justiça Brasileira e nomeia  seus capachos para os tribunais da “verdade”, que ele mesmo instituiu. Usa como pretexto o frágil argumento que essas “comissões” não substituem o trabalho do Judiciário. Evita confrontar-se com o argumento que tais “condenações administrativas” têm tanta ou mais força que a Justiça junto à opinião pública.

O sujeito “condenado” pela comissão estará  também irremediavelmente condenado pela opinião pública. Essa é a pior condenação.E tanto as comissões,quanto a opinião pública ,não estão habilitados a enfrentar a complexidade fáctica e jurídica que envolve os fatos  .É roubo,portanto,da competência jurisdicional. E o que “eles”fazem ? A resposta é NADA. Curvam a espinha e fica por isso mesmo.

Outro detalhe que merece alguma reflexão. Os “autores” e “juízes” das Comissões da Verdade, hoje acusadores,são bem mais jovens que os “réus”. Agiram com a covardia de uma hiena, que espera a presa ficar fragilizada para atacar e matar. Por que só agora, passados tantos anos, dentro dos quais os seus “réus”envelheceram e se aposentaram das armas, é que tomam essa iniciativa?

Esse “pessoal” já está na casa dos 80 ou mais anos, sem apoio de ninguém, inclusive não o suficiente das FFAA. É uma triste realidade da natureza humana. Quem “foi” não “é” mais. Somado essa omissão, também covarde, ao trabalho das “hienas” de tocaia, não é nada  confortável a situação desse pessoal.

Por tais motivos, nunca sentirei orgulho da geração à qual pertenci. É uma geração extremamente covarde que se submete sem reagir à mais terrível das tiranias.

Fonte: Alerta Total


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*Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo, Advogado, Membro do GESUL-Grupo de Estudos Sul Livre.