sábado, 29 de março de 2014

Prejuízo da Petrobras vai aumentar: autoridades de Pasadena cobram milhões da empresa na Justiça

 
No Jornal Nacional:

A conta bancada pela Petrobras pela refinaria americana que provocou tanto barulho pode ficar maior. Autoridades da região de Pasadena cobram mais alguns milhões de dólares da refinaria na justiça. O correspondente Hélter Duarte explica. A briga das autoridades do Condado de Harrys com a refinaria de Pasadena começou há nove anos. Segundo Scott Lemond, advogado do Condado, foi nesse período que a companhia deixou de pagar seus impostos regularmente. A refinaria de Pasadena fica em uma área isenta de tributos federais e alfandegários. Mas, como compensação, esses valores têm que ser repassados ao Condado, que engloba mais de 80 cidades da região, incluindo Pasadena e Houston, a maior cidade do Texas.

Os advogados do condado de Harrys afirmam que tentaram, mas nunca conseguiram fechar um acordo com a refinaria. Em janeiro do ano passado, eles entraram na Justiça contra a refinaria de Pasadena para receber um dívida de US$ 6 milhões. Scott Lemond explica que esse valor é a soma de tudo o que a refinaria deixou de pagar ao Condado desde 2005, quando ela foi vendida pela Crown para a empresa belga, Astra Oil. Scott diz que entre 2005 e 2006 alguns pagamentos foram feitos. “Eles pararam de pagar entre 2007 e 2008, e os valores entre 2005 e 2006 foram pagos menos que o devido”, afirma o advogado. Foi nesse período que a Petrobras comprou a primeira metade da refinaria. Uma dívida que, na avaliação do advogado, era de conhecimento dos envolvidos no negócio.

Um documento interno da Petrobras, publicado nesta sexta-feira (28) pelo jornal “O Globo”, revela que a avaliação da situação jurídica e financeira da refinaria de Pasadena foi feita em apenas 20 dias. Um prazo que a própria Petrobras, no relatório de 31 de janeiro de 2006, considera curto em relação ao que uma “due diligence” normalmente requer. A due dilligence é um passo essencial nos processos de fusões e aquisições de companhias. Funciona como uma espécie de auditoria, avaliação, de todos os números da empresa a ser comprada. No caso de Pasadena, os estudos sobre a saúde da refinaria foram feitos no escritório da Astra, entre 23 e 27 de janeiro de 2006, com a ajuda do consultores da BDO Seidman e da então diretora financeira da Astra, Kari Burke. O documento interno da Petrobras cita uma primeira fase de coleta de documentos, entre 11 e 25 de novembro, com a colaboração de diretores financeiros da Astra.

Um dia antes da assinatura do documento de avaliação, por gerentes da área financeira, tributária e jurídica, segundo a reportagem, a BDO enviou ao então presidente da Petrobras americano Renato Tadeu Bertani uma carta em que diz que devido ao tempo, a consultoria ficou limitada na capacidade de identificar assuntos que poderiam potencialmente ser encontrados. E que os serviços prestados não deveriam servir de base para divulgar erros, fraudes ou outros atos ilegais que pudessem existir.

Rock Owens é advogado da área ambiental do Condado de Harrys. Ele diz que o valor da venda da refinaria para a Petrobras chamou a atenção na época. “Era a venda de uma refinaria velha a um preço premium que não deveria ter sido pago. E sem os reparos que recomendamos desde os anos 80 que não foram feitos”, ele diz.


Em 2012, Owens fechou com a Petrobras um acordo para o pagamento de uma multa de US$ 750 mil, por causa de vários episódios de poluição do ar em anos anteriores. Desde o pagamento desse valor, segundo o advogado, não foram registrados outros casos de poluição do ar na refinaria. Nos Estados Unidos, a ex-diretora financeira da Astra, Kari Burke, que participou da avaliação da refinaria de Pasadena em 2006, não retornou nossas ligações e e-mails. A BDO avisou, por e-mail, que não vai comentar o caso em respeito à política de confidencialidade.

UFSC: invasores da reitoria trocam bandeira nacional por pano vermelho
Direção admite que sabia de uso de drogas no campus. Delegado da PF diz que reitoria quer transformar instituição em 'república da maconheiros'

Estudantes que participam da ocupação na reitoria da UFSC substituíram a Bandeira Nacional por uma vermelha
Estudantes que participam da ocupação na reitoria da UFSC substituíram a Bandeira Nacional por uma vermelha (RBS TV/Reprodução)
Os alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que participam da ocupação da reitoria arriaram, nesta quinta-feira, a bandeira nacional que ficava no mastro principal da instituição e a substituíram por um pano vermelho com a inscrição "Reitoria Ocupada". Contrário ao ato, um grupo de estudantes levou a bandeira brasileira para o Centro Tecnológico da instituição e a hasteou a meio-mastro em sinal de protesto. Pelo Facebook, o grupo afirmou também que fará uma passeata para "mostrar que nem todos os estudantes da UFSC concordam com essa ocupação da reitoria".

A ocupação teve início na noite da terça-feira. Um grupo de 200 alunos tomou o local após operação da Polícia Federal (PF) no campus para investigar uma denúncia de tráfico de drogas que acabou com a prisão de cinco pessoas (sendo quatro estudantes), choque entre policiais e supostos alunos e a depredação de viaturas da PF e da Polícia Militar.

Na tarde desta quinta-feira, os invasores realizam reuniões para definir os rumos da ocupação. Eles dizem que só sairão do local se a reitoria proibir a entrada da polícia no campus. Eles querem ainda que a reitora Roselane Neckel revogue um protocolo de compromisso assinado em dezembro de 2013 com o Ministério Público Estadual (MPE) que estipula horários para a realização de confraternizações no campus e permite que a Polícia Militar seja chamada para conter casos de desordem e criminalidade. De acordo com o MPE, o documento foi assinado porque moradores do entorno da universidade reclamavam do barulho das festas realizadas à noite. O protocolo passaria a vigorar neste mês.

Desde a operação da PF na terça-feira, a reitoria do campus se mostrou simpática às reivindicações dos alunos. Após o choque entre polícia e estudantes, a direção publicou uma nota de repúdio à ação da PF. Em assembleia na quarta-feira, Neckel disse que buscará "com as autoridades responsáveis a punição dos envolvidos no ato" e que a ação policial ocorreu sem sua autorização.

Em resposta, a Polícia Federal afirmou que a operação não feriu a autonomia universitária e que os agentes não precisavam solicitar autorização da reitoria para realizar a investigação. "A PF não tem compromisso com a falta de pulso da reitoria em gerir os assuntos da universidade. (...) Autonomia universitária não deve ser confundida com licença para baderna. Nós não temos compromisso se a reitora com seu comportamento condescendente pretende transformar a universidade em uma república de maconheiros", disse em entrevista coletiva o delegado Paulo Cassiano Júnior.

O Ministério da Educação, responsável pelas instituições federais de ensino superior, pediu ao Ministério da Justiça que analise os fatos ocorridos no campus. Por meio de nota, afirmou que "tão logo receba as informações, tomará as medidas cabíveis, com o rigor que o caso exige".

Pasadenagate: PT tratou a Petrobras como empresa de fundo de quintal, afirma deputado

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Assalto oficial – Matéria do jornal “O Globo” publicada nesta sexta-feira (18) informa que a decisão da Petrobras de adquirir a obsoleta refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi tomada em apenas vinte dias, o que reforça a nebulosidade do escândalo que arrancou dos brasileiros a fortuna de US$ 1,18 bilhão. Fora isso, a reportagem permite concluir que todos os envolvidos no escândalo estão mentindo, começando pela presidente Dilma Vana Rousseff, que à época era chefe da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da petroleira.

A informação revelada pelo jornal carioca levou o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho, afirmar que a Petrobras foi tratada como uma empresa de fundo de quintal na operação de compra da refinaria texana.

“Trataram a Petrobras como uma empresa de fundo de quintal. Uma empresa desse porte não pode ter uma gestão da forma como ocorreu nesse caso. A Petrobras está de fato mergulhada em suspeições tanto no resultado com prejuízo de mais de R$ 1 bilhão como na forma passando por cima de todas as regras de boa governança corporativa”, destacou o líder democrata.

De acordo com a matéria jornalística, a Petrobras disponibilizou prazo exíguo para uma auditoria (“due diligence”), fundamental em processos de aquisições e fusões. No parecer final de uma “due diligence” normalmente constam avaliações jurídicas, financeiras e operacionais. Especialistas em auditoria afirmam que essa etapa da operação leva em média três meses. A própria consultoria contratada pela estatal para fazer a auditoria alerta que pelo tempo escasso seria recomendável uma nova avaliação de dados realizada pela Petrobras.

“Todas essas revelações que não param de surgir apenas respaldam o empenho do parlamento de instalar uma CPI para investigar a empresa. Está muito claro que essa operação foi tramada no submundo ignorando toda a racionalidade administrativa. Não poderia ter outro resultado que o enorme rombo nos cofres da estatal”, opina Mendonça Filho.

A forma como o Palácio do Planalto vem reagindo diante da repercussão do escândalo e da iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito mostra que há muito mais assuntos envolvendo os subterrâneos da empresa a serem discutidos.

O PT não apenas aparelhou a Petrobras, mas loteou a petroleira verde-loura como forma de aplacar a volúpia de partidos aliados do governo do então presidente Lula. A forma como vem sendo tratada a maior empresa do País ao longo dos últimos onze anos deixa claro que os petistas não esta preocupados com a saúde financeira da Petrobras, mas, sim, com a perpetuação no poder. O que nos tempos modernos exige ideologia criminosa e dinheiro imundo.

A farsa de Pasadena


No Relatório de 2005, a Petrobras informou que havia adquirido 50% da Refinaria de Pasadena, inclusive divulgando o preço que havia pago: U$ 370 milhões. No entanto, para o mercado, foi anunciado apenas um Memorando de Entendimento, com o seguinte texto, em 16 de novembro de 2005, onde o preço não era citado. Vejam!

Memorando de Entendimento para refino nos EUA

Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2005 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, comunica que assinou um Memorando de Entendimento com a Astra Oil Company (“Astra”) com o objetivo de estabelecerem uma operação conjunta através de uma companhia de comercialização e refino nos Estados Unidos. O plano de negócios inicial compreende a operação conjunta e o gerenciamento comercial da Pasadena Refining System Inc. (PRSI), antiga Crown Refinery em Pasadena - Texas. A refinaria PRSI encontra-se em processo de melhoria para atendimento aos novos padrões ambientais fixados pela Environmental Protection Agency (EPA) para a gasolina e o diesel, e tão logo seja possível, será também modificada para processar uma larga faixa de óleo pesado com alto teor de enxofre, incluindo a produção da Petrobras no Campo de Marlim.

A Astra é uma subsidiária da Belgian Compagnie Nationale A Portefeuille, com participações na comercialização internacional de óleo, carvão, coque e gás natural, navegação oceânica e refino. A Astra adquiriu a Crown Refinery, localizada em Pasadena, em Janeiro de 2005.

Confiram abaixo a reprodução do que a estatal publicou no Relatório 2005:
 
Aqui, a bomba! A compra só foi concluída em setembro de 2006! O preço anunciado pela Petrobras? U$ 360 milhões, praticamente os mesmos U$ 370 milhões que já estavam lançados no Relatório de 2005!

Fica comprovado que o negócio foi fechado efetivamente em 2005! Está escrito! Está documentado!  Tudo o que veio depois do negócio fechado não passa de um teatro, como fica claro na Nota Oficial publicada em 19 de março de 2013 pela Presidente Dilma Rousseff.  Veja abaixo que a então presidente do Conselho de Administração informa que este autorizou a compra em 03 de fevereiro de 2006, contrariando o Relatório de 2005:
Se o preço já havia sido divulgado pela Petrobras no Relatório de 2005, como é que o Conselho de Administração não sabia das cláusulas? Será que estes conselheiros não leram o documento que foi distribuído a todo o mercado? Se foram feitas tantas diligências e negociações, por que o preço não mudou entre o final de 2005 e setembro de 2006?

Fica claro que está sendo armado um jogo de cena, confirmado pela informação dos jornais, no dia de hoje, de que a "due diligence" foi concluída em menos de 20 dias! Clique aqui para ler.

Esta denúncia é grave. Pode estar sendo feita uma montagem de documentos para encobrir um negócio escabroso, que foi fechado sem seguir os requisitos mínimos de respeito ao dinheiro público. Abaixo, o histórico dos comunicados da Petrobras ao mercado:

A Refinaria da Pasadena (Pasadena Refining System Inc. - PRSI) é uma refinaria localizada na cidade de Pasadena, no estado do Texas, que pertence à Petrobras com capacidade instalada para 106.000 mil barris/dia. Histórico Em novembro 2005, a Petrobras assinou um Memorando de Entendimento com a Astra Oil Company ("Astra") com o objetivo de estabelecer uma operação conjunta de comercialização e refino nos EUA. (Comunicado da Petrobras divulgado em 16.11.2005)

Em setembro de 2006, a Companhia concluiu a aquisição através de sua subsidiária Petrobras America Inc. (PAI). O valor total pago de US$ 360 milhões inclui US$ 190 milhões por 50% das ações e ainda US$ 170 milhões pelos estoques da refinaria. (não houve Comunicado da aquisição!)

Desentendimentos entre os sócios levaram a Astra a requerer o direito de vender seus 50% remanescentes à Petrobras. Em laudo arbitral de abril de 2009 esse direito foi confirmado sendo fixado o valor de US$ 296 milhões pela refinaria, acrescido de US$ 170 milhões por sua parcela no estoque, totalizando, US$ 466 milhões. (Comunicado da Petrobras divulgado em 16.04.2009)

A esse montante foram acrescidos, ainda, US$ 173 milhões, conforme sentença arbitral proferida, correspondentes a reembolso de parte de uma garantia bancária pelos sócios, juros, honorários e despesas processuais. Com isso, o total objeto da decisão alcançou US$ 639 milhões, registrados na nota explicativa 11.4 das Informações Trimestrais - ITR do terceiro trimestre de 2009, divulgadas ao mercado em 13/11/2009. (Comunicado da Petrobras divulgado em 12.03.2010)

Em 10 de março de 2010, a Corte Federal de Houston, Texas, EUA, confirmou Sentença Arbitral proferida em abril de 2009, a qual considerou que a PAI, seria a titular da refinaria de Pasadena e da sociedade de trading correlata (Trading Company). (Comunicado divulgado em 12.03.2010)

Finalmente, em junho de 2012, um acordo extrajudicial, que prevê o término de todos os litígios - arbitragem e outras causas judiciais - acrescidos de juros e custos legais pertinentes totalizou US$ 820 milhões. Parte desse montante, US$ 750 milhões, já vinha sendo provisionado para pagamento nas demonstrações financeiras da Petrobras, restando o complemento de provisão de US$ 70 milhões, a ser reconhecido no resultado da Companhia no segundo trimestre de 2012. (Comunicado da Petrobras divulgado em 29.06.2012)

1964 já era! Viva 2064!

Por Reinaldo Azevedo - Folha de São Paulo
faculdade de historia
1964 já era! Tenho saudade é de 2064! Os historiadores podem e devem se interessar pelos eventos de há 50 anos, mas só oportunistas querem encruar a história, vivendo-a como revanche. Enfara-me a arqueologia vigarista. Trata-se de uma farsa política, intelectual e jurídica, que busca arrancar do mundo dos mortos vantagens objetivas no mundo dos vivos. A semente do mensalão está nos delírios do Araguaia. O dossiê dos aloprados foi forjado pela turma que roubou o "Cofre do Adhemar". Os assaltos à Petrobras foram planejados pelas homicidas VAR-Palmares, de Dilma, e ALN, de Marighella. A privatização do passado garante, em suma, lugares de poder no presente e no futuro. Os farsantes apelam à mitologia para reivindicar o exclusivismo moral que justifica seus crimes de hoje. Ladrões se ancoram na gesta da libertação dos oprimidos. Uma solene banana para eles, com seus punhos cerrados e seus bolsos cheios!

Quem falava em nome dos valores democráticos em 1964? Os que rasgaram de vez a Constituição ou os que a rasgavam um pouco por dia? Exibam um texto, um só, das esquerdas de então que defendesse a democracia como um valor em si. Uma musiquinha do CPC da UNE para ilustrar: "Ah, ah, democracia! Que bela fantasia!/ Cadê a democracia se a barriga está vazia?" Para bom entendedor, uma oração subordinada basta. A resposta matou mais de 100 milhões só de... fome!

Nota desnecessária em tempos menos broncos: respeito a disposição dos que querem encontrar seus mortos. Eu não desistiria enquanto forças tivesse. Mas não lhes concedo a legitimidade, menos ainda a alguns prosélitos disfarçados de juristas, para violar as regras do Estado de Direito. A anistia, por exemplo, não está consignada apenas na lei nº 6.683. O perdão --não o esquecimento-- é também o pressuposto da Emenda Constitucional nº 26 (ow.ly/v4ZK9 ), de 1985, que convocou a Assembleia Nacional Constituinte. Vamos declarar sem efeito o texto que nos deu a nova Constituição? A pressão em favor da revogação da anistia e a conversão da Comissão da Verdade --se estatal, ela é necessariamente mentirosa-- num tribunal informal da história ignoram os pactos sobre os quais se firmaram a pacificação política do país.

Digam-me: onde estávamos em 1985? Revivendo a repressão de 1935, que se seguiu à "Intentona Comunista"? E em 1987? Maldizendo os 50 anos do Estado Novo? E em 1995, celebrando o seu fim? Estado Novo? Eis a ditadura que os "progressistas" apagaram da memória. Um tirano como Getúlio Vargas foi recuperado pelas esquerdas para a galeria dos heróis do anti-imperialismo e serve de marco, segundo os pensadores amadores, para distinguir "demófobos" de "demófilos".

Ilustro rapidamente. Entre novembro de 1935 e maio de 1937, só no Rio, foram detidas 7.056 pessoas. Todas as garantias individuais estavam suspensas. Dois navios de guerra foram improvisados como presídios. Em 1936, criou-se o Tribunal de Segurança Nacional, que condenou mais de 4 mil pessoas --Monteiro Lobato entre elas. Mais de 10 mil foram processadas. A Constituição de 1937 previa a pena de morte para quem tentasse "subverter por meios violentos a ordem política e social". Leiam o decreto nº 428, de 1938, para saber como era um julgamento de acusados de crime político. Kim Jong-un ficaria corado. A tortura se generalizou. No assalto ao Palácio da Guanabara, promovido por integralistas em maio de 1938, oito pessoas presas, desarmadas e rendidas foram assassinadas a sangue frio, no jardim, sem julgamento, por Benjamin e Serafim Vargas, respectivamente irmão e sobrinho de Getúlio. No dia 9 de novembro de 1943, a Polícia Especial enfrentou a tiros uma passeata de estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, com duas vítimas fatais. Tudo indica que os mortos e desaparecidos do Estado Novo, sem guerrilha nem ataques terroristas, superaram em muito os do regime militar. Nunca se fez essa contabilidade. Nesse caso, a disputa pelo presente e pelo futuro pedia que se escondessem os cadáveres.

Getúlio virou um divisor de águas ideológicas na história inventada pelos comunistas, oportunistas e palermas e é o pai intelectual de João Goulart, o golpista incompetente deposto em 1964. Antes, como agora, "eles" sabem como transformar em heróis seus assassinos. A arqueologia do golpe é um golpe contra o futuro. Viva 2064! (Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira)



Dilma e o PT tentam esconder do país a roubalheira da Petrobras. Agora querem saquear a CPI criada pela Oposição.

 
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, preso por lavagem de dinheiro pela PF, escrevendo sabe-se lá o que nas costas da Presidente da República. O pânico tomou conta do Planalto com as ligações perigosas de Dilma com o maior escândalo da história deste país.

No dia em que a oposição formalizou o pedido de criação da CPI da Petrobras no Senado, o Planalto orientou sua base aliada a propor a inclusão de "aditivos" no objeto de investigação da comissão que podem atingir o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos, os principais adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição.

A ideia é que, além da compra da refinaria de Pasadena, a CPI investigue as suspeitas de formação de cartel e fraude em licitações de trens em São Paulo, que atinge os tucanos, e o porto de Suape, administrado por Campos. PSDB e PSB articularam a criação da CPI da Petrobras. A estratégia foi definida em reunião com Dilma como alternativa à operação de retirada de assinaturas do requerimento protocolado ontem pela oposição, que tem apoio de 29 senadores, sendo oito de partidos da base aliada.

O governo ainda não desistiu de convencer seus aliados a desistirem da CPI, mas já reconhece que a operação tem poucas chances de dar certo. As pressões serão concentradas em Sérgio Petecão (PSD), Clésio Andrade (PMDB) e Eduardo Amorim (PSC). A estratégia do Planalto foi colocada em prática ontem na Câmara e no Senado. A equipe presidencial diz que a tática é respaldada em precedentes no Congresso, como na CPI das ONGs, que teve aditivos ao objeto investigado.

Como terá maioria na comissão, o governo quer, inclusive, iniciar as investigações pelas irregularidades no metrô paulista, com o argumento de que seriam mais antigas. O Planalto ainda tentará fazer com que a CPI seja mista (Câmara e Senado). A oposição vai combater a operação sob o argumento de que é necessário que os temas tenham vinculação com o objeto principal da comissão, que é investigar a Petrobras.

Ontem, o líder do PT na Câmara, Vicentinho (PT) não conseguiu explicar o motivo de incluir o porto de Suape nas investigações da CPI. O mesmo aconteceu com o caso dos trens de São Paulo. Lançada pelo PSDB, a CPI da Petrobras, além do caso Pasadena, mira o suposto superfaturamento de refinarias, irregularidades em plataformas e a suspeita de que empresa holandesa pagou propina a funcionários da estatal. A previsão é que dure 180 dias. A ideia de criar a comissão ganhou o apoio final necessário com a adesão do PSB.

RESISTÊNCIA

Aliado do Planalto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), resistia à apuração, mas ontem disse que "não há mais o que fazer" e que discutiria com os líderes a instalação. A oposição cobrou pública e reservadamente que ele leia o pedido de criação da CPI até a terça.

Aécio criticou a movimentação para forçar governistas a abandonarem a CPI. "Não acredito que nenhum dos signatários possa se submeter a qualquer tipo de chantagem."

O governo foi defendido pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR): "Se é para fazer investigação política, era importante trazer esse tema [Metrô de São Paulo] para a CPI. Eles estão politizando". Ao ser indagada se o caso não era estranho ao objeto da CPI, ela disse: "Tem que ter coerência. Se eu sugiro investigação política para algo que já tem investigações técnicas, como é o caso da Petrobras, por que fazer só para um tema e não para o outro?".

Em visita ao Congresso, o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Augusto Nardes, comentou o caso Pasadena. "Pelas informações que nós temos, me parece que não foi um bom negócio. Com certeza, o prejuízo para a nação brasileira foi bastante significativo", disse. (Folha de São Paulo)

Lula e Dilma quebraram o Brasil, mas os petistas continuam posando como herdeiros de Aladim

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Show de incompetência – A fórmula mágica e embusteira do virtuosismo lançada por Luiz Inácio da Silva começa a falhar de maneira recorrente. Isso explica a crise que se instalou no País e vem corroendo a economia nacional, que cada vez mais se aproxima do despenhadeiro. Enquanto os palacianos balbuciam críticas aos analistas de mercado, a economia verde-loura mostra, como um todo, que é grave a situação em que se encontra o Brasil.

Responsável pela política monetária nacional, o Banco Central já sinaliza com a possibilidade de a inflação oficial encerrar o ano em 6,2%, índice distante da meta fixada pelo governo (4,5%) e muito próximo do teto (6,5%). Se considerarmos o fato de que a inflação real, aquela enfrentada pelos brasileiros no cotidiano, já descolou, em trajetória ascendente, da órbita de 20% ao ano, a situação torna-se ainda mais crítica.

Enquanto a opinião pública está entretida com o Pasadenagate, o que é compreensível, a economia do País está cada vez mais cambaleante. Situação que pode produzir um prejuízo bilionário, muito superior ao gerado pela aquisição da obsoleta refinaria texana. Por isso é importante manter os olhos bem abertos e em todas as direções, pois os desgovernos petistas produziram um estrago, ao longo de uma década, que o brasileiro sequer imagina o esforço necessário para reverter o quadro caótico.

Como se não bastasse o fato de abusar da maquiagem contábil para cumprir as metas de superávit primário, o que serve de sinalizador para os investidores de todo o planeta, o governo gasta mais do que arrecada. O pior é que o governo não sabe como investir as verbas disponibilizadas no Orçamento da União. E quando o faz quase sempre surge um escândalo de corrupção a reboque.

Fosse pouca a lambança promovida pelos palacianos, o Banco Central aposta em crescimento da economia, em 29014, na casa de 2%. O mercado, por sua vez, trabalha com a previsão de avanço do PIB no patamar de 1,7%. A ópera bufa da economia brasileira ganha contorno de tragédia com a informação de que o desemprego no País, no mês de fevereiro, ficou em 5,1%, contra 4,8% registrado em janeiro. O que significa que o Brasil alcançou o pleno emprego.

Para completar, o superávit nas contas do governo caiu 50% no bimestre, para R$ 9,87 bilhões. No mesmo período de 2013, o esforço fiscal do governo alcançou R$ 19,66 bilhões. Mesmo assim, os petistas percorrem o Brasil bradando as maravilhas do falso País de Alice, aquele que aprece nas campanhas publicitárias encomendadas pelo Palácio do Planalto. Enfim…

Lula, Dilma, diretores e conselheiros da Petrobrás têm de responder por má gestão e corrupção na Petrobras

Como a Petrobras é uma empresa controlada pela União, o Presidente da República, sua diretoria e conselheiros administrativos e fiscais são os responsáveis diretos por seu sucesso ou fracasso de gestão. Por isso, o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff, junto com o conselho diretor da estatal de economia mista, têm de responder, individualmente, na Justiça, por prejuízos gerados por tomadas de decisão com característica de má gestão ou comprovada corrupção. A regra é clara – mesmo no Brasil Capimunista da impunidade.

A CPI da Petrobras, que o presidente do Senado, Renan Calheiros, será obrigado a instalar, mesmo a contragosto da base de aliança desgovernista, explodirá a complicada reeleição de Dilma – popular nas pesquisas, porém sem credibilidade perante o poder econômico mundial, que efetivamente decide o jogo dos negócios privados e públicos no Brasil. É cedo para falar de impeachment, mas o risco existe, porque vale a máxima sobre as Comissões Parlamentares de Inquérito: todos sabem como começam, mas é difícil saber como terminam, mesmo com a costumeira impunidade tupiniquim.

O PT já dá sinais de desespero. Ameaça radicalizar na guerra virtual contra os ataques políticos que lhe serão fatais. Uma ala do partido também já atua na suicida e burra tática de substituir Dilma por Lula na corrida ao Palácio do Planalto. O presidentro seria um alvo mais fácil que a gerentona cujo falsa marketagem de competência desmancha no ar. Mesmo na remota chance de ganhar a eleição – na base da fraude eleitoral ou contando com os votos dos grotões de ignorância e clientelismo -, o governo do PT já perdeu credibilidade, legitimidade e não tem mais governabilidade para seguir em frente.

Se a CPI não sair, a Petrobras será alvo de ações judiciais aqui dentro e lá fora. O Ministério Público Federal será forçado pelas evidências a abrir inquéritos para investigar a má gestão ou os efeitos da dolosa ou culposa corrupção em vários negócios e parcerias da estatal de economia mista. A Comissão de Valores Mobiliários – que é, mas não deveria ser, um órgão do Ministério da Fazenda - terá de agir conforme a legalidade, como xerife do mercado de capitais e não na base da politicagem, com desculpa esfarrapada supostamente técnica, para encobrir os desmandos na Petrobras fartamente denunciados por investidores.

Independentemente do que fizeram (ou não), aqui dentro, o MPF e a CVM, investidores da Petrobras já cansavam de avisar que preparam ações judiciais na Corte de Nova York – na bolsa de cuja cidade a Petrobras negocia ações. Nos EUA, a Security and Exchange Comission, entidade independente de governo, costuma agir com mais rigor contra abusos e atos lesivos aos investimentos no mercado de capitais. Denunciados lá fora, individualmente, dirigentes e conselheiros da Petrobras correm sério risco de sanções duras e multas pesadas, em caso de condenação (o que é nada difícil de acontecer, diante de tanto escândalos com evidências e provas materiais em fartura). 

Literalmente, a petralhada e seus aliados políticos e de negociatas cometeu o assassinato da galinha dos ovos de ouro negro. Os dirigentes do governo e da empresa terão de acertar contas, na Justiça daqui ou de Nova York, pelas consequências da incomPTência e da delinquência. A tese é simples: quem manda na Petrobras é o Presidente ou Presidenta da República. Não deveria ser, mas é, no capimunismo tupiniquim. Assim, quem manda responde pelos atos. E PT, saudações... 

Nas coxas

O Globo teve acesso a documentos internos da Petrobras confirmando que o processo de compra da refinaria de Pasadena envolveu um prazo “muito curto” de due diligence — espécie de auditoria considerada um dos passos essenciais em processos de fusões e aquisições, na qual são avaliadas questões jurídicas, financeiras e operacionais.

O documento confidencial, datado de 31 de janeiro de 2006, revela que ao todo, o processo de compra levou cerca de 20 dias – quando especialistas ressaltam que essa etapa de análise de informações de uma empresa consome, em média, de dois a três meses.  

Após a coleta de documentos e reuniões com diretores financeiros da Astra entre os dias 11 e 25 de novembro de 2005, a estatal teve de fazer nova avaliação em apenas cinco dias.

A consultoria contratada pela Petrobras na ocasião, a BDO Seidman, de Los Angeles, nos EUA, chegou a recomendar que, em razão do “tempo limitado”, a estatal deveria buscar sua própria avaliação de dados.

Mangueira do Lava Jato

Curiosamente, batizada de Projeto Mangueira, a compra da refinaria envolveu a reorganização de cinco afiliadas da Astra Trading.

Como todo mundo sabe que, em uma empresa de Lava Jato sempre se tem uma boa mangueira, tudo caminha para um final infeliz.

Da série - Anos de chumbo ou de chumbinho?
Uma democracia devedora - 31 de março de 1964, por um Brasil acima de tudo e abaixo de nada

Por Alessandro Barreta Garcia
A esquerda raivosa parece não entender que a Lei de Anistia é um instrumento político para pacificar o país diante de conflitos insolúveis. Lembramos que a Lei de Anistia visou salvaguardar militares e terroristas.

Sob o ponto de vista histórico, os anos de 1960 foram bem turbulentos, de um lado o marxismo-leninismo de caráter violento e totalitário, e de outro a democracia americana. O Brasil estava no meio destas duas ideias, uma perversa e a outra humanitária.

Jango era a figura principal nesse cenário, e historicamente é possível relembrar passo a passo o empenho janguista a favor de uma reforma de base, reforma na lei e na marra, bem como uma nítida aproximação de Jango com o radical de esquerda, Leonel Brizola. O Brasil se encaminhava para um golpe de esquerda aos moldes de Cuba.

Paralelamente a este contexto, diversos grupos treinavam na China e em Cuba. Os enviados a China a mando do PC do B foram empregados na guerrilha do Araguaia. No nordeste existiam a Ligas Camponesas sob a direção de Francisco Julião e Brizola era responsável pelo Grupo dos 11.

Dentro das forças armadas é preciso lembrar a revolta dos sargentos em 63. Motim dos marinheiros em 64 e o jantar em apoio ao presidente oferecido pelos sargentos. Dessa forma, Jango se afastava dos militares, de uma classe conservadora e católica, era o prenúncio do caos.

Com o futuro incerto, a última coisa que poderia acontecer era um golpe comunista. Assim, uma intensa mobilização da sociedade civil se encaminhava inequivocamente contra esse golpe de esquerda. Vários jornais se expressavam a favor de uma intervenção militar. Toda essa agitação resumia-se na Marcha da Família com Deus pela Liberdade. E assim foi. Em 31 de março de 1964 o Exército Brasileiro assume o comando do Brasil. Em editorial, o jornal “O Globo de 2 de abril de 1964”, manifesta-se a favor da contrarrevolução. Segundo o jornal, “Vive a Nação dias gloriosos...”.

A partir da contrarrevolução, o Congresso institucionaliza o regime militar. Salta da 46ª potência para a 8ª potência econômica. Avança no planejamento estratégico, na construção de estradas, em um parque industrial, nas leis de trabalho, no mercado interno e serviços. Segundo Vélez Rodriguez (2014)

No que tange à economia, o Brasil transformou-se num país industrializado. Consolidou-se a indústria petroleira e desenvolveu-se a petroquímica, bem como a siderurgia e a fabricação de maquinaria pesada. A engenharia deu um grande salto para a frente, com as obras públicas que pipocaram pelos quatro cantos do território nacional (Vélez Rodriguez 2014).

Sendo assim, o ciclo militar ou a contrarrevolução pode ser interpretado de forma clara, como um ciclo necessário para o impedimento de um golpe de esquerda violento e assassino (todos os exemplos revolucionários de esquerda provam esta tese). Foi importante para uma redemocratização a partir de 1978 e completando-se na Lei de Anistia de 1979. Lembramos que o processo de redemocratização brasileira foi conduzido por militares, quanto a nossa esquerda, ela jamais lutou por democracia.

Meus parabéns ao militares de 31 de março de 1964, parabéns pelos 50 anos de nossa contrarrevolução.




Fonte: A Verdade Sufocadawww.alessandrogarcia.org

sexta-feira, 28 de março de 2014

Delúbio tinha razão: olhando a roubalheira na Petrobras, o Mensalão do PT virou piada de salão.

O "trenzinho" da Petrobras vem desde Lula, sempre liderado por Dilma. Aliás, foi
 porque ela sabia tudo de energia e petróleo que virou Presidente da República.
O cálculo da Procuradoria Geral da República é que o Mensalão do PT desviou R$ 141 milhões dos cofres públicos. Quanto será o rombo ou roubo da Petrobras? Somente na Refinaria de Pasadena, se considerarmos que custou apenas e tão somente apenas o dobro do preço, já envolve mais de 10 Mensalões. E ainda tem o Conperj. E a Refinaria Abreu e Lima. E o propinoduto das plataformas. Já chegamos, fácil, em mais de 50 Mensalões. Por isso, o pânico está instalado dentro do Palácio do Planalto. A CPI da Petrobras pode virar a CPI da Papuda. 

Vai passar - Nivaldo Cordeiro

Hoje eu li a coluna do Pasquale Cipro Neto, na Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/158415-quero-inventar-o-meu-proprio-pecado.shtml), exaltando a vitória das esquerdas contra o movimento cívico-militar de 1964. Tomou como mote a música Cálice, de Chico Buarque. Toda a esquerda, e o Pasquale também, exalta a suposta resistência como o prolegômeno da vitória política que se completou com a eleição de Lula e do PT.

O que me chamou a atenção é que essa música – um lamento para os malucos guerrilheiros encarcerados –, não apaga outras músicas que são verdadeiros cantos guerreiros e ânsia revolucionaria, uma exortação à ação letal contra o povo e o Estado. Peguemos outra música do Chico Buarque, Baioque, da mesma época, como exemplo.

As duas primeiras estrofes não dão margem a dúvida alguma. É uma ameaça, um estímulo à matança. A faca que já não corta estava mesmo na mão guerrilheira, não na mão dos militares. A desonestidade dos artistas engajados na propaganda revolucionária é total. Eles, os guerrilheiros, não foram atacados; a Nação, representada pelas Forças Armadas, é que se defendeu. Vejamos os versos:

“Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada, não conhece o perdão
Quando eu rio

Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão
Meu sorriso é uma fenda escavada no chão
Quando eu choro”

Outra música de Chico Buarque convocando para a vingança é a notável Apesar de Você:

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro

Vejam que a promessa de vingança foi cumprida. Basta ler os jornais do dia, que anunciam que velhos militares retirados da ativa estão senso achincalhados, humilhados e colocados sob falsos julgamentos apenas para afirmar a vitória da guerrilha, agora pelas urnas.

“Quando chegar o o momento/esse meu sofrimento/vou cobrar com juros”. Estão cobrando também de outras formas. Na roubalheira; na incompetência; no escárnio contra os valores estabelecidos; no esforço cotidiano para construir o novo homem dos novo tempos.

O “amor” reprimido estava nas balas traiçoeiras dos guerrilheiros, que mataram um monte de gente inocente. Um canto de ódio.

A alegria de Pasquele Cipro Neto ao comentar a canção contrasta com o luto vivido pelas pessoas de bem. O ano de 1964 é para ser lembrado como marco da nacionalidade, que se impôs à potência estrangeira que se amigou com os nefandos guerrilheiros para exercer o seu poder por aqui. Agora a data está servindo para o escárnio dos mentirosos que chegaram ao poder.

Eu realmente espero que a alegria de Pasquale Cirpo Neto seja breve. A dele e as de seus companheiros revolucionários. Não creio que o pesadelo esquerdista que nos governa vá durar muito. São incompetentes demais, são gananciosos demais, são corruptos demais. Estão destruindo o Brasil.


Posso até dizer, com o Chico Buarque, que de novo vai passar na avenida um samba popular, não esse canto nefando do fim dos tempos.

Ação do Ministério Público do Trabalho confirma irregularidades no programa “Mais Médicos”

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Alça de mira – O deputado federal Ronaldo Caiado (Democratas-GO) elogiou o relatório preparado pelo procurador Sebastião Caixeta, do Ministério Público do Trabalho, que nesta quinta-feira (27) ingressou com uma ação civil pública contra a União para modificar as regras do programa “Mais Médicos”. O procurador mostrou independência e zelo pela Constituição Federal e legislação trabalhista do País ao contrário do governo da presidente Dilma Rousseff, afirma o parlamentar.

“Graças ao trabalho do Democratas e da independência intelectual, moral e a insistência do procurador Sebastião Caixeta, a democracia brasileira passou a respirar e permitir que fosse levado adiante tudo aquilo que nós já havíamos denunciado. O procurador não se acovardou, não se calou e buscou cumprir o que determina a Constituição Federal. Vamos ver se agora o julgamento da ação será feito dentro da ótica da legalidade ou com a visão bolivariana que o governo do PT tenta implantar no País”, opinou Caiado.

Para Ronaldo Caiado, a presidência da República e os ministérios que têm alguma relação com o programa federal foram arbitrários ao executar uma ação que trata profissionais de forma diferenciada e ignora direitos legalmente estabelecidos no País. Pela ação civil pública, o governo deve pagar os mesmos salários a médicos cubanos que os recebidos pelos demais profissionais do programa, bem como reconhecer os direitos trabalhistas aos mais de 10 mil médicos já em atuação. Além disso, determina que os cubanos tenham direito de ter relacionamentos amorosos e se casarem no Brasil.

“Essa truculência do governo da presidente Dilma Rousseff desrespeitando a Constituição e a legislação trabalhista conseguiu calar os ministros do Trabalho e dos Direitos Humanos praticando todas essas arbitrariedades, como a remessa de R$ 1,120 bilhão para Cuba e pagando apenas R$ 120 milhões aos seus médicos, 10% desse valor”, afirmou o deputado goiano.

Sebastião Caixeta considerou fundamental a divulgação do contrato da médica cubana Ramona Matos Rodriguez para comprovar as ilegalidades praticadas dentro do programa. Ramona foi acolhida e recebeu auxílio jurídico do Democratas ao deixar o “Mais Médicos” em fevereiro deste ano, ao se sentir enganada pela diferença entre os valores pagos aos profissionais cubanos e aos outros médicos do programa.

Meio século

Armando Luiz Malan de Paiva Chaves - Folha de São Paulo
Trinta e um de março de 1964 é uma data histórica. Interpretá-la cabe a historiadores, em pesquisa isenta, incluindo-se os testemunhos de quem a viveu. Como eu.

O povo enfrentava carestia. Havia ameaças à propriedade privada. Quem procurava informar-se via a tensão aumentar. Ninguém acenava com medida corretiva. João Goulart, então presidente da República, no comício da Central do Brasil, a 13 de março, acendeu uma fogueira. Embalou a facção governista e seus apoios sindicais e populares para a guinada à extrema esquerda havia muito esperada. Em contrapartida, a mídia reagiu, cobrando atitude das Forças Armadas. No meio político, expectativa, sem planejamento de ação colegiada. No militar, o legalismo começava a dar lugar à necessidade de reação.

Em São Paulo, a iniciativa foi das mulheres. Em impressionante convocação boca a boca, a Campanha da Mulher pela Democracia promoveu, em 19 de março, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Oitocentas mil pessoas em massa compacta caminhando pela cidade.

Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, decidiu-se, em 20 de março, por expedir um documento no qual dizia serem "evidentes duas ameaças": "O advento de uma constituinte para reformas de base e agitações generalizadas do CGT (Comando Geral dos Trabalhadores). A ambicionada constituinte é um objetivo revolucionário pela violência. Para talvez submeter a nação ao comunismo de Moscou? Isso sim é que seria antipátria, antinação e antipovo. Não, as Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil". Provocou impacto. Os militares, em maioria, incorporaram a lição.

Em 25 de março, marinheiros se revoltaram e entraram em greve. Em decisão política, foram imediatamente anistiados. Era a desmoralização da autoridade militar.

Em 30 de março, o presidente Goulart compareceu a uma assembleia do Clube dos Subtenentes e Sargentos. Após ouvir discursos que punham em xeque a hierarquia, usou a palavra para, ele mesmo, promover e apoiar a indisciplina.

Foi a gota que faltava para transbordar o cálice de fel acumulado com tantos desmandos. No dia seguinte, a tropa de Minas Gerais antecipou-se ao planejamento para pressionar militarmente o governo. Com apoio do governador Magalhães Pinto, marchou para o Rio de Janeiro decidida a depor o governo. Era o desembocar da contrarrevolucão e o abandono do cargo por Goulart.

Seguiu-se a indicação de Castelo Branco para a Presidência da República. Eleito com 361 dos 388 votos pelo Colégio Eleitoral formado no Congresso, foi empossado em 15 de abril. Era hora de recompor a ordem.

Os comandantes militares haviam editado ato institucional pelo qual assumiam autoridade revolucionária sobre os destinos da nação. O presidente eleito revelou liderança. Voltou-se a executar o plano de governo, auxiliado por renomados colaboradores. Criados o Banco Central, o Banco Nacional de Habitação, o Estatuto da Terra, o Instituto de Reforma Agrária e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Unificados os institutos de Previdência Social.

Cinquenta anos se passaram. Pessoas maduras à época, ainda lúcidas, têm gravado na memória o que viram, sentiram e como reagiram. Que os historiadores as consultem.





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Armando Luiz Malan de Paiva Chaves, 86, é general de Exército reformado

Petrobras pagou mordomias para genro de Dilma e para parentalha de ministros na Fórmula 1 em Interlagos.

 
Lista inédita dos convidados VIP da Petrobrás para assistir ao GP do Brasil de Fórmula 1, em novembro, revela que o agrado, originalmente usado pela estatal “para relacionamento com grandes clientes corporativos”, teve como beneficiados o genro da presidente Dilma Rousseff, Rafael Covolo; dois filhos do ministro da Fazenda, Guido Mantega; e a irmã, o cunhado e a sobrinha da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, além de parlamentares da base aliada e seus familiares.

Mantida em segredo pela gerência executiva de Comunicação Institucional da Petrobrás, a lista foi obtida pelo Estado via Lei de Acesso à Informação. O cargo é ocupado desde 2003 por Wilson Santarosa, sindicalista amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido de informações foi negado duas vezes, e só foi atendido por decisão da presidência da Petrobrás.

As cortesias dão direito à vista privilegiada da pista do Autódromo de Interlagos, além de acesso aos boxes das escuderias, hospedagem em hotel cinco estrelas e buffet de bebidas e comidas durante o GP. Estima-se que o custo unitário dos convites oferecidos pela Petrobrás chegue a R$ 12 mil – o ingresso mais caro vendido ao público no ano passado, com benefícios semelhantes, valia R$ 11.200.

A Secretaria de Comunicação Social do governo afirmou ontem que Covolo “compareceu ao GP Brasil” a convite da Petrobrás, desacompanhado da mulher, Paula Rousseff, e que Dilma não sabia do convite. “A presidenta disse que, se tivesse sido (consultada), teria dito para ele não comparecer. Isso porque, embora não exista irregularidade, não vale o incômodo.” Procurado, Covolo avisou pela secretária que “não tinha interesse em se manifestar”. O secretário adjunto do gabinete de segurança da Presidência, coronel Artur José Solon Neto, também foi convidado. O oficial confirmou o convite, mas disse não saber por que foi escolhido.

Pedido. Dois filhos de Mantega, que preside o Conselho de Administração da Petrobrás, estão na lista VIP da estatal, assim como amigos deles. O pedido de ingressos para Carolina e Leonardo Mantega partiu do próprio ministro. Procurada, Carolina fez um pedido. “Por favor, eu gostaria que você não escrevesse essa matéria.” Perguntada se ganhou o ingresso do pai, repetiu: “Eu não quero falar sobre isso”. Leonardo não foi localizado.

Os filhos de Mantega levaram um amigo, Felipe Isola. “Eu fui convidado porque gosto de assistir à Fórmula 1. O camarote é minha posição preferida”, afirmou. Questionou se tinha algum negócio com a estatal que justificasse a cortesia, Isola disse que a pergunta deveria ser feita à Petrobrás. “Não sou da empresa, mas conheço pessoas de lá”, afirmou.

Em nota, Mantega afirmou que “os convites mencionados pela reportagem foram dados pela empresa devido ao fato de o ministro ser conselheiro da companhia, tratando-se de uma prática usual da Petrobrás para com seus conselheiros”.

Miriam Belchior é outra ministra e conselheira da Petrobrás cujos parentes foram ao camarote. Irmã da ministra, Virgínia confirmou ao Estado ter recebido o ingresso, mas desligou o telefone ao ser perguntada sobre como ganhou o convite.

Por meio de sua assessoria, a ministra afirmou que membros do Conselho de Administração constituem um dos diversos “públicos” de interesse da estatal. “Esse procedimento é praxe por parte de qualquer empresa pública ou privada que patrocina grandes eventos. Não infringe nenhuma norma estabelecida.”

O marido da titular das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o subtenente do Exército Jeferson da Silva Figueiredo, também foi convidado para o camarote VIP. A ministra recebeu o convite, mas afirmou não ter ido ao evento. Figueiredo não quis falar sobre o assunto.

Base. O ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também tem um parente na lista VIP da Petrobrás. O neto do senador, João Fernando Sarney, não quis falar sobre o convite. O Estado identificou na lista nove deputados federais, um distrital e dois senadores, além de suas mulheres, irmãos, namoradas e filhos. Lá estão o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o senador Gim Argello (PTB-DF), dois dos principais articuladores contra a CPI da Petrobrás.

O gabinete de Argello confirmou o uso da credencial, estendida ao irmão e à mulher, mas disse que “não utilizou o serviço de hospedagem a que tinha direito”. Chinaglia não quis comentar. Por meio de assessoria, Marcus Pereira Aucélio, subsecretário de Política Fiscal do Tesouro, Paulo Fontoura Valle, subsecretário da Dívida Pública do Tesouro, e Marcio Holland, secretário da Fazenda, confirmaram a presença no evento, mas disseram que, ao aceitarem o convite, “consideraram que a Petrobras é uma empresa pública e não enxergaram nenhum potencial conflito de interesses, por se tratar de evento promocional e com convite extensivo a várias outras autoridades”.

Confira a lista completa de convidados:

Cota da presidente:  Rafael Covolo, genro de Dilma

Família Mantega:  Carolina Mantega, filha do ministro Guido Mantega (Fazenda);  Leonardo Mantega, filho do ministro Guido Mantega;  Felipe Isola, amigo da filha do ministro Guido Mantega;  Reginaldo Valença, amigo da filha do ministro Guido Mantega

Ministra do Planejamento:  Miriam Belchior, ministra (Planejamento) e membro do Conselho de Administração da Petrobrás;  Virginia Belchior Carneiro de Campos, irmã da ministra;  José Renato Carneiro de Campos, cunhado da ministra;  Carolina Belchior Carneiro de Campos, sobrinha da ministra

Relações Institucionais: Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais;  Jeferson Figueiredo, marido da ministra e sargento do Exército (Estadão)